Monday, December 25, 2006
Wednesday, December 13, 2006
Rumo ao 8# Encontro

Cartazes espalhados pela cultura francesa, CH da ufc, campus da filosofia, e em breve no direito e no CH da Uece, ali na Luciano Carneiro. Fotolog atualizado( www.fotolog.com/pormaisleitura), apesar de hoje especificamente o sistema do fototlog estar em manutenção, mas tá tudo lá. Pra quem viu o endereço do site nos cartazes, pode tá sempre acompanhando também o fotlog, no qual constam os convites para os encontros, relatos e comentários sobre livros em geral. Se quiser escrever ou mandar alguma resenha, é só pedir a senha. ;)
Então, tudo preparado pro nosso próximo e oitavo encontro Por Mais Leitura - Roda de Leitura, novamente enfocando textos não-autorais, ou seja, tentando abrir pra todas as pessoas que tem interesse em literatura, e não somente àqueles que escrevem. Como o evento acontece há cada quinze dias, tentaremos fazer algo alternado, uma vez autoral e outra vez não-autoral, só repetimos agora porque o sistema mudou há pouco tempo.
Na Leonilson, dia 16, esse sábado, a partir das 15h, roda de leitura e discussão. Não esqueçam. :)
Ah, pra quem não sabe onde é a Leonilson, é a biblioteca de artes visuais do Dragão do Mar, fica dentro do museu de arte contemporânea do mesmo.
Até lá!
Monday, December 04, 2006
#7 Encontro - diário de bordo

Neste sábado, dia 2 de Dezembro, ocorreu na Biblioteca Leonilson, dentro do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural Dragão do Mar, mais outro evento literário do Por Mais Leitura, desta vez com textos não-autorais, oportunidade de descobrir contos e poemas de autores conhecidos e de outros que... nem tanto. Iniciamos com uma rápida conversa sobre nossas pretensões e projetos além da roda de leitura, possibilidade de publicações e melhorias neste site (aguardem). Depois foi literatura até o fim!
Iniciamos com um conto de Adriano Espíndola, escritor cearense: O Pintor da Tribo. No conto, o artista da tribo é, em tempo de fome, comido por seus companheiros por ser considerado o mais fraco e inútil. A partir do escrito falamos um pouco sobre a utilidade da arte: a tribo conseguiu vencer o problema imediato da fome, mas havia abdicado da eternidade.
Outro texto foi A Cabeça, de Luiz Vilela. Uma insólita cabeça é encontrada na rua e, em cena de extrema banalização da violência, os transeuntes conversam, brigam e riem descompromissadamente. A cabeça era, por um lado, o eixo de todo os acontecimentos do conto. Por outro, um elemento dispensável e dispensado diante do tratamento que à sua presença deram os personagens do texto, que falam de Deus, da violência e do tratamento às mulheres. Onde estavam a dignidade humana e a solidariedade naquela hora?
Em seguida, um trecho do livro O Triângulo das Águas, de Caio Fernando Abreu, pertecente ao Dodecaedro: um personagem apresentado como “o 13o” distribui uma cor para cada um dos outros 12 personagens, misturando a descrição das propriedades da cor em gestos, sentimentos, sensações.
O quarto texto foi Sintaxe a Vontade, de Fernando Anitelli. O texto é um poema recitado em seu projeto musical-teatral “O Teatro Mágico”. Um jogo inteligente e divertido sentidos e sons. O texto, por sinal, foi lido pela Lediana, que é a dona da comunidade cearense do Teatro Mágico no Orkut (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4172093). O quinto texto, também lido pela moça, foi o “Caçador de Borboletas”, primeiro texto de Fernando Sabino, um conto-crônica em que um passarinho aparece na janela e convence um escritor amargurado a largar as tristezas. A leitora, aliás, também nos contou de sua correspondência com o escritor, prometendo nos trazer um texto sobre esse contato com o mestre!
Acabando com a lista de textos do dia, dois poemas de Alberto Caeiro. Seria o mais sábio dos rostos de Fernando Pessoa? Como ele mesmo diz:
“Pouco me importa
Pouco me importa o que? Não sei: pouco me importa.”
***
Mais um dia de leituras e discussões sobre literatura.
Lembrando: Estamos sempre, a cada duas semanas, empreendendo um encontro desse. Está aberto a todos. O próximo encontro será de textos não-autorais, ou seja, não traga seus próprios textos, mas os textos de autores de que gosta. Não se acanhe, ninguém morde. Experimente o prazer de ler, ouvir e falar sobre literatura.