<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880</id><updated>2011-06-07T23:45:34.593-07:00</updated><title type='text'>Por Mais Leitura</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-6848778267361909227</id><published>2008-06-11T03:24:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T03:28:14.653-07:00</updated><title type='text'>Biblioteca Vagão de Leitura!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Nome: Biblioteca Vagão de Leitura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localização: Rua Costa Barros, na Praça da CeArt, próximo à Barão de Studart&lt;br /&gt;Horário de Funcionamento: segunda à sexta-feira, das 12h às 18h.&lt;br /&gt;Contatos: Setor de Administração da Praça Luiza Távora (a biblioteca não possui telefone): (85) 31011624. Falar com Dra. Josete Andrade, coordenadora dos setores de Artesanato e Economia Solidária) ou mandar email para: renediasalves@ hotmail.com , funcionário da Biblioteca.&lt;br /&gt;e-mail: renediasalves@ hotmail.com &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteca Vagão de Leitura, conhecida por alguns por "Biblioteca Luíza Távora", em virtude de sua localização na praça homônima, popularmente conhecida por Praça da CeArt, é extremamente bem localizada e, segundo o funcionário que nos concedeu esta entrevista, muito segura, devido à presença constante de 4 policiais, bem como do trabalho dos 8 seguranças da praça. Segundo René, não se tem notícia de tentativa de invasão ou assalto à biblioteca. No entanto, ela se encontra numa situação dificil atualmente, vez que os aluguéis de livros estão temporariamente suspensos, pois a maioria dos livros emprestados não era devolvida. No momento do cadastro, eram necessárias cópias de RG, CPF, foto e comprovante de residência, e a biblioteca repetidas vezes liga para os usuários solicitando a devolução dos livros, e sempre esbarra em desculpas e promessas de procura e breve devolução. Tal, infelizmente, não tem acontecido, o que em si é um contrasenso. Duplo contrasenso, aliás. Apesar de bem policiada, a biblioteca não tem como forçar essas devoluções e acaba sofrendo danos, ressaltando que o mais prejudicado é o usuário que devolve os livros e, agora, mesmo os corretos usuários não podem mais levar livros pra casa. Só se permite a consulta nas dependências da biblioteca. O outro contrasenso é que todo o acervo da biblioteca é de doações: nada foi comprado. Desta feita, o que foi totalmente doado agora resta sendo gradativa e criminosamente retirado das estantes públicas. A culpa? Das pessoas que não compreendem a acepção de BEM PÚBLICO: o que é público é de todos, e não pode jamais ser entendido como "de ninguém". E, sendo de todos, é responsabilidade de todos a sua preservação, sobretudo dos usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar que a Praça Luíza Távora é a única de Fortaleza que é do Governo do Estado. Assim, quem a mantém é o Governo do Estado, patrocinando sua segurança, pagando manutenção, funcionários, energia, internet, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Espaço físico:&lt;/strong&gt; A Biblioteca existe dentro de um antigo vagão: ela É o vagão. O funcionário não sabe precisar o seu tamanho, mas arriscamos uns 4 metros de largura por 12 de comprimento, mas bem chute mesmo =] Os livros ficam dispostos em estantes de madeira, conforme assunto e estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acervo&lt;/strong&gt;: Conta com 6 mil livros, todos doados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inscrição:&lt;/strong&gt; Infelizmente, o cadastro não está mais sendo feito, vez que o aluguel não é permitido atualmente. Quando acontecia, para inscrever-se era necessário levar: cópia do RG, do CPF, bem como 1 foto 3x4 e um comprovante de residência. Podia-se ficar com 1 livro por 8 dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frequência&lt;/strong&gt;: cerca de 30 a 40 pessoas por dia, geralmente a Sexta é o dia em que a freqüência é menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estantes&lt;/strong&gt;: Há Estante Braille, bem como Estante de Livros Raros e Antigos; há, ainda, vários livros de arte, fotografia, pintura, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assuntos&lt;/strong&gt;: Há assuntos de variados tipos: Infantil, Medicina, Direito, Administração, área política em geral, livros universitários, de Ensino Fundamental, Médio e Pré-vestibular, bem como provões, questões de concursos, livros de Religião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livros que não se podia alugar&lt;/strong&gt;: livros raros ou muito antigos, como Enciclopédias e Livros de Coleção, a exemplo da Coleção de Monteiro Lobato, de 1969.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Funcionários&lt;/strong&gt;: apenas um, atualmente o funcionário que nos atendeu, René Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Curiosidades e estórias sobre a Biblioteca Vagão de Leitura:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; os 5 escritores mais presentes no acervo são: Monteiro Lobato, Graciliano Ramos, José de Alencar, Agatha Christie e Beatriz Alcântara. A parte de autores cearenses é a primeira que se avista, tão logo se entra na biblioteca;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; O livro mais antigo do acervo é "Robinson Crusoé", 1ª edição, de 1860, e há ainda um em francês, sobre "a boa conotação da mulher", de 1855;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; Os livros mais alugados são romances, como os da Agatha Christie, e de Administração, Direito, Constituições, etc;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; Há acesso a Internet p/ complementação de pesquisa. Costumam frequentar a biblioteca muitos estudantes para realização de pesquisa, ao que são auxiliados pelo funcionário;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; Várias crianças do Campinho d`América visitam a biblioteca. Muitas crianças carentes, algumas até que nem sabem ler, vem pra folhear os livros, ver os desenhos, conhecer a biblioteca-vagã o. René ressalta que a parte mais pobre da cidade frequenta também a biblioteca;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; Muita gente aparece só pra conhecer, tirar fotos, inclusive para realização de books fotográficos. Bandas dos mais variados estilos fazem fotos no local também, ressaltando que só fotos do exterior do vagão são permitidas. Uma curiosidade é que o Book da Miss Ceará foi realizado na Praça Luiza Távora, como fotos também na Biblioteca-Vagã o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; a Biblioteca frequentemente é tema de reportagens, locais e nacionais, em virtude da sua estrutura diferenciada. Sempre lembrando que fotos dentro da biblioteca são proibidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&gt; Sobre as estórias inusitadas que acontecem por ali, René Dias nos conta que havia uma senhora que sempre aparecia falando várias línguas, sobretudo espanhol e francês, na tentativa de tocar violino no interior da Biblioteca. Sempre lhe diziam que dentro não podia, e a mulher, já idosa, se irritava bastante e ia tocar lá fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, trazia ainda um cavaquinho. Não me disse, no entanto, era se o som era agradável aos leitores e passantes (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também uma outra senhora, supostamente mãe de um pombo, que constantemente aparecia com garrafas vazias de cerveja, formando montículos e bares imaginários, inclusive ao redor do posto policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra coroar as graças que apareciam por lá, aconteceu de um dia uma mulher nua querer entrar na biblioteca, ao que foi barrada pelos seguranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-6848778267361909227?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/6848778267361909227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=6848778267361909227' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6848778267361909227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6848778267361909227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2008/06/biblioteca-vago-de-leitura.html' title='Biblioteca Vagão de Leitura!'/><author><name>Marília Passos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18341035223084012231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/8165/4087/1600/356190/=).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-7041194066785993074</id><published>2008-06-11T03:21:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T03:23:39.897-07:00</updated><title type='text'>Bibliotecas =]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Introdução do Por Mais Leitura ao Projeto Guia das Bibliotecas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um bando de leitores apaixonados que faziam uma roda de leitura. Eram cinco, foram seis, viraram sete, de repente somos vários. Ultimamente, somos muitos. De várias partes da vida, de tantas faculdades e de nenhuma. Somos de 12 anos, 45 e idade inteira, unidos por um laço suave mas jamais efêmero: o amor pela leitura. Amamos tanto que às vezes deixamos de ler para trabalhar ou discutir sobre o grupo, porque REALMENTE queremos um mundo com mais leitura.&lt;br /&gt;E o que isso tem a ver com um Guia das Bibliotecas? Simplesmente surgiu a idéia da constatação – óbvia – de que as pessoas quase sempre não lêem porque não têm acesso a leitura. A desinformação e a falta de uma política una e bem fundamentada por parte da grande maioria dos políticos (e do povo, que não cobra) é talvez a maior causa das nossas mazelas sociais.&lt;br /&gt;Tendo em vista isso e o nosso objetivo de ser POR MAIS LEITURA, resolvemos por em prática uma idéia já antiga: fazer uma espécie de fichamento das bibliotecas mais ricas e mais acessíveis em Fortaleza, e, curiosamente, às vezes as mais desconhecidas.&lt;br /&gt;Em macro-escala qual o nosso objetivo com esse Guia? Primeiro, finalmente conseguir faze-lo (coisa que não foi simples e nem está sendo). Depois, divulga-lo e esperar que essa iniciativa sirva de alguma coisa. Se não servir, paciência, ao menos está feita.&lt;br /&gt;Esperamos sinceramente que o por mais leitura não seja só um grupo de estudantes ou escritores, mas um sentimento que permeie toda a sociedade – coisa em que particularmente acredito, tomara que esse Guia fique bom e seja realmente um Guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1) Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1) Informações gerais&lt;br /&gt;Nome: Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel&lt;br /&gt;Localização: Av. Presidente Castelo Branco, 255 – Centro –Fortaleza – Ceará&lt;br /&gt;Horário de Funcionamento: segunda à sexta-feira, das 8h às 21 h; sábado, das 14h às 18h&lt;br /&gt;Contatos: Tel. : (85) 3101 2541 – 3101 2547 – 3101 2548&lt;br /&gt;Fax: (85) 3101 2544&lt;br /&gt;e-mail: bpublica@secult. ce.gov.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por se localizar no complexo de lazer e cultura do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, existem duas entradas: a de visitantes por dois acessos, um pela Avenida Presidente Castelo Branco e outro pela entrada principal do Centro Dragão do Mar. Atualmente, o acesso de visitantes dá-se apenas pela Avenida;&lt;br /&gt;A Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel possui um acervo de 70 mil volumes e 40 mil títulos. Dispõe do quarto maior acervo de Obras Raras do país, onde se destacam a coleção de jornais do século XIX e livros do século XV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaço Físico: A Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel ocupa uma área de 2.272 m², distribuídos em 5 pavimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subsolo 2: laboratórios de uso interno: setor técnico e microfilmagens, por ex;&lt;br /&gt;Subsolo: Setor infantil, Administração e Salão de eventos&lt;br /&gt;Térreo: Entrada/Saída do edifício (pela Av. Presidente Castelo Branco e também pelo Centro Dragão do Mar de Cultura),&lt;br /&gt;Recepção (Jurema),Xerox (particular) ,&lt;br /&gt;Setor de referência (falar com Fátima: esse é um setor só de consulta – tem enciclopédias, dicionários, folhetos e biografias)&lt;br /&gt;Setor Braille, Setor de Informática, Setor de audiovisual e Salas de Estudo (com cabines para estudos individuais e em grupo) ; Centro Digital do Ceará (com acesso gratuito a internet, com regulamento a ser lido logo na entrada. Telefone para reserva de computador: 31412550) .&lt;br /&gt;1º pavimento: Setor de obras gerais, Setor de Empréstimo e Setor Ceará&lt;br /&gt;2º pavimento: Setor de obras raras, Setor de iconografia, Setor de periódicos e Microfilmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2) Inscrição: Para fazer empréstimos, é preciso inscrever-se na biblioteca, o que pode ser feito com o pagamento de uma taxa única de R$ 4,00 (quatro reais), entrega de 2 fotos no formato 3x4 e da cópia dos seguintes documentos: RG, CPF, carteira de estudante, comprovante de residência ( ex: conta de luz, água, telefone, extrato de cartão de crédito, etc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs! 1. Eles não dispensam o pagamento da taxa de 4 reais;&lt;br /&gt;2. Crianças e adolescentes também podem efetuar empréstimos na biblioteca. No entanto, no ato da inscrição é necessário que estejam acompanhadas por um responsável. São dispensados os documentos de identidade e CPF daqueles que não houverem atingido a maioridade, contudo os responsáveis por tais crianças/ adolescentes devem apresentar tais documentos, no ato da inscrição;&lt;br /&gt;3. Não se pode efetuar qualquer empréstimo no ato da inscrição. É necessário que o usuário da biblioteca recém-cadastrado aguarde a confecção de sua carteirinha, a qual, normalmente, fica pronta no prazo de um dia. Ou seja, se você fizer sua inscrição hoje, só poderá emprestar livros amanhã. ( CONFERIR ISSO, parece que mudou)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ter a carteirinha, o usuário pode sempre alugar 2 livros, por 15 dias. É permitida a renovação do prazo, mas só presencialmente, e, claro, levando os livros e a carteirinha. A cada dia de atraso, paga-se 0,50 por cada livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs2: curiosidade: o cadastro da biblioteca conta hoje com 4.514 registros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3) Acervo:&lt;br /&gt;entrevistando as acessíveis (e eficientes, que eu diga!) bibliotecárias de todos os setores, descobrimos várias coisas. Que o acervo é de livre acesso em todos os setores, mesmo aqueles em que o empréstimo não é permitido. Ou seja: seja bem vindo a entrar e mexer nos livros sempre,contanto que não os deteriore (lembre que a biblioteca é patrimônio COMUM, o que não quer dizer “de ninguém”, e sim “de todos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- infantil (no subsolo): lá é necessário fazer cadastro para quem não tem a carteirinha; quem já tem a do empréstimo de obras gerais (1º andar) pode usar a mesma. O acervo do setor infantil é o mais variado: livros brasileiros e não, revistas em quadrinhos, jogos e brinquedos pra crianças (poucos: uma doação viria a calhar, disse uma das bibliotecárias) . Esse setor abre as 8h e fecha às 17h. No setor infantil, há quem vá para estudar ou ler por lá, porque há mesas; e quem só passe pra fazer pesquisa e pegar os livros. Livros muito bons, devo dizer, quando voltar lá vou levar uns Pedro Bandeira e a Mafalda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Braille (térreo): é necessário também fazer um cadastro próprio, mas não é preciso pagar (gente, os deficientes visuais, né, que são os que fazem uso desse setor). Só cegos podem alugar, são livros que vêm encomendados de São Paulo, de graça – e vale a pena visitar essa parte da Biblioteca, sobretudo pra encontrar o Bosco, que além de ser super simpático e ter me explicado tudo, ainda é bonitão =D conheci e entrevistei o Bosco e o Luís, que falaram das dificuldades de ser deficiente visual, de como é complicado se formar, informar e ler, trabalhar e tudo que decorre disso. Mas isso é conversa pras próximas páginas. O acervo do Braille é total, brasileiros e não, literatura e não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Americano (térreo): setor Martin Luther king jr., aberto de Segunda a Sexta de 9 às 12h. Por causa desse horário super difícil, não consegui ir lá – ainda. Mas pode sim fazer empréstimo, e com a mesma carteirinha do empréstimo de obras gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor de Empréstimo (1º andar, à esquerda das escadas): literatura:&lt;br /&gt;Conta com um acervo de literatura o mais variado, de todas as nacionalidades e temas e abrangências. Perguntada sobre que tipo de acervo tinha aquele setor, a bibliotecária sorriu e disse “de tudo?”, e quem freqüenta a biblioteca sabe que é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor de Obras gerais - didáticos:&lt;br /&gt;Aqui não pode haver empréstimo, só pesquisa. É também no mesmo espaço do setor de empréstimo, no 1º andar, mas há uma parte que pode ser alugada e outra que não. A que pode é a de literatura, se bem entendi. Bom, pelo menos nos últimos dois anos eu nunca aluguei nada do outro lado :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor de Obras Cearenses:&lt;br /&gt;Do lado direito das escadas, fica ao lado dos setores de obras gerais e empréstimo, também no 1º andar. Não é permitido empréstimo nesse setor, mas o acervo também é bem vasto e esse é um grande ponto de pesquisa sobre literatura cearense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor de Periódicos (2º andar):&lt;br /&gt;Consta nesse setor o 4º maior acervo de obras raras do país, entre jornais, revistas e microfilmagens. Dada a raridade e a necessidade de preservação desses documentos, os cuidados no manuseio do acervo é ainda maior, com uso de luvas e fazendo valer a máxima do “todo cuidado é pouco”, não custando lembrar que “é nosso também”.&lt;br /&gt;O empréstimo não é permitido, esse é um setor de consulta e pesquisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-7041194066785993074?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/7041194066785993074/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=7041194066785993074' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7041194066785993074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7041194066785993074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2008/06/bibliotecas.html' title='Bibliotecas =]'/><author><name>Marília Passos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18341035223084012231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/8165/4087/1600/356190/=).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-7291696657571812971</id><published>2008-04-06T10:56:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T11:08:51.360-07:00</updated><title type='text'>Um açogue cultural?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.t-bone.org.br/images/stories/paradacultural1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.t-bone.org.br/images/stories/paradacultural1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;font-size:85%;" &gt;foto do site&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Era janeiro. Estava em Brasília e peguei um ‘zebrinha’ (como chamam um tipo de ônibus pequeno) na avenida W3 Sul para a W3 Norte. Queria ver o Teatro Oficina Perdiz, que conheci por um curta exibido no Cine Ceará de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Desci do ônibus e me deparei com uma estante de livros, simplesmente. Havia uma estante de livros na parada de ônibus! Abri um deles e vi uma página carimbada com “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Açougue Cultural T-Bone&lt;/span&gt;”. Virei-me para uma senhora que, sentada, esperava seu ônibus:&lt;br /&gt;- Oi... Com licença, isso é tipo uma biblioteca?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- É... É como se fosse uma biblioteca. Dá pra pegar os livros...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Ah é? E a senhora já pegou algum?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Já peguei uns sim. Aproveito o tempo no ônibus pra ler.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Brasília tem um açougue na quadra 312 Norte que há mais de 13 anos é um espaço cultural. É uma loja de carnes... mas com livros. Assim que comprou o açougue, em 1994, Luiz Amorim mudou o nome para T-Bone e colocou uma estante com livros, que logo recebeu doações da vizinhança. A biblioteca cresceu tanto que ganhou sede própria em 2003, na 712/13 N, onde disponibiliza cerca de 18 mil livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;st1:metricconverter productid="1997, a" st="on"&gt;1997, a&lt;/st1:metricconverter&gt; T-Bone realizou a 1ª Noite Cultural, que foi um sucesso e acontece desde então regularmente, atraindo até quem não come carne. Na 17ª edição, com show do Tom Zé, a Noite Cultural reuniu 10 mil pessoas na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, além de uma biblioteca na localidade de Varjão, oficinas de arte e muito reconhecimento, a T-Bone mantém a Parada Cultural, que são bibliotecas abertas 24 horas nas paradas de ônibus da avenida W3 Norte, da quadra &lt;st1:metricconverter productid="510 a" st="on"&gt;510 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 712. E a chuva não consegue molhá-los pela forma das paradas e/ou das estantes. O objetivo é tornar a leitura ainda mais acessível, chegando principalmente àqueles que fazem a corrida casa-trabalho-casa diariamente, de ônibus. Os livros foram levados até eles – e são lidos. Eu mesmo peguei um sobre ecologia bem legal. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.t-bone.org.br/"&gt;http://www.t-bone.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/guia/t-bone-acougue-cultural"&gt;http://www.overmundo.com.br/guia/t-bone-acougue-cultural&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/entre-picanhas-e-violoes"&gt;http://www.overmundo.com.br/overblog/entre-picanhas-e-violoes&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-7291696657571812971?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/7291696657571812971/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=7291696657571812971' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7291696657571812971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7291696657571812971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2008/04/um-aogue-cultural.html' title='Um açogue cultural?'/><author><name>João Miguel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_gsGB88GwaKI/TUYaeVsogNI/AAAAAAAAA3s/TQY2h3D5XuY/s1600/dca126216bed654e26e001e782dd3fcc%253Fs%253D75%2526d%253Dhttp%25253A%25252F%25252Fwww.gravatar.com%25252Favatar%25252Fad516503a11cd5ca435acc9bb6523536%25253Fs%25253D75%2526r%253DG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-653150076213194041</id><published>2008-02-22T15:53:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T11:48:40.167-08:00</updated><title type='text'>Minha Leitura: Uma vida revelada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R8G5UJEDdrI/AAAAAAAAAIg/KOV2Mcuzx1Y/s1600-h/uma+vida+em+segredo1a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 163px; height: 239px;" src="http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R8G5UJEDdrI/AAAAAAAAAIg/KOV2Mcuzx1Y/s320/uma+vida+em+segredo1a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170617602879485618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delicada capa de Uma Vida em Segredo da Coleção Prestígio, Edições de Ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Uma garota simples, nascida e criada em sua fazenda, tem que ir para a cidade depois que seu pai morre. Chegando lá, vai morar com a família de uma prima afastada, tentando se adaptar à vida e ao mundo que a ela se impõe, sem jamais obter sucesso.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;É assim, sem nenhum esforço, que podemos resumir a história de Biela, personagem que dá força e vida à novela Uma vida em segredo, de 1964, de autoria de Autran Dourado. Um enredo simples para uma personagem também bastante simples: os fatos além dos já citados são muito poucos. Temos sua tentativa de superar sua impossibilidade, vestindo os panos encomendados pela prima da prima, tentando aprender a comer à mesa, a conversar as conversas da sala de estar. Chega a copiar tão bem os gestos que se lhe apresentam que arranja um noivo, mais por confusão e conveniência do que por amor. Sua falta de habilidade, entretanto, não lhe permite ir muito longe, como demonstra a maneira como anda quando usa os seus novos vestidos, os braços sempre abertos e meio erguidos com medo de amarrotá-los. Andava parecendo um espantalho, como define o primo mais novo por pirraça.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O acaso, porém, faz aqui sua parte e por um golpe de azar ou de sorte o noivo acaba fugindo e o noivado desfeito, o que é a gota d´água para que Biela desista de tentar fazer parte da nova família, de se comportar, de ser uma senhorita.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Ela decide, então, começar a imitar a si mesma, juntando tudo aquilo que em sua nova vida remete ao seu pedaço de mundo perdido lá na ‘’fazenda do fundão’’, numa tentativa de reconstruir o seu cotidiano. Para isso do seu quarto de visitas, com porta para a sala de estar, onde foi alojada pela família, e muda-se para o quartinho dos fundos, juntos com os criados, cujas conversas despretensiosas lhe lembra as do povo simples da roça. E é sobre lá, sobretudo, que eles assuntam, todos de certa forma desgarrados de sua origem simples. Vive, a partir de então, se ocupando das atividades domésticas, trocando as visitas às cumadres da prima pelas empregadas das mesmas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;E assim segue a vida até o fim: se de início foi motivo de certo escândalo, no final da vida já não era quase notada. E não se avexem de que eu tenha contato praticamente toda a história até aqui. Como talvez já tenham percebido não é essa pequena trama, quase tola, que vai realmente importar em Uma vida em segredo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;            Essa seria, afinal, uma história pífia e sem sal, se Biela, através de sua pequena luta por sua reconstrução, não trouxesse forte na lembrança ‘’o riachinho correndo, o chuá-pá do monjolo, o som da água enchendo o cocho, o silêncio, o ranger do cepo na tranqueta, o chuá da água, o barulho chocho da mão caindo no pilão quando se pilava o arroz, mais duro quando se esfolava milho’’. Através da narração de Autran, que desentranha toda essa riqueza de lembranças de dentro de Biela, é que descobrimos quem realmente habita o corpo desengonçado e chucro de nossa protagonista, o que passa desapercebido por todos os outros habitantes da história, razão evidente do título do livro.  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Sua relação com Constança, a prima que lhe acolhe em sua casa, chega a ser, inicialmente,seu porto seguro nesse novo mundo, evocando-lhe até mesmo a imagem de uma mãe que era só lembrança no fundo de uma rede, lhe beijando a testa. Ou então às fábulas de princesa que eram contadas a ela pela empregada negra, quase ama de leite orfã de mãe e de pai ausente. Sentindo-se na obrigação de receber a parente diante dessa situação difícil, Constança tenta acolhê-la e inseri-la na vida pequena burguesa da cidade de interior, o que não dura muito tempo, pois esta logo desiste frente à estranhisse da prima, chegando à ter certo repudio pela mesma.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R8G-DZEDdwI/AAAAAAAAAJI/fxTCNkogDJM/s1600-h/bielaeconstan%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R8G-DZEDdwI/AAAAAAAAAJI/fxTCNkogDJM/s400/bielaeconstan%C3%A7a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170622812674815746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Prima Constança e Biela, em cena do filme Uma Vida em Segredo(2002), de Suzana Amaral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mais próxima e recíproca se dá a relação com Mazília, filha de Constança, que ao tocar o piano apresenta à prima talvez a única coisa daquele mundo que realmente lhe toca, a música. O casamento e a mudança para outra cidade, entretanto, acabam fazendo com que essa amizade se perca no tempo, virando uma lembrança quase tão longe como os ruídos que vinham do fundão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A maneira com que Biela se relaciona não só com os outros, aliás, mas com todas as coisas desconhecidas ao seu redor lembra muito a maneira com que Macabéa, da novela A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, sentia as suas pequenas descobertas e sensações. Se esta ficava tão maravilhada ao ver pregos na vitrine que urina no próprio vestido, Biela, moça de seus dezoito anos, chora pela primeira vez na vida depois de ver Mazília tocar ao piano uma valsa. Até então, não sabia sequer o que era aquele objeto grande, escuro, no meio da sala.&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;São grandes suas semelhanças com a personagem de Clarice, afinal, as duas são personagens marcadas profundamente pela impossibilidade, perdidas em um mundo com o qual não conseguem se relacionar. Além disso, são ao mesmo tempo ingênuas, primitivas e dóceis, capazes dos atos mais desconcertantes que.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Não é de se estranhar, portanto, que a cineasta Suzana Amaral tenha se dedicado exclusivamente a esses dois personagens em sua curta filmografia, justamente adaptações dos dois livros aqui citados. Apesar das semelhanças, entretanto, elas guardam também suas particularidades, talvez mais pelo modo como são contadas do que por questões de personalidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Se Macabéa não sabe gritar, esse não é o caso de Biela: ela é calada, quieta, mas não muda. Dela não se ouviria quase nada a não ser que se soubesse a maneira como percebia as coisas, nas sensações que a prima tocando lhe causavam, das sutilezas de suas mudanças. Deixar de usar as roupas que Constança lhe deu, ir se calando aos pouquinhos, se ocupando das tarefas da casa, até se transferir de vez pro quarto dos fundos. Permitindo-nos esticar o ouvido pra esse muxoxo que é a sua vida é que Autran Dourado nos permite ouvi-la, sem que ela precise gritar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R8G_HpEDdyI/AAAAAAAAAJY/PRwMo7FnOEM/s1600-h/biela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 138px; height: 262px;" src="http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R8G_HpEDdyI/AAAAAAAAAJY/PRwMo7FnOEM/s400/biela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170623985200887586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se Macabéa se emociona com pregos na vitrine, Biela, diminutivo de Gabriela, é também o nome de uma importante peça nas engranagens de carros. Segundo o Houaiss:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="sq"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" class="abrev" &gt;ubstantivo feminino&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" class="explica" &gt;Rubrica: engenharia mecânica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" class="preto" &gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a -&lt;/span&gt; haste de aço forjado ou fundido que, articulada em suas extremidades a duas peças móveis, transmite a uma o movimento da outra, modificando-o ou não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" class="preto" &gt;&lt;span class="preto"&gt; b - nos automóveis, caminhões, aviões etc., peça de ligação entre o êmbolo e o eixo de manivelas, a qual transforma o movimento alterno retilíneo do primeiro no movimento circular do segundo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa silenciosa luta pela apropriação de sua vida, por sua vez, me faz lembrar de outro célebre personagem da literatura, do qual ela ao mesmo tempo se afasta e se aproxima. Trata-se do Gregor de A Metamorfose, de Kafka, homem que um belo dia acorda transformado em uma barata. Assim como no seu caso, somente nós e o narrador partilhamos de sua saga íntima de adaptação à uma realidade nova com a qual não pode lidar, permanecendo oculta para o resto do mundo até mesmo que possa sentir esse mundo, como acontece com Biela.   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mesmo que no caso de Gregor a mudança seja dele, ao contrário de Biela, que se vê deslocada de mundo, os efeitos são razoavelmente os mesmos: afastar-se dos outros, fingir quase não existir. A diferença é que isso em Biela é reflexo de uma luta, um rompimento com os outros para se ligar àquilo que realmente lhe importava, mesmo que fosse a lembrança de passado evocada pela senzala de uma casa-grande. Não é por acaso, provavelmente, que ambos tenham uma morte tão triste, mas tão contrastante. Enquanto Gregor morre sozinho, provavelmente de fome e abandono, depois de desistir de viver trancafiado no quarto pela própria família, Biela é resgatada pela família e levada ao hospital. Chegando lá, toma sua última e verdadeira medida: não quer morrer no quarto, sozinha. Prefere morrer na ala dos indigentes, em companhia.&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;            Se é esse o seu último passo na pequena trajetória que traça na sua nova vida, ele não é o único, e vários são os pequenos indícios que Autran nos dá durante a novela de que Biela é, faz e sente muito mais do que aparenta. Toda essa a sua reserva, afinal, não se trata de uma renúncia à vida, à sua fortuna, da qual nunca foi atrás desde a morte do pai, ou qualquer cosia do tipo, e sim uma volta àquilo que ela tinha perdido, ao sair do fundão, há tanto tempo: uma vida simples, isso sim. Uma vida em segredo.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" class="preto" &gt;&lt;span class="preto"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-653150076213194041?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/653150076213194041/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=653150076213194041' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/653150076213194041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/653150076213194041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2008/02/uma-vida-revelada.html' title='Minha Leitura: Uma vida revelada'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R8G5UJEDdrI/AAAAAAAAAIg/KOV2Mcuzx1Y/s72-c/uma+vida+em+segredo1a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-1227445511968965276</id><published>2008-01-23T18:28:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T18:37:55.143-08:00</updated><title type='text'>Literatura e Cinema</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Darwin Marinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O livro nos dá a liberdade de imaginar as coisas como queremos, embora haja alguma limitação quando o autor é muito detalhista, mas ainda assim há uma grande liberdade criativa, criamos o ambiente e os personagens a nossa maneira, suas vozes, seu jeito de andar, de se vestir (ou pelo menos acreditamos que fazemos isso). Quando o livro é adaptado para o cinema, tudo isso é roubado. Ler o livro antes do filme pode causar uma sensação de violação dos nossos direitos criativos, ler depois limita de forma considerável a nossa imaginação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ao exigir um filme igual ao livro, deixam-se de lado as intervenções criativas e necessárias (em alguns casos) dos diretores e roteiristas, limitar isso pode causar grandes prejuízos estéticos para o filme. Em “Laranja Mecânica”, Stanley Kubrick omitiu o último capítulo do livro e mesmo assim o filme é maravilhoso. As adaptações do Kubrick são incríveis: “Lolita” e “O Iluminado” são filmes tão bons quanto os livros (talvez melhores). Já “Lavoura Arcaica” de Raduan Nassar foi considerada pela cineasta Suzana Amaral (que dirigiu “A Hora da Estrela”) uma das piores adaptações do cinema porque os diálogos são exatamente iguais aos do livro, mas essa foi uma condição imposta ao diretor Luiz Fernando Carvalho, o seu trabalho criativo foi limitado, mas discordo da opinião da cineasta e considero o filme excelente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Um dos grandes filmes esperados para 2008 é o “Blindness” do brasileiro Fernando Meireles, adaptação do romance “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago. O filme com orçamento milionário já me decepcionou por não ser falado em português, mas tem no elenco grandes atores ( Jullianne Moore, Mark Rufalo) e, mesmo com todas as falhas que venha a ter, a história do Saramago salvará o filme, assim como a do Gabriel Garcia Márquez salvou a adaptação de “Amor nos Tempos do Cólera” que foi duramente criticado pela língua utilizada, pelas atuação caricaturais e pela maquiagem, mas a história agradou muito, mérito do autor, não do diretor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas o que é do autor e o que é do diretor? Livros ruins podem dar bons filmes ou vice-versa? Para acompanhar essas e outras discussões envolvendo cinema e literatura participe do próximo encontro do Por Mais Leitura, no próximo dia 26 na Biblioteca Leonilson que fica no Dragão do Mar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-1227445511968965276?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/1227445511968965276/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=1227445511968965276' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1227445511968965276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1227445511968965276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2008/01/em-cartaz-nesse-ms-literatura-e-cinema.html' title='Literatura e Cinema'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-212857077543837982</id><published>2007-12-13T19:51:00.001-08:00</published><updated>2008-01-10T14:48:32.805-08:00</updated><title type='text'>Nas férias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R4agS6Ba61I/AAAAAAAAAGw/69Xoehr3tZI/s1600-h/pml.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R4agS6Ba61I/AAAAAAAAAGw/69Xoehr3tZI/s320/pml.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153983070245415762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Do vermelho pro laranja: João Miguel, Ary, Alan, Naiana, Marina (espiritualmente), Diogo e Bruno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Bom, para quem não foi ou não ficou sabendo, o último encontro do Por Mais Leitura nesse mês aconteceu no última dia 8, Sábado, na Biblioteca Leonilson. No mesmo dia, aliás, saiu uma reportagem bem bacana sobre o grupo no jornal O Povo do mesmo dia, de onde tiramos a foto aqui ao lado. Para quem quiser conferir a matéria na íntegra, é só clicar &lt;a href="http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/750748.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em vez de dois encontros, um autoral e outro de textos de outras pessoas, nesse mês resolvemos juntar os dois em um só. O tema do encontro foi Literatura e Violência e a intenção de fazer uma só roda foi a de todo mundo poder planejar tranquilamente o seu final de ano. Seja para viajar, ficar em casa ou mesmo ler e descobrir coisas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O tema do próximo encontro, entretanto, já foi definido: Literatura e Cinema. A data também já está marcada: a gente se encontra no dia 27 de Janeiro no mesmo bat-local e horário. Até lá eu posto pelo menos mais uma vez avisando. Próximo ano precisamos pensar um pouco como dividir melhor essa parte da divulgação, porque ela ficou meio abandonada, por mim mesmo, inclusive. De qualquer forma, quem quiser contribuir com o blog, tiver um texto que se enquadre no perfil dele, seja crítica de um livro, artigo sobre algum tema dentro do campo da literatura, envolvendo-se com outras artes e etc, seja bem vindo, é só manter contato conosco por aqui ou pelo &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13497198"&gt;orkut&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vou tentar atualizar de vez em quando o blog com coisas interessantes que estejam acontecendo na cidade, como lançamentos de livro, cursos e etc. Fiquem ligados e não esqueçam que em Janeiro a gente tá de volta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Até lá!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-212857077543837982?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/212857077543837982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=212857077543837982' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/212857077543837982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/212857077543837982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/12/nas-frias.html' title='Nas férias'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/R4agS6Ba61I/AAAAAAAAAGw/69Xoehr3tZI/s72-c/pml.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-1987723086810301898</id><published>2007-11-27T09:16:00.001-08:00</published><updated>2007-11-27T09:26:00.532-08:00</updated><title type='text'>Feira do Livro Cabo Verde/Brasil</title><content type='html'>No folder da programação do Dragão do Mar desse mês um evento havia me feito ficar com a pulga atrás da orelha. Estampada na capa e contracapa do livreto, era anunciada a ''Feira do Livro Cabo Verde/ Brasil. O anúncio chamava a atenção, não só pelo tema pouco comum, como pelo fato de não haver mais detalhes sobre o evento, como datas e programação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, por acaso, encontrei com uma estudante cabo-verdiana da faculdade que me entregou um panfleto sobre o evento, este bem mais enxuto que o folder do dragão, mas que finalmente me revelou o mistério. Primeiro: o evento começa hoje, terça-feira 27, e vai até essa quinta, dia 29. Segundo: a escolha do Ceará como sede não é aleatória. O que minha cara colega me antecipou é que os escritores cabo-verdianos que vão passar por aqui durante o evento são oriundos do movimento ''Claridoso'', que marcou o início do modernismo no país e que teve como grande influência escritores brasileiros, principalmente os nordestinos das gerações de 30 e 45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento está sendo organizado pela Secult juntamente com quatro estudantes cabo-verdianos que fazem faculdade aqui em Fortaleza, entre os quais a amiga da qual falei. A programação deve contar com palestras, exposição de obras raras e mais de mil exemplares de livros de escritores cabo-verdianos para serem comercializados. E é bom aproveitar a oportunidade, porque a partir do próximo ano a feira se transfere para Cabo Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feira do Livro de Cabo Verde: Claridade na Terra da Luz - de hoje (27) a quinta-feira (29), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema). Grátis. Mais informações: 3488 8600.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+programação: http://www.dragaodomar.org.br/index_new.php?pg=feiralivrocv&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-1987723086810301898?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/1987723086810301898/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=1987723086810301898' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1987723086810301898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1987723086810301898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/11/feira-do-livro-cabo-verdebrasil.html' title='Feira do Livro Cabo Verde/Brasil'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-9098656796725129966</id><published>2007-11-19T18:27:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T18:39:15.384-08:00</updated><title type='text'>A extração da loucura: em novembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.dndworld.com/kb/loucos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.dndworld.com/kb/loucos.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A extração da pedra da loucura, de Hieronymus Bosch&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog anda meio parado, mas continuamos com nossas atividades normais na Roda de Leitura. Esse mês o tema é Literatura e Loucura, e o próximo encontro é de textos autorais. Sábado, dia 24, no mesmo bat-local, Biblioteca Leonilson, das 15-18h, Centro Cultural Dragão do Mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levem seus textos, se apresentem, sejam loucos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A Roda de Leitura Por Mais Leitura é uma iniciativa independente e aberta a todos os interessados, cada um leva seu texto, lê, ouve os comentários, ou simplesmente escuta e participa da conversa. Um espaço para a troca de informações e experiências no universo da leitura, para iniciantes e iniciados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-9098656796725129966?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/9098656796725129966/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=9098656796725129966' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/9098656796725129966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/9098656796725129966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/11/rodas-de-novembro.html' title='A extração da loucura: em novembro'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-2579603727714914240</id><published>2007-10-16T18:46:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T19:00:11.819-07:00</updated><title type='text'>ZPL Nº 1</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O blog anda meio parado, mas aproveito para atualizar com o convite para o lançamento-recita- e-outras-coisas-que-eu-tô-doido-pra-descobrir-o-que-é, chamado&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Zona Poética Liberada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com lançamento-festa-recital do livro Antologia Massanova – Poesia Brasileira Contemporânea Mais de trinta poetas da nova geração literária inserem-se no espaço. Quantidade e qualidade. Lançamento da antologia poética “Antologia Massanova”, com performances, recitais, multimídias e apresentações dos melhores autores da cena poética contemporânea no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. As ZPL são zonas conquistadas de imponderabilidade poética, zonas abertas para a poesia falada, performances e experimentos com as novas linguagens na fusão das artes e das mídias . Dia 18 de outubro, às 19 horas, no Anfiteatro do Dragão do Mar. Grátis.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-2579603727714914240?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/2579603727714914240/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=2579603727714914240' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/2579603727714914240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/2579603727714914240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/10/zpl-n-1.html' title='ZPL Nº 1'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-4192331406210413475</id><published>2007-09-30T05:15:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T05:47:46.994-07:00</updated><title type='text'>Retrato do artista quando nu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por Ary Salgueiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/Rv-Ue0qnNWI/AAAAAAAAAD8/Q_u5lceyIbg/s1600-h/20050331-mishima_s.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/Rv-Ue0qnNWI/AAAAAAAAAD8/Q_u5lceyIbg/s320/20050331-mishima_s.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115970958970533218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Yukio Mishima fez esta sessão de fotos em que simula o harakiri &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;que, posteriormente, executou. Em nome do Japão. Aqui um &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DaqVv5j0m48"&gt;vídeo sobre seu narcisismo e gostos&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os críticos ferrenhos da futilidade e desrespeito dos tablóides e demais papéis amarronzados, muitas vezes (e, para pagar a multa por generalização simplista, entre eles me incluo), também são consumidores de notas de rodapé biográficas que desnudam autores discretos e, fora dos livros, silenciosos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;À vezes nem tão silenciosos, é verdade. Muitos artistas, coerentes com a missão de serem artistas e, portanto, aparecer, brilhar, gritar, utilizam cacoetes, a má fama, o factóide, até o corpo (!) para levar a obra ao mundo e, tendo isto como ajuda, tentar eterniza-la e eternizar-se. Sempre me lembro de Genet, e as suas histórias mentirosas, sua crueldade duvidosa, e de sua genialidade, carregando uma obra que falou desse mundo imaginário do ladrão. Um autor brasileiro que, descobri sem querer, segundo fonte segura, por mais que se anuncie proletário, é um Czar em pele de bolchevique. Outro acolá forja a antipatia. Outro ali, a simpatia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Há outros que, não por cálculo, mas por natureza, são chamativos ou até espalhafatosos: os suicidas (especialmente os teatrais, como Mishima), aqueles que servem de bandeira (gays, nazistas, umbadistas, negros ou gagos), ou simplesmente discretos demais e misantropos. Aparecem estes quase ou totalmente de modo involuntário. No caso de Salman Rushdie, por exemplo, que depois de ter escrito o seu Versículos Satânicos, foi condenado pelo falecido Aiatolá Khomeini à morte, a ser executada por todo verdadeiro fiel do Islã, enfim, como poderia este curioso fato não ser um meio divulgador de sua obra e de sua personalidade? Como não conhecer Manuel Bandeira como o mais resistente dos tuberculosos e por sua vida “que poderia ter sido e que não foi”?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/Rv-WMUqnNXI/AAAAAAAAAEE/LEAC4oVPNAk/s1600-h/picasso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/Rv-WMUqnNXI/AAAAAAAAAEE/LEAC4oVPNAk/s320/picasso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115972840166208882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Fotogênico Picasso. Mais fotos dele e mais&lt;br /&gt;outras matérias sobre arte &lt;a href="http://blog.uncovering.org/archives/2007/05/os_fotografos_d.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pensei no assunto depois de ter descoberto o filme Mystere Picasso (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=23-ih6mPwQc"&gt;completo no Youtube&lt;/a&gt;). A idéia era filmar Picasso pintando. A primeira cena do filme é o pintor caminhando de bermuda e camiseta regata até duas pinturas suas, em meio a uma fala que comenta acerca do desejo de se descobrir o que o artista pensa enquanto cria, conhecer “o mecanismo secreto que guia o artista na sua perigosa aventura”. Na arte da pintura, diferente da literatura ou da música, seria mais fácil de se verificar este processo criativo, apenas questão de ver passo a passo o movimento do pincel, o que de fato o filme mostra. É, entretanto, na fantasia que o filme se apóia. A intimidade com que Picasso se apresenta parece, para mim, algo como encenação e, além disso, o cineasta espalhou o mito de que, após as filmagens, as telas seriam queimadas (o que, de fato, não ocorreu).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O filme que, em sua efemeridade torna o instante criativo ainda mais precário e fugidio, e ao mesmo tempo tenta arquiva-lo, é, acredito, metáfora deste processo de desnudar o autor. Conhecer o artista nu é, provavelmente, parte da atividade do apreciador de compreender a obra, o que o leva a um ambiente normalmente estranho, encantador ao ponto de lá prende-lo e cativa-lo, mas parcial, no sentido de que apenas pode vislumbrar a idéia fundamental que iluminou um momento da vida do autor e que o cristalizou naquele objeto de reflexão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/Rv-Zc0qnNYI/AAAAAAAAAEM/V1wk1Tssl48/s1600-h/kafka.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/Rv-Zc0qnNYI/AAAAAAAAAEM/V1wk1Tssl48/s320/kafka.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115976422168933762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Kafka, tão imenso que não coube no texto, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt; mandou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;que seu amigo Max Brod queimasse toda sua obra, mas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;só algumas delas. Inclusive, que se desfizesse das cartas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;o que Brod, prontamente, desobedeceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Por este ponto de vista, a construção do sentido pode ser uma ponte que, de fato, é o leitor do texto que constrói, mas substancialmente com o material retirado do sonho do autor, que apenas se pode tentar adivinhar, e, como se não bastasse, em busca do próprio autor, escondido no tempo, que aprendemos a amar e apaixonadamente procuramos. Mas este, o autor, é obra perdida, livro proscrito, e assim é melhor que seja.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-4192331406210413475?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/4192331406210413475/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=4192331406210413475' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/4192331406210413475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/4192331406210413475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/09/retrato-do-artista-quando-nu.html' title='Retrato do artista quando nu'/><author><name>Ary Salgueiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/Rv-Ue0qnNWI/AAAAAAAAAD8/Q_u5lceyIbg/s72-c/20050331-mishima_s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-8453254821638838156</id><published>2007-09-12T19:38:00.000-07:00</published><updated>2007-09-12T19:39:09.865-07:00</updated><title type='text'>Para além da roda: Literatura Marginal</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Na beira, nos lados, fora do centro. É isso que significa ‘’marginal’’. Mas quando falamos &lt;st1:personname productid="em Literatura Marginal" st="on"&gt;em Literatura Marginal&lt;/st1:PersonName&gt;, estamos falando de uma literatura à margem do quê?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Essa denominação é usada quase sempre em referência à um movimento mais ou menos delimitado ou restrito e que corresponde a um grupo de escritores que, na década de setenta, inspirada pelo movimento da contracultura e encurralada pelo clima de tensão causado pela ditadura, começou a publicar e fazer circular sua produção de maneira alternativa. Esses artistas costumavam imprimir seus textos através de mimeógrafos e confeccionavam pequenos livros artesanais, distribuindo-lhes de maneira independente. Seus autores eram muitas vezes os próprios vendedores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Além dessa ruptura com o mercado editorial tradicional, que não conseguia abarcar essa produção, se é que ela queria ser por ela abarcada, os chamados marginais trouxeram também uma série de inovações estéticas, destacando-se principalmente o uso generalizado da linguagem oral dentro predominantemente dentro do gênero da poesia. Isso fica claro em poemas que quase sempre prescindem de rimas ou métrica e que costumavam possuir temáticas extremamente próximas do cotidiano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Podemos dizer que o Modernismo, cujo marco é a Semana de Arte Moderna de 1922, já havia proposto essa aproximação do dia-a-dia na literatura, mas isso com o objetivo principal de buscar e formar uma identidade nacional, seja ela mais ou menos idealizada. Prova disso são os seus conseqüentes desdobramentos nas décadas seguintes, em que o romance buscou retratar as realidades regionais e o povo do nosso país, enquanto a poesia começava a questionar os aspectos de ser e estar nesse mundo entre e pós-guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Entretanto, a Geração Mimeógrafo, como também é chamada esse agrupamento de escritores de idéias mais ou menos afins, traz esse uso da linguagem cotidiana não como simples apropriação da linguagem popular, mas como sua própria linguagem, isto é, em toda a &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;sua subjetividade trespassada pelo dinamismo da vida urbana. Da mesma forma se dá com os temas e demais aspectos dessa literatura. Até mesmo a maneira dessa literatura circular, já que os livros manuais eram vendidos em cinemas, barzinhos e lugares culturais, já era uma forma diferente de habitar e fazer uso do espaço urbano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Dentre os escritores que fomentavam esse novo movimento cultural podemos citar, entre outros, Cacaso, Chacal, Francisco Alvim e Ana Cristina César. Esses artistas, porém, ao contrário do que poderia sugerir o termo ‘’marginal’’, não estavam tão a parte da sociedade. Pelo contrário, eram quase todos provenientes do eixo Rio - São Paulo, ou ainda Minas Gerais e Brasília, e trabalhavam quase sempre como profissionais liberais ou funcionários públicos, ocupações portanto tipicamente da classe média.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Talvez por isso nos últimos anos esteja-se usando a nomenclatura Literatura Marginal de uma maneira mais ampla do que falamos até então. Esse novo conceito abrangeria toda e qualquer produção literária que tivesse como origem os setores menos privilegiados da sociedade. Passa-se então de uma delimitação mais estética para uma classificação que leva em conta o contexto sócio-econômico em que esses autores estão inseridos. Poderíamos englobar então sob esse rótulo desde escritores oriundos das periferias dos grandes centros, como Férrez, que organizou a coletânea Literatura Marginal, Paulo Lins, autor do romance Cidade de Deus, até a poesia de cordel, que sempre esteve à margem do circuito acadêmico oficial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;É nessa perspectiva ampla e não puramente acadêmica que as discussões nas Rodas do Por Mais Leitura desse mês devem se desenvolver. Até que ponto a origem de um trabalho e seu contexto devem ser levados em conta na apreciação da obra? O caminho da aproximação do coloquial é hoje ainda interessante? Que contribuições essa Literatura Marginal ainda tem a nos oferecer?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Independente da resposta para essas perguntas, fica aqui aberto o debate que vamos ter tanto aqui no blog quando nas Rodas de Leitura. Controvérsias à parte, entretanto, fica a certeza de que esse tema nos proporciona ótimos autores e textos para serem compartilhados, como em breve poderá ser conferido também no Roda Virtual.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-8453254821638838156?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/8453254821638838156/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=8453254821638838156' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/8453254821638838156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/8453254821638838156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/09/para-alm-da-roda-literatura-marginal.html' title='Para além da roda: Literatura Marginal'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3887482177651683223</id><published>2007-09-08T14:48:00.000-07:00</published><updated>2007-09-08T15:13:52.353-07:00</updated><title type='text'>Caça Literatura na Internet</title><content type='html'>Hoje as dicas de site tem sotaque diferente, ou melhor, sotaques diferentes. Espalhada pelo mundo, a lingua espanhola lambe o mundo com uma cultura impressionante, plural, ardente. Aqui na América e lá na Espanha há um mundo literário que é imperdoável não se conhecer. Na verdade, imperdoável mesmo é não trocar, compartilhar, dialogar com nossos vizinhos de terra e alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selecionei estes aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tyhturismo.com/data/destinos/argentina/literatura/escritores/"&gt;Literatura Argentina Contemporanea&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site excelente que trata de biografar e diponibilizar trechos de alguns literatos argentinos. Mantem, além do mais, espaços para entrevistas, &lt;a href="http://www.tyhturismo.com/data/destinos/argentina/literatura/escritores/postal/afiches/adbopi.html"&gt;cartões virtuais engraçadinhos&lt;/a&gt; e um forum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bestiario.com/"&gt;Bestiario&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coleção de blogs espanhóis. Os autores são de alguma forma relacionados, até onde vi, por artes, coisa do gênero. Textos ótimos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.epdlp.com/"&gt;El Poder de La Palabra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Site estranhamente abrangente, tem uma porrada de escritores, não somente de lingua hispânica. Me perco lá...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornaldepoesia.jor.br/bhportal.htm"&gt;&lt;br /&gt;Banda Hispânica da Revista Fagulha/Jornal da Poesia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta aqui é especial. Uma iniciativa paulisto-cearense-hispanica, este acervo interessante separa por país alguns escritores, numa tentativa de gerar contato entre eles e a nossa ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3887482177651683223?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3887482177651683223/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3887482177651683223' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3887482177651683223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3887482177651683223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/09/caa-literatura-na-internet.html' title='Caça Literatura na Internet'/><author><name>Ary Salgueiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3288065154756042754</id><published>2007-08-28T18:21:00.000-07:00</published><updated>2007-08-28T19:08:04.411-07:00</updated><title type='text'>A mulher que criou as estrelas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_srFbbOXPUJM/RtTMNBVikpI/AAAAAAAAAAs/PEyvCoHiafM/s1600-h/moacirscliar1_lucianolanes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_srFbbOXPUJM/RtTMNBVikpI/AAAAAAAAAAs/PEyvCoHiafM/s400/moacirscliar1_lucianolanes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103928801786761874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moacyr Scliar é membro da Academia Brasileira de Letras, ganhou duas vezes o Jabuti e tem livros traduzidos para muitos idiomas - incluindo Tcheco, Russo e Hebraico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;A princípio aquilo me desagradava profundamente. De vez em quando estava lá, parecia sem contexto nenhum – até mesmo exagerado. Mas as páginas se seguiram como seguiram aqueles longos anos de patriarcado do povo de Israel, de juizado e de reinado e acabaram chegando a Salomão, segundo filho de Davi e Betsabá, o filho que conseguiu se salvar da ira divina por conta do adultério dos pais – só para lembrar, Davi mandou o marido de Betsabá morrer na guerra para traçar a esposa. E é exatamente durante os anos de Salomão que o livro do gaúcho Moacyr Scliar toma parte: &lt;i style=""&gt;A Mulher que Escreveu a Bíblia&lt;/i&gt; estava lá no palácio, trancafiada num quarto, escrevendo, escrevendo. Puta de raiva mais por não ter trepado com o rei, de quem era esposa, do que de estar escrevendo sob a supervisão de um conjunto de anciãos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Pra que não fique nada sem ser esclarecido, vamos começar por onde deve ser: um ex-professor de História, agora terapeuta de vidas passadas, recebe uma paciente e acaba apaixonando-se por ela. A vida da moça é pautada por grande frustração amorosa até então – não se sabe se porque é feia ou sem sorte, coitada. O fato é que nas sessões ela descobre uma trama incrível que viveu há muito tempo, ainda em outra encarnação, quando era a mais feia esposa de Salomão, uma de suas mil mulheres – entre esposas e concubinas. E o que teremos acesso é esse relato fantástico de como ela, uma figura feminina numa época de homens, conseguiu escrever a Bíblia. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estamos diante de um prosador experiente, 70 anos e 70 livros publicados, ganhou vários Jabutis e o Booker Prize por tabela e construiu nesse romance um texto ágil, forte, furiosamente irônico, com uma linguagem que ao mesmo tempo reproduz suavemente o Cântico dos Cânticos (tua boca cubra-me de beijos) e a mais boba gíria: &lt;i style=""&gt;traçar&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;puta&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;trepar&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;coitada&lt;/i&gt; nos parágrafos acima não foram palavras postas de graça. E era esse tratar com a língua que eu rejeitei no começo da leitura. Estava esperando um romance-histórico, dados maquiados no meio do texto, costumes daquela época disfarçados de trama pra eu acreditar que estava de verdade na corte de Salomão de tantos e tantos anos antes de Cristo. Scliar me pregou uma peça, e uma peça das boas: a história que ele tem a nos contar é muito mais forte que isso. A matéria dele não é a época, são as pessoas, é o rei, o pastorzinho, a rainha de Sabá, é a nossa escritora, como diz o crítico Harold Bloom numa citação de &lt;i style=""&gt;The Book of J&lt;/i&gt;, uma mulher “culta e irônica, destacada figura da elite do rei Salomão [...]; uma mulher, que escreveu para os seus contemporâneos como mulher”. E era doida por sexo – como todo mundo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O romance é movido pelo orgasmo: ao deixar a pedra ovóide de lado e tentar encontrar um homem de verdade ainda quando morava na aldeia, a nossa escriba se apaixona pelo pastorzinho que, entre uma cabra e outra, tem um caso sua irmã; nossa personagem vai para Corte e acaba caindo de amores pelo rei, fazendo de tudo – até rebelião no harém – para tentar ir pra cama com ele já que com tantas esposas seu dia nunca chegaria; na primeira versão do gêneses que ela escreve, Adão e Eva faziam sexo rolando na grama, em tudo quanto era canto, em todas as posições, o que seria muito mais interessante, de maneira que “o encontro dos dois era, portanto, uma espécie de Big-Bang do sexo, muito Big e muito Bang”; e Deus não os expulsaria do Paraíso, pelo contrário, dava era muita força, porque agora eles conheciam o amor e iam poder viver a vida como ela é, cheia de som e de fúria – como no livro do Faulkner. É exatamente pra fazer sexo que ela escreve a Bíblia, acreditando que o rei irá recompensá-la quando o trabalho estiver terminado. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Enfim, o livro olha para a intrínseca relação entre a existência e o amor, e está analisando isso através do ponto de vista dessa mulher do século X antes de Cristo, uma criatura ao mesmo tempo questionadora dos valores da época e perfeitamente imersa naquela sociedade. A escriba não quer ser livre do rei como o pastorzinho pensa enquanto os dois conversam na cena que se desenrola no quarto dela, perto do fim do livro; ela não propõe rebelião no harém para que a mulher seja considerada um ser e não uma propriedade; antes, a feia, como ela se denomina muitas vezes, luta por sua felicidade, que não está distante, mas muito perto, o que acaba tornando tudo docemente angustiante. Assim, não haverá vida, nem pra personagem, pra mim ou pra você, leitor, enquanto não matarmos o nosso leão da Neméia; e, como se ele ressurgisse igual outro animal do imaginário grego, teremos de matá-lo de novo e de novo, durante todos os dias, até que então, sem mais podermos, seremos devorados por ele. Mas se ela é devorada, só a atenta leitura do livro dirá – ou não. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;É interessante notar também como o autor consegue lidar com o texto bíblico, suas passagens, suas histórias. Há sempre um questionamento desse Velho Testamento; não tentando ser uma indagação sociológica, mas uma perspectiva leve, com humor, sobre o que realmente é essa história milenar e canônica, cheia de incongruências, repressões e preconceitos. Não é um livro bíblico, é bom dizer – embora Deus e os personagens do povo eleito estejam presentes. E a nossa protagonista também nem é Sherazade – embora seja uma figura feminina, detentora de um invejável repertório ficcional. Scliar cria um universo muito próprio, com opiniões às vezes bastante ferinas sobre as pessoas e situações.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_srFbbOXPUJM/RtTOnBVikqI/AAAAAAAAAA0/s-sKal4xf2A/s1600-h/a_mulher_que_escreveu_a_biblia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_srFbbOXPUJM/RtTOnBVikqI/AAAAAAAAAA0/s-sKal4xf2A/s400/a_mulher_que_escreveu_a_biblia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103931447486616226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;Publicado em 1999, o romance conta a história de uma das esposas do rei Salomão num suntuoso palácio dez séculos antes de Cristo&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: left;"&gt;&lt;i style=""&gt;A Mulher que Escreveu a Bíblia&lt;/i&gt; é a divertida narrativa de uma mulher que criou o céu, a terra, os mares, o homem, a mulher, colocou-os no Paraíso e deu-lhes filhos e netos, povoou o mundo inteiro e era apaixonadíssima pelo rei Salomão. Que mais? Ah, sim, ela era feia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3288065154756042754?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3288065154756042754/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3288065154756042754' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3288065154756042754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3288065154756042754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/08/moacyr-scliar-membro-da-academia.html' title='A mulher que criou as estrelas'/><author><name>Alan Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05257644097394068561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_srFbbOXPUJM/RtTMNBVikpI/AAAAAAAAAAs/PEyvCoHiafM/s72-c/moacirscliar1_lucianolanes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-9095484128598621214</id><published>2007-08-24T17:20:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T20:00:37.096-07:00</updated><title type='text'>Uma carta de Moravia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i style=""&gt;“Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;Como um divino vinho de Falerno”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i style=""&gt;Florbela&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Espanca&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_srFbbOXPUJM/Rs95ChViklI/AAAAAAAAAAM/ex1QXOdlCHg/s1600-h/Moravia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_srFbbOXPUJM/Rs95ChViklI/AAAAAAAAAAM/ex1QXOdlCHg/s400/Moravia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102429987049476690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alberto Moravia, durante a infância, por conta da tuberculose óssea, lia quase um livro por dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Adriana e seus belos olhos e sua bela boca e suas belas pernas percorrem uma trajetória em que as paredes de seu quarto, os lençóis de sua cama talvez sejam testemunhas de uma vida, mais do que baseada na luxúria de sua profissão, nos sonhos simples de sua mocidade. É assim o romance do grande Moravia, que criou a doce e apaixonante Adriana, um tipo aparentemente comum de uma Roma dos idos do fascismo, em que a polícia política concentrava esforços contra os que atentavam contra o regime e, nas delegacias, se entrava e saía com aquele cumprimento característico – como é bem representado quando Adriana procura o amado Mino que está preso, mas isso é conversa para daqui a alguns parágrafos. Por enquanto, ainda estamos no clima quase idílico do início do romance, onde Adriana é apenas uma jovem bela e sonha em casar-se e ter filhos. O oposto do que sua mãe pensa para seu futuro. Logo isso será um embate vigoroso entre as duas.  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A mãe levava Adriana para posar para pintores e a vendia como quem vende animal, tirando-lhe a roupa e apresentando suas qualidades físicas. Isso formou uma faceta luxuriosa de sua personalidade que, ainda naquele tempo, sonhava em jantar sopa com filhos e marido ao redor da mesa, felizes, como viu certa vez numa casinha humilde da cidade num de seus passeios com a mãe. Mas nas palavras da matriarca, intransigentes enquanto ainda tinha o domínio sobre a filha, a beleza de Adriana poderia levá-la a conseguir muito dinheiro, um marido rico, bem nascido, de família de posses. E tudo pareceu ser destruído no momento em que a moça anunciou, ao chegar à noite, que estava noiva. E noiva de um chofer, Gino, motorista de uma madame riquíssima, moradora de uma vila, que é como são chamados certos palacetes na Itália. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Embalada pelas promessas de casamento, Adriana entrega-se a Gino como acreditava não poder entregar-se a mais ninguém. A convicção durou até o dia em que surge a figura do importantíssimo Stefano Astarita, um figurão da polícia fascista, que está morto de amores por ela. Contra sua vontade, Adriana é levada para um passeio e é chantageada por Astarita. Para não perder o noivo, ela vê-se obrigada a fazer sexo com o inescrupuloso sujeito; e para afastá-la do futuro marido, a quem Adriana cultivava intensa fidelidade, Astarita faz questão de descobrir a vida pregressa de Gino, que tem uma mulher e uma filha – e foi exatamente aí o início da derrocada de nossa personagem. Em 1947, as cenas escandalizaram a Igreja e o Governo, e o romance acabou proibido no país; entrou no &lt;i style=""&gt;Index Librorum Prohibitorum&lt;/i&gt; do Santo Ofício e católico nenhum poderia sequer folhear as páginas escritas por aquele italiano de ascendência judaico-cristã. &lt;st1:personname productid="La Romana" st="on"&gt;&lt;i style=""&gt;La Romana&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, o título original do livro, traduzido rigorosamente como A Romana para o português por Marina Colassanti, só não foi queimado porque Moravia não nasceu no século XVI senão, talvez ele próprio tivesse sido, junto com seus livros.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_srFbbOXPUJM/Rs95zxVikmI/AAAAAAAAAAU/zkBwy9zr9iU/s1600-h/A+Romana+-+Moravia+001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_srFbbOXPUJM/Rs95zxVikmI/AAAAAAAAAAU/zkBwy9zr9iU/s400/A+Romana+-+Moravia+001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102430833158034018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Romana, publicado pela primeira vez em 1947, e proibido na Itália fascista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Adriana é mais do que uma sensibilíssima análise de uma sociedade, calcada no dinheiro e no sexo. Na verdade, a personagem é o exemplar de uma espécime em franca extinção: a sua profundidade está escondida atrás daquela couraça simples, de seus modos pouco educados e de sua leitura deficiente; cozida em linhas e agulhas literárias de mestre, ela é um personagem do qual não se esquece. &lt;i style=""&gt;Ninguém esquece uma mulher como Isadora&lt;/i&gt;. Ninguém esquece também uma mulher como Adriana, viva, intensa, que passa a ter uma relação quase lacônica com a mãe, recebendo os homens em seu quarto de móveis novos, comprados para o casamento fracassado com Gino. Ainda assim, ela resiste, com o prazer que o dinheiro lhe proporciona e com o excesso de afeto que lhe transborda. Ela começou a dar-se por dinheiro devido ao seu destino sofrido, de seu caso amoroso infrutífero, mas não resistiu nele pelo mesmo motivo. É que nossa personagem sempre foi voluptuosa, a síntese de uma sociedade, massacrada pelas agruras da desigualdade e movida por aquele binômio, capital-sexo, cada vez mais forte.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O livro em primeira pessoa, contando as aventuras da Romana, instituiu uma visão de literatura, uma assinatura pessoal de Alberto Moravia, que nasceu Alberto Pincherle e morreu há exatos 17 anos. Imprimiu no texto uma maneira particular de criação de personagens. Os pensamentos de nossa moça pobre e suburbana não precisam se esquivar de bom vocabulário, de correção&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_srFbbOXPUJM/Rs98eRVikoI/AAAAAAAAAAk/Gq0v4ZPyeDI/s1600-h/Moravia_e_Morante.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_srFbbOXPUJM/Rs98eRVikoI/AAAAAAAAAAk/Gq0v4ZPyeDI/s400/Moravia_e_Morante.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102433762325729922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; gramatical. Estão centrados, antes disso, num modo de se organizar muito compatível com a postura bastante singela, em alguns momentos leve, diante dos fatos que Adriana adota, e isso produz nas várias páginas dessa história a sensação de que estamos descobrindo a figura de um ser humano tão complexo e tão simples quanto qualquer um de nós, ao mesmo tempo, pode ser.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Moravia e a esposa, Elsa Morante, também escritora&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;E é aqui que Moravia mostra seu apurado senso de observação. Não adianta o leitor, afagado com certas literatices recorrentes e convenientes, tentar procurá-las nesse volume. Não há adjetivos em vão, suas comparações e metáforas adquirem um valor poético muito forte por serem intensa e principalmente verdadeiras e espontâneas. Sobre os personagens, Adriana emite opiniões e considerações porque fala distanciada, pelo tempo que passou, pelo afeto que já deixou de existir, em alguns casos nunca existiu ou mesmo ainda existe. Ela narra como os personagens de sua vida acabaram envolvidos através das teias da mesma trama: o amor de Adriana por Gino e depois por Mino, o estudante revolucionário anti-fascista; a falta de sentimentos em relação a Astarita, que sempre pareceu perturbado perto dela; o inebriante Sonzogno e sua violência alucinante. São marcas de um tecido urdido com as mágicas da boa literatura que fizeram Adriana amar desesperadamente o estudante a ponto de usar-se de Astarita para tentar libertá-lo da prisão, uma ação arriscadíssima já que Giacomo, o nome verdadeiro de Mino, era de uma organização que pregava o fim do Regime.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;A Roma suja e fria da capa das edições da Editora Abril, na série Grandes Sucessos, que foi ao qual eu tive acesso, contrasta com a capacidade que Adriana tem de continuar a viver apesar de tudo – o final trágico pode ser até um elemento previsível, mas não estraga o romance. Este livro de Moravia, que está completando 60 anos de sua publicação, é uma carta aberta: rendendo loas à vida, às delícias e aos sofrimentos de ser quem se é, enfim, à incrível, insuperável e eterna esperança que é viver. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-9095484128598621214?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/9095484128598621214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=9095484128598621214' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/9095484128598621214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/9095484128598621214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/08/uma-carta-de-moravia.html' title='Uma carta de Moravia'/><author><name>Alan Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05257644097394068561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_srFbbOXPUJM/Rs95ChViklI/AAAAAAAAAAM/ex1QXOdlCHg/s72-c/Moravia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-6537074208091533079</id><published>2007-08-16T16:25:00.000-07:00</published><updated>2007-08-16T16:33:19.513-07:00</updated><title type='text'>Caça leitura na internet</title><content type='html'>Bem, vou inaugurar, agorinha mesmo uma sessão em que vamos colar alguns links interessantes deste universo repleto de informação desencontrada que é a nossa internet.&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/"&gt;Liberal Libertário Libertino&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra começar, um blog sobre literatura do tal de Alexandre Castro. Com ele aprendi uma série de coisas, conheci bons livros e “dialoguei” com a visão crítica que ele apresenta nos comentários que faz. Lá também fotos de pés femininos (?). O cara também disponibiliza um romance dele para download (e os links para comprar os outros livros hehehe) no &lt;a href="http://www.sobresites.com/alexcastro/"&gt;site&lt;/a&gt;. No mesmo site a série “prisões” é muito interessante, assim como outros artigos... destaque para este aqui, pelo qual conheci &lt;a href="http://www.sobresites.com/alexcastro/artigos/imaginativa.htm"&gt;José J. Veiga&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.tabuademares.blogger.com.br/"&gt;Tábua de Marés&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.mudancadeventos.blogger.com.br/"&gt;Mudança de Ventos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O outro blog na verdade é dois: Márcia Maia, uma médica de nome sonoro e que se bifurca, na minha opinião muito bem, em poeta e prosadora (ia dizer contista). Já tem também livros lançados e compráveis, acredito que não iria se arrepender que m o fizesse... Os nomes dos blogs já são muito bons.&lt;a href="http://www.tabuademares.blogger.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-6537074208091533079?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/6537074208091533079/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=6537074208091533079' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6537074208091533079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6537074208091533079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/08/caa-leitura-na-internet.html' title='Caça leitura na internet'/><author><name>Ary Salgueiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-7738295419780643717</id><published>2007-08-10T14:41:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T08:05:46.419-07:00</updated><title type='text'>Minha leitura: ''Maysa, Só, numa multidão de amores''</title><content type='html'>Tudo llegó &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RrzcNbBO3tI/AAAAAAAAACo/K7NtYbPgt98/s1600-h/maysacapafinal_menor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097191001425895122" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RrzcNbBO3tI/AAAAAAAAACo/K7NtYbPgt98/s320/maysacapafinal_menor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com fuerzas&lt;br /&gt;Braviamente,&lt;br /&gt;Rompiendo,&lt;br /&gt;Lhegando&lt;br /&gt;Y se hizo la calma total&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El verde quedó verde,&lt;br /&gt;La chica quedo renga,&lt;br /&gt;La vieja seguia vieja&lt;br /&gt;Pero la calma... total&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hubo uma sola voz&lt;br /&gt;Qué coraje tuviera de gritar,&lt;br /&gt;De deshacerse&lt;br /&gt;Y perguntar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Las piedras a los pies ya no herian&lt;br /&gt;La noche,&lt;br /&gt;El dia,&lt;br /&gt;Igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quien há muerto?&lt;br /&gt;El mundo, o Yo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maysa foi antes de tudo uma voz. Ninguém pôde calar dentro dela essa chama que não passou. Era uma voz que trazia à tona a si mesma, por isso capaz de trazer à tona quem quer que a ouvisse. Não precisou explicar quando ou como ela veio. Seja, cantando, escrevendo, compondo, atuando ou o que quer que seja, ela só disse o que pensava, só fez o que gostava e aquilo em que acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conseqüência disto é que é principalmente pela sua própria voz que tomamos conhecimento de sua história. Se suas músicas e entrevistas já nos diziam muito de sua pessoa, através do livro ‘’Maysa – Só, numa multidão de amores’’ é em grande parte pelas suas próprias anotações, diários e até mesmo de trechos de um esboço de biografia que tomamos conhecimento de sua vida. O livro, escrito pelo jornalista cearense Lira Neto, cumpre inteiramente seu papel como biografia ao deixar transparecer essa personagem e ainda enriquecê-la com os depoimentos de amigos e pessoas que com ela conviveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista, que teve acesso à imenso material pessoal da cantora cedido por seu único filho, Jayme Monjardim, acrescentou à essa voz principal a confrontação dos fatos e acontecimentos que não poderiam caber em um só indivíduo. Com isso se estabelece o rigor jornalístico e um olhar menos indulgente para com a biografada, o que é essencial para que não se caia no melodrama. Especialmente frente à uma personagem tão afoita aos extremos como esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/Rrzf0rBO3xI/AAAAAAAAADI/FnQ5SfWLJE0/s1600-h/0702023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097194974270643986" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/Rrzf0rBO3xI/AAAAAAAAADI/FnQ5SfWLJE0/s320/0702023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Porém, sem menosprezar o autor, o melhor do livro fica realmente por conta das passagens em que temos acesso aos escritos da própria Maysa falando sobre si mesma, afinal, não há depoimento mais interessante do que o próprio biografado. O poema acima, por exemplo, parece traduzir muito bem sua intensa trajetória de vida. O texto, que fala de uma intensidade impressionante na força com que chega, que é a mesma com que se vai, expressa bem o ciclo de altos e baixos pelos quais a cantora passou. As próprias circunstâncias em que escreveu esse poema demonstram um de seus baixos e ao mesmo tempo um ponto de virada: o escreveu em uma de suas muitas passagens por clínicas de reabilitação, no caso, em Buenos Aires. Foi a maneira que encontrou de fugir por algum tempo da imprensa brasileira, que noticiava cada novo escândalo seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o  livro nos conduz de maneira bastante fluida e articulada nesse percurso pedregoso. Filha de uma família rica, Maysa Monjardim casou com um herdeiro mais rico ainda, André Matarazzo. Para via de referência, a revista Times chegou a comparar a riqueza do clã paulistano à da família Rockfeller nos Estados Unidos. Imagine-se o escândalo causado por um moça de tão ''boa'' família, então com apenas 22 anos, se lançando na carreira de cantora, na época veiculada à qualquer coisa menos à respeitabilidade exigida de uma senhora como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento acabou não sobrevivendo, mas a carreira, desde o início, foi de vento em poupa. Logo Maysa tornou-se o símbolo da música de fossa, gênero que dominava as paradas da década de cinqüenta. Este se tratava na verdade uma espécie de adaptação brasileira dos boleros mexicanos que faziam sucesso em todo o mundo. Ganharam aqui, entretanto, uma pitada de samba e viraram a música de &lt;em&gt;fossa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mistura era meio inesperada, mas nem tanto; o samba, no caso, é mais especificamente o samba-canção, gênero mais lento desse ritmo e que é acompanhado normalmente de letras bastante melancólicas. Vide um Noel Rosa, por exemplo.Já o bolero mexicano tem como principal expoente o mais que conhecido ‘’Bésame Mucho’’, gravado por 9 entre dez cantores românticos, não importa que geração. Outra coisa interessante do livro é justamente inserir Maysa no contexto histórica da música brasileira, o que acaba fazendo com que o leitor, pelo menos um leigo como eu, entenda melhor o desenvolvimento da nossa música desde a década de 50 até meados de 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, para identificar o que seria a canção de fossa, caso seja desconhecida do leitor, basta lembrar do grande sucesso do primeiro lp da ainda então senhora Matarazzo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097192371520462578" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right;" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RrzddLBO3vI/AAAAAAAAAC4/Qnas6J0HMLU/s320/maysa.jpg" border="0" /&gt;‘’Meu mundo caiu&lt;br /&gt;E me fez ficar assim&lt;br /&gt;Você conseguiu&lt;br /&gt;E agora diz que tem pena de mim&lt;br /&gt;Não sei se me explico bem, eu nada pedi&lt;br /&gt;Nem a você nem a ninguém&lt;br /&gt;Não fui eu que caí&lt;br /&gt;Sei que você me entendeu&lt;br /&gt;Sei também que não vai se importar&lt;br /&gt;Se meu mundo caiu&lt;br /&gt;Eu que aprenda a levantar’’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, apesar de conhecida preponderantemente por suas músicas de dor-de-cotovelo e pelo alcoolismo, a cantora nunca entoou sua tristeza de maneira leviana, como muito se vê hoje no triste cenário de nossa música mainstream. Maysa enfrentava a tristeza para viver a vida, e não para fugir dela. Cantou seus dramas por acreditar na sua verdade, talvez ainda por saber que devia viver a vida em sua intensidade, tanto feliz quanto triste. Inspirado por essa sua faceta, o poeta, profeta e músico Jorge Mautner chegou escrever um livro no qual Maysa figura como uma das personagens principais, ‘’Deus da chuva e da morte’’, ganhador do prêmio Jabuti em 1963. O encontro entre os dois está no livro e é deveras antológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria errôneo e redutor, porém, classifica-la unicamente como uma cantora de &lt;em&gt;fossa&lt;/em&gt;. Ela não se limitou somente à ela, flertando com diversos gêneros musicais. Prova disso são suas inusitadas versões para Light my fire, do The Doors, e Se você pensa, de Roberto Carlos, em seu disco Canecão apresenta Maysa. Com o amadurecimento artístico, Maysa foi flertando aos poucos com outros gêneros musicais. Ela mesma alardeava, por exemplo, que fora a primeira a levar João Gilberto para São Paulo, onde o levou para tocar em seu programa de tv. Foi a primeira vez que ela largou a orquestra pelo acompanhamento básico do violão. E isso aconteceu pouco tempo antes dele lançar ‘’Chega de saudade’’, marco do início da onda da Bossa Nova no país. Para completar a transição, em 1961 pulou de vez nessa maré e lançou o disco O Barquinho, cujo título faz menção à canção homônima de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, outro marco histórico do início da bossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097192710822878978" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/Rrzdw7BO3wI/AAAAAAAAADA/YOhC1Fm9veo/s320/ed65.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse período a cantora viveu muitos outros altos e baixos, tendo morrido em 1977, aos 40 anos, vítima de um acidente de carro na ponte Rio-Niterói. Morreu entretanto na fase mais calma de sua vida e carreira. Nessa época, já tinha trocado a vida boêmia das grandes cidades por sua pacata casa em Maricá, se dedicando aos seus cachorros e à pintura. Estava solteira e aparentemente despreocupada com isso. O título da biografia, porém, parece fazer jus à personagem: Maysa, apesar de seus milhões de amantes esteve sempre um pouco só, como todo nós. A diferença é que essa solidão ela cantava. Deixou saudade, &lt;em&gt;mas eu gosto dessa saudade, ela é você&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler Só, numa multidão de amores, infelizmente, tanto quanto a perplexidade diante de uma personagem tão magnífica da nossa música fica a triste sensação de que o Brasil definitivamente é um país sem memória, talvez sem uma saudável saudade. Para o senso comum, ou seja, pelos especiais e menções da rede Globo, aparentemente a única coisa interessante produzida nos últimos cinqüenta anos se restringe aos nomes de Elis Regina, Chico Buarque, Tom Jobim e o quarteto Gal, Gil, Bethânia e Caetano. O livro de Lira Neto, através de seu atento trabalho de pesquisa aliado à farta documentação de acervo pessoal da cantora, acaba sendo um jorro de luz no obscuro cenário de nossa memória musical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-7738295419780643717?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/7738295419780643717/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=7738295419780643717' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7738295419780643717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7738295419780643717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/08/minha-leitura-maysa-s-numa-multido-de.html' title='Minha leitura: &apos;&apos;Maysa, Só, numa multidão de amores&apos;&apos;'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RrzcNbBO3tI/AAAAAAAAACo/K7NtYbPgt98/s72-c/maysacapafinal_menor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3478657838301929524</id><published>2007-08-05T19:05:00.000-07:00</published><updated>2007-08-05T19:59:57.213-07:00</updated><title type='text'>Duas mamães</title><content type='html'>A história que motiva este post está neste interessante artigo: &lt;a href="http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3861/is_199811/ai_n8823379"&gt;http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3861/is_199811/ai_n8823379&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Vou resumi-la. Nos Estados Unidos, a biblioteca municipal da cidade de Wichita Falls comprou exemplares para sua seção infantil dos livros &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Heather has two mummies&lt;/span&gt;, a história de uma menina, a Heather, que, enfim, tem duas mães (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“... ensinando que o importante em uma família é que todos nela amam uns aos outros”&lt;/span&gt;), e &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Daddy´s rommate&lt;/span&gt;, de um menino que, depois do divórcio de seus pais, descreve a relação do papai com um “colega”. Vale dizer, é uma iniciativa na educação infantil de mostrar (“dar visibilidade”) a uma nova forma de entidade familiar, baseada no casamento gay.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraOWdh5BII/AAAAAAAAAD0/f-M-El-EJTU/s1600-h/hhtm.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraOWdh5BII/AAAAAAAAAD0/f-M-El-EJTU/s320/hhtm.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095416544951338114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Heather tem duas mamães.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;   &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Vamos guardar pra depois as considerações sobre se foi certo o município ter comprado ou não estes livros.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Primeiro é interessante falar sobre o caso de que trata o artigo do link que inicia este post. O pastor Jefress, da Igreja Batista daquela cidade, iniciou uma campanha de boicote aos livros. Ele pegou da biblioteca as cópias destes dois livros e se recusou a devolver, optando por pagar o dinheiro equivalente. Ou seja, ele, a bem da verdade, furtou, e foi seguido por alguns outros (ainda tendo como alvo os mesmos livros), em outros lugares dos EUA. Acabou que o fulano fez tanto barulho que o Council da cidade (que, acredito, deve ser algo como uma Câmara Legislativa) chegou a seguinte absurda solução (isto em 1999): &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Se 300 pessoas assinarem um abaixo-assinado pedindo para retirar um livro da estante infantil da biblioteca, isso deve ser acatado pelo bibliotecário. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Dos vários problemas disso, um salta aos olhos: Wichita Falls já tinha na época uns 100.000 habitantes. Além do que, imaginem numa pluralidade de visões, marginais ou majoritárias, quantos grupinhos de 300 não poderiam sair por aí tirando isso e aquilo das prateleiras sem qualquer fundamento, ou com a falta de fundamento que é dizer simplesmente “não concordo”. Estariam armados estes 300 guardas do pensamento esperando outras decisões favoráveis que lhes ampliassem os poderes de controle sobre qualquer conteúdo a ser veiculado por qualquer meio. Ainda mais: é uma idéia distorcida de democracia essa que diz que por serem 300, 3000 ou 30000000 os reclamantes se pode, pelo poder “democrático” do número de gente, dizer legitimamente o que é ou não adequado de se ver e ouvir. A democracia não pode negar-se: não se pode decidir democraticamente contra a democracia.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraHEdh5BFI/AAAAAAAAADc/-_E_5QbdGVw/s1600-h/dr.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraHEdh5BFI/AAAAAAAAADc/-_E_5QbdGVw/s320/dr.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095408539132298322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Daddy´s roommate: "Minha mãe e meu pai se divorciaram ano passado."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A luta entre ideologias que envolve a publicação, distribuição e a compra de livros, por particulares e pelo Estado (especialmente quando usado no sistema público de educação) nos deixa uma série de perguntas, que devem também ser consideradas nesse caso dos livros “gays”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quando a biblioteca em questão comprou tais livros, ela estava adotando uma posição política que excluía outros segmentos da opinião pública (a saber, anti-homossexualismo)? Pode ter o Estado um mínimo de neutralidade quando se vê perante a diversidade de opiniões? Quando ele pretende neutralidade, está realmente a realizando de modo honesto? Ou deve ele desistir de uma pretensa neutralidade, adotando uma visão, pois o jogo democrático é esse? Existem livros indesejáveis? Se existem, quem tem legitimidade para dizer quais são, dentre uma infinidade de títulos? A maioria, os mais sensatos?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraJmNh5BGI/AAAAAAAAADk/AxAyZaAMaqc/s1600-h/capahhtm.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraJmNh5BGI/AAAAAAAAADk/AxAyZaAMaqc/s200/capahhtm.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095411317976138850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; color: rgb(153, 153, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Capas dos livros: prometem ser livro infantil como quaisquer outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraJ4dh5BHI/AAAAAAAAADs/rd78lhoms4U/s1600-h/capadr.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraJ4dh5BHI/AAAAAAAAADs/rd78lhoms4U/s200/capadr.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095411631508751474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sobre a história que contei, em 2000 a resolução dos 300 foi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;revogada&lt;/span&gt; por uma corte federal americana.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Continua em outro post.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3478657838301929524?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3478657838301929524/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3478657838301929524' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3478657838301929524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3478657838301929524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/08/duas-mames.html' title='Duas mamães'/><author><name>Ary Salgueiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RraOWdh5BII/AAAAAAAAAD0/f-M-El-EJTU/s72-c/hhtm.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-17540721558729991</id><published>2007-08-03T16:19:00.000-07:00</published><updated>2007-08-04T04:45:58.598-07:00</updated><title type='text'>Poesia e Música</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RrO5KbBO3sI/AAAAAAAAACI/ljCoqCx6Yrw/s1600-h/music+notes+-.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 156px; height: 156px;" src="http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RrO5KbBO3sI/AAAAAAAAACI/ljCoqCx6Yrw/s320/music+notes+-.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094619192188919490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Como vocês sabem, esse mês o tema nas rodas do Por Mais Leitura são as relações entre música e literatura. Tudo bem até aí. Mas a questão que fica é: como podemos explorar esse mote, sem pender demasiadamente para um lado ou outro? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, a resposta não é tão fácil, nem tão óbvia, mas faço aqui algumas considerações as quais espero que contribuam um pouco para as nossas discussões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há muito tempo a equipe do Por Mais Leitura vem pensando em como abordar esse assunto, visto que ele muito nos interessa, e, nos parece, é também bastante atrativo para as pessoas &lt;st1:personname productid="em geral. Não" st="on"&gt;em geral. Não&lt;/st1:personname&gt; é a toa que meu professor de estética dizia que a música é a mais invasiva e agregadora das artes. Isso porque a música rompe barreiras e se espalha pelo espaço, física e metaforicamente, atraindo e chamando as pessoas. E essa é a mesma intenção das nossas Rodas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, mas então, o que entra na roda a partir desse tema? Acho que a primeiro questão com que iremos nos deparar é com aquela velha polêmica: letra de música é poema?. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Entre as várias e acaloradas discussões sobre o assunto, sou partidário da resposta que diz sim e não. Digamos simplificadamente que uma letra pode ser um poema, caso seu potencial poético seja interessante por si só. Não é o caso de ser algo bonitinho ou dizer algo interessante, mas estar de estar em pé de igualdade frente à qualquer boa poema. A maior parte das boas letras de música, entretanto, não teriam a mesma força e impacto se não fossem seus belos acordes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De qualquer maneira, não podemos restringir as obras que caberiam nos nossos encontros somente àquelas que corresponderiam à ‘’poemas em forma de música’’, ou seja, àquelas em que a adição ou não de uma melodia não é essencial.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Isso porque há uma relação intrínseca entre a poesia e a música, não podendo ser possível separa-las de todo. E a Poesia, em sua essência, pode se manifestar em diversas formas que não necessariamente poemas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em suas origens, a poesia funcionou como a primeira forma de registrar mitos e acontecimentos. As histórias, enquadradas em versos, metrificadas e acrescidas de rimas, se fixavam mais facilmente na memória das pessoas, que através de cantos lhes repassavam para as demais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Diz-se que foi daí que surgiu a música, mas como foi também a partir de então que a palavra teve seu primeiro registro, fica impossível dissociar a palavra e a palavra cantada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Partindo desses princípios, acredito que nos nossos encontros poderão ser compartilhadas tanto letras, de preferência acompanhadas de suas melodias, quanto poemas que explorem a fonética das palavras, seu ritmo, etc, ou ainda textos em prosa que tenham como mote a música, ou se relacionem de alguma forma com ela. O Guilherme, por exemplo, prometeu levar um conto que fez baseado em uma música, &lt;i style=""&gt;How soon is now&lt;/i&gt;, dos Smiths. Já a Lara tem, na minha opinião, um de seus melhores contos, &lt;i style=""&gt;Clarice&lt;/i&gt;, feito a partir da música homônima de Caetano Veloso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por isso, não se acanhem. Levem seus textos, dessa vez, porque não, acompanhados de voz, violão, ou cd, que seja. Afinal teremos lá um cd player e a disposição de sempre para compartilhar.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O quê: &lt;/span&gt;Roda de Leitura Por Mais Leitura&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tena:&lt;/span&gt; Literatura e Música&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde:&lt;/span&gt; Saguão da Biblioteca Leonilson(dentro do Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando:&lt;/span&gt; dias 04 e 18 de Agosto.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Horário:&lt;/span&gt; 15h-18&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entra franca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 153);" class="MsoNormal"&gt;Para saber mais:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 153);" class="MsoNormal"&gt;Artigo ‘’Letra de Música é Poesia?’’:&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(0, 0, 153);" href="http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=2503"&gt;http://www.cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=2503&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;História da música:&lt;/span&gt;&lt;a href="http://almanaque.folha.uol.com.br/musicaoquee.htm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://almanaque.folha.uol.com.br/musicaoquee.htm"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;http://almanaque.folha.uol.com.br/musicaoquee.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;História da poesia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;http://www.arnaldoantunes.com.br/sec_textos_list.php?page=2&amp;amp;id=27&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-17540721558729991?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/17540721558729991/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=17540721558729991' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/17540721558729991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/17540721558729991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/08/poesia-e-msica.html' title='Poesia e Música'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RrO5KbBO3sI/AAAAAAAAACI/ljCoqCx6Yrw/s72-c/music+notes+-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-7789796088023365531</id><published>2007-06-29T13:44:00.000-07:00</published><updated>2007-06-29T13:52:09.144-07:00</updated><title type='text'>Uma pausa para o café</title><content type='html'>O Por Mais Leitura dá uma pausa nesse mês de Julho. Não haverá roda de leitura no Dragão e  há nenhum tipo de reunião programada. Isso porque até o que é bom às vezes é demais. Vamos nos dar um descanso, dormir, fazer esportes, ir ao teatro, cinema, praia, serra, etc. E ler, claro. Aproveitem as férias também, mesmo quem não vai ter férias agora. Usem bem os sábados que normalmente vocês separavam pra gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar atualizar o site esporadicamente durante esse próximo mês com dicas de Leitura, provavelmente o que eu irei ler nessas férias. Continuamos, portanto, aceitando contribuições! Mande sua resenha, qualquer texto contendo suas impressões sobre um livro que você leu, ou artigo sobre algum tema em literatura, que nós prometemos publicar, com seus créditos e tudo direitinho. Nada melhor do que a visão dos livros por quem os lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, não precisa sentir tanta saudade: em Agosto estamos de volta, no saguão da Leonilson e em outros lugares. Aguardem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*contato: pormaisleitura@gmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-7789796088023365531?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/7789796088023365531/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=7789796088023365531' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7789796088023365531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7789796088023365531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/06/uma-pausa-para-o-caf.html' title='Uma pausa para o café'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-2405867388552339111</id><published>2007-06-22T20:12:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T20:22:21.882-07:00</updated><title type='text'>#69 Roda de Leitura Por Mais Leitura</title><content type='html'>A última roda foi muito legal, o tema Literatura e Sexo tirou um pouco a nossa vergonha e lemos coisas que realmente não costumamos ler. Marina Colasanti para maiores(quando só conhecia o trabalho infantil dela), os contos infantis pervertidos por Hilda Hist(que eu lembre só tinhamos lido coisas líricas dela), entre outros. Isso sem falar em dois contos autorais bastante picantes, um muito bem sacado, o do &lt;a href="http://rodavirtual.blogspot.com/2007/06/pecado.html"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span&gt;Márcio Araújo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, além do texto engraçadíssimo do &lt;a href="http://rodavirtual.blogspot.com/2007/06/uma-lenda-chamada-samantha.html"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;Guilherme Linhares&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sábado agora, devido à boa repercursão do primeiro encontro desse mês, estaremos de novo com o tema&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;literatura e sexo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Escolham seus textos, sejam de sua autoria ou não, e venham compartilhar conosco. O prazer é todo nosso(porque não poderia faltar a piadinha de duplo sentido). Ah, e como não podia faltar, aqui a propaganda capiciosa que eu fiz para o encontro: http://sp2.fotologs.net/photo/34/59/11/pormaisleitura/1182353856_f.jpg;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: saguão da biblioteca leonilson, dentro do museu de arte moderna do Dragão do Mar.&lt;br /&gt;Horário: de 15 às 18h.&lt;br /&gt;Data: sábado próximo, dia 23 de junho.&lt;br /&gt;Tema: Literatura e Sexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-2405867388552339111?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/2405867388552339111/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=2405867388552339111' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/2405867388552339111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/2405867388552339111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/06/69-roda-de-leitura-por-mais-leitura.html' title='#69 Roda de Leitura Por Mais Leitura'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-7916240577130351019</id><published>2007-06-18T07:54:00.000-07:00</published><updated>2007-06-18T08:04:46.167-07:00</updated><title type='text'>Ler livros com ação e sexo gasta o dobro de calorias</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;em&gt;Hoje exepcionalmente não vou postar a seção ''Minha Leitura'', que ficou ao meu cargo nessa segunda-feira. Isso simplesmente porque não consegui terminar o livro sobre o qual pretendia postar. Sabe como é, final de semestre na faculdade é complicado... Para não deixar nossos leitores na mão, o que seria uma indelicadeza terrível, visto o tema do mês(ver outros posts), trago essa pequena e curiosa notícia retirada do site &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.ciaboanoticia.com.br/"&gt;&lt;em&gt;http://www.ciaboanoticia.com.br&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077420450322019522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/Rnae_4y_dMI/AAAAAAAAACA/ejEhdN44O5k/s320/200.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha reforçou o antigo princípio da "mente sã, corpo são", ao descobrir que a leitura de um livro recheado de ação e sexo gasta duas vezes mais calorias que ficar parado.A pesquisa, encomendada pela cadeia de livrarias britânica Borders, comparou as calorias necessárias para se ler diferentes tipos de livros. O resultado foi uma lista das obras que mais ajudam a emagrecer.Parado, o corpo humano gasta uma caloria por minuto. Mas os cientistas descobriram que livros de aventura, sexo e ação podem até dobrar essa taxa.A razão, segundo eles, é que as tramas rocambolescas levam o corpo a produzir mais adrenalina, hormônio que reduz o apetite e queima caloria."A ciência é clara", disse uma porta-voz da Borders, Caroline Mileham. "E se a idéia pegar, temos de considerar uma seção dedicada aos livros que queimam calorias!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-7916240577130351019?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/7916240577130351019/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=7916240577130351019' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7916240577130351019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7916240577130351019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/06/ler-livros-com-ao-e-sexo-gasta-o-dobro.html' title='Ler livros com ação e sexo gasta o dobro de calorias'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/Rnae_4y_dMI/AAAAAAAAACA/ejEhdN44O5k/s72-c/200.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-6131791540069883842</id><published>2007-06-13T07:23:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T07:58:43.368-07:00</updated><title type='text'>a Mulher para além do Sexo.</title><content type='html'>Que "Mulher", vocês me perguntariam, e eu diria: todas, talvez. Mas escolhi aqui uma, a minha preferida, vamos dizer, e preferida também porque muito me representa:&lt;br /&gt;Hilda Hilst aqui já bem apresentada pelo Ary (ver post "O caderno rosa de Lori Lamby"), mas que continua sendo minha amiga de cabeceira, sobretudo e sobre todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por quê, então, esse título de "a Mulher para além do Sexo"? Nada mais simbólico nessa temática de Literatura e Sexo, permeando entrementes o Erotismo, nada mais simbólico do que falar de mulher, e com aquela que, na minha opinião, é a Mulher das mulheres.&lt;br /&gt;Falando especificamente dela, a Hilda, que foi durante toda a vida vista como uma "escritora erótica", e nada que a irritasse mais. Não por renegar o erotismo de seus versos, mas por achar esse rótulo demais limitado - e, no fim das contas, O QUE É LITERATURA ERÓTICA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer que sou uma leiga. E, aliás, toda vez que leio algo que pra mim soa erótico explicíto, de cara já desgosto, e não é por pudor excessivo: é que aquele tipo de palavras (senhor, nada pior que uma "buceta" no meio do parágrafo :P), aquela linguagem bordelística, sinceramente em nada me atrai. E aí me coloco não mais como Marília, mas como mulher lendo essas linhas (e vamos abstrair de coisas como "pudor" ou "criação paternalista", sim?): isso sinceramente não me toca. E a palavra no meio do texto podia ser pinto, pênis, pau, qualquer coisa, isso nunca me remete sequer a imagens, porque eu pulo essas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então deixa logo eu dizer: pra mim Literatura e Sexo não é só literatura erótica. E aqui entendamos literatura "erótica" como aquelas coisas em que o sexo está explícito, o ato em si, as terminologias anatômicas, anacrônicas e até vulgares. Eu gosto de ler Hilda Hilst quando ela fala de Sexo. E por quê? Porque ela sabe falar. Não vou aqui defender que ela saiba falar PORQUE é mulher. Mas de todas as coisas no mundo que eu leio sobre Sexo, sempre me atraem mais as escritas por mulheres. Tem o fator também de que a maioria dos autores conhecidos são realmente homens, inclusive nessa temática, e sempre o sexo, o ato, o coito, fica descrito pelas mãos de um homem: a visão da mulher, também, pelos olhos de um homem. E ouso pensar que é porque SOU mulher, é claro. Minha identificação vai por quem me representa: e olhe que já vi muitos autores homens representarem muito bem o universo feminino - mas sem dúvidas ninguém jamais bateu a Hilda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixarei aqui pra apreciação das senhoritas, senhoras e, só depois (brincadeira!) dos senhores leitores.. hehehe Alguns poemas que selecionei como simbólicos na escrita da Hilda :) e que eu diga ainda que ela não escreveu só isso. Fez poema, prosa, peça, romances lindíssimos. Ela gosta de tratar da temática do Sexo, sim, mas ouso falar que nenhum jamais o fez daquele jeito, e tão bem. Aqui um do "Prelúdios: intensos para os desmemoriados do amor", um muito bom pra quem queira conhecê-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;I&lt;br /&gt;Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca&lt;br /&gt;Austera. Toma-me AGORA, ANTES&lt;br /&gt;Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes&lt;br /&gt;Da morte, amor, da minha morte, toma-me&lt;br /&gt;Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute&lt;br /&gt;Em cadência minha escura agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo do corpo este tempo, da fome&lt;br /&gt;Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,&lt;br /&gt;Um sol de diamante alimentando o ventre,&lt;br /&gt;O leite da tua carne, a minha&lt;br /&gt;Fugidia.&lt;br /&gt;E sobre nós este tempo futuro urdindo&lt;br /&gt;Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida&lt;br /&gt;A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te descobres vivo sob um jogo novo.&lt;br /&gt;Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,&lt;br /&gt;Antes do muro, antes da terra, devo&lt;br /&gt;Devo gritar a minha palavra, uma encantada&lt;br /&gt;Ilharga&lt;br /&gt;Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar&lt;br /&gt;Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo&lt;br /&gt;Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;E por que haverias de querer...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E por que haverias de querer minha alma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Na tua cama?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Obscenas, porque era assim que gostávamos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Mas não menti gozo prazer lascívia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Nem omiti que a alma está além, buscando&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Aquele Outro. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;E te repito: por que haverias&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;De querer minha alma na tua cama?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Jubila-te da memória de coitos e de acertos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Ou tenta-me de novo. Obriga-me.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;O interessante, na Hilda, é quando ela, em poema ou prosa, fala como homem - e sobre Sexo. A exemplo do "Cartas de um sedutor", onde o protagonista é um homem, são olhos de homem, mas é incrível como ainda nas maiores sacanagens eu sinto que é uma mulher. Não sei se acontece com todo mundo, não sei se essa minha "impressão" se dá porque eu já SEI que é a Hilda, mas enfim: é um fato, negar não vou. Inclusive adorei esse Cartas de um sedutor, apesar de, como eu disse, não ser muito meu estilo, a Hilda consegue até driblar meus gostos. Prefiro ela o lado lírico, mas pra quem ainda não leu: perder os outros é bobagem, viu. Anotem. Nessa mesma esteira, vai também o "Contos D´Escárnio", que é muito interessante também.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;E como o título do post é "a Mulher para além do Sexo", finalizo com um poema escolhido a dedo, pra dizer que ela também foi bem além disso. Sexo sim, Amor mais ainda, e por favor não lembrem a música da Rita Lee hehehe Apesar de a Rita Lee ser outro símbolo das mulheres com essa bandeira de "Contra os pudores ridículos". Gosto da Rita Lee. E lembremos aqui de outra grande (porém não tão conhecida, o que é uma pena): ANA CRISTINA CÉSAR. =)&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cantares do Sem Nome e de Partidas&lt;br /&gt;[Hilda Hilst]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que este amor não me cegue nem me siga.&lt;br /&gt;E de mim mesma nunca se aperceba.&lt;br /&gt;Que me exclua do estar sendo perseguida&lt;br /&gt;E do tormento&lt;br /&gt;De só por ele me saber estar sendo.&lt;br /&gt;Que o olhar não se perca nas tulipas&lt;br /&gt;Pois formas tão perfeitas de beleza&lt;br /&gt;Vêm do fulgor das trevas.&lt;br /&gt;E o meu Senhor habita o rutilante escuro&lt;br /&gt;De um suposto de heras em alto muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que este amor só me faça descontente&lt;br /&gt;E farta de fadigas. E de fragilidades tantas&lt;br /&gt;Eu me faça pequena. E diminuta e tenra&lt;br /&gt;Como só soem ser aranhas e formigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que este amor só me veja de partida.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-6131791540069883842?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/6131791540069883842/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=6131791540069883842' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6131791540069883842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6131791540069883842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/06/mulher-para-alm-do-sexo.html' title='a Mulher para além do Sexo.'/><author><name>Marília Passos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18341035223084012231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/8165/4087/1600/356190/=).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-5640760948209953745</id><published>2007-06-08T22:05:00.000-07:00</published><updated>2007-06-08T22:10:52.367-07:00</updated><title type='text'>Roda de Leitura no Dragão: Literatura e Sexo</title><content type='html'>Escolha seu texto, seja autoral ou não, leve pra roda, leia, discuta. É basicamente o que se constitui a Roda de Leitura que organizamos, quinzenalmente, no Centro Cultural Dragão do Mar. É uma idéia muito simples, se trata somente de criar um espaço para a leitura e discussão de textos literários, cuja escolha fica a critério de seus participantes. A entrada é livre e gratuita, e não existe nenhum pre-requisito, a não ser a boa-vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não percam nesse sábado, dia 08, a partir das 15h, na biblioteca leonilson, a Roda de Leitura Por Mais Leitura. Esperamos você lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quando:&lt;/span&gt; sábado, dia 09/06&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;horas&lt;/span&gt;: 15-18h&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;local:&lt;/span&gt; biblioteca de artes visuais leonilson(dentro do museu de arte contemporânea do dragão do mar)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quanto:&lt;/span&gt; grátis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-5640760948209953745?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/5640760948209953745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=5640760948209953745' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/5640760948209953745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/5640760948209953745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/06/roda-de-leitura-no-drago-literatura-e.html' title='Roda de Leitura no Dragão: Literatura e Sexo'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3519379011852291761</id><published>2007-06-07T07:52:00.000-07:00</published><updated>2007-06-08T08:40:07.682-07:00</updated><title type='text'>Para além da roda: A sacanagem rola há muito tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RmlxVIy_dKI/AAAAAAAAABw/bSP7_mwfxLE/s1600-h/o+beijo+1888+89+auguste+rodin.GIF"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RmlxVIy_dKI/AAAAAAAAABw/bSP7_mwfxLE/s320/o+beijo+1888+89+auguste+rodin.GIF" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073711063162123426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O beijo, de Auguste Rodin(1988-89)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, o tema do mês nas rodas de leitura do Por Mais Leitura é ''Literatura e Sexo'', e ficou incubido a mim a tarefa de fazer o primeiro post abordando o assunto. Fiquei um tanto incerto sobre o que postar, por acreditar que até hoje consumi muita pouca coisa que poderia ser considerada ''erótica'', ou de um apelo sexual mais forte, mas aí entra a questão: o que está em jogo quando se usa o conceito de Sexo e Literatura? A simples descrição de um coito? Creio que não, posto que a sexualidade do ser humano não se restringe ao ato sexual em si. Pelo contrário, se relaciona aos mais diversos aspectos da sua vida, está ligado diretamente com nosso relacionamento com as outras pessoas, seja através da identidade de gênero que se constitui de acordo com nossa cultura em relação ao sexo, ou a um aspecto menos freudiano e menos tangível como amor. Mesmo que esse amor não seja aquele ensinado por 2000 anos de tradição judaico-cristã na civilização ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se portanto de um tema bastante rico e amplo, mas para fazer esse primeiro texto é preciso uma delimitação. A que faço é de fazer um pequeno recorte dentro daquilo que foi produzido na literatura em torno do sexo desde os tempos mais remotos até o início da idade moderna. E mais especificamente aquilo que aborda de maneira mais ou menos direta o ato sexual em si, o que como já disse é apenas uma das maneiras de se abordar o tema. Faço isso porque muitas vezes&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;o apelo sexualmente explícito&lt;/span&gt; de textos literários parece algo circunscrito a uma certa literatura contemporânea, a alguns autores considerados &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;malditos ou marginais&lt;/span&gt;. E o que é pior, esses autores muitas vezes tanto se consideram quanto são considerados ''transgressores'', ou responsáveis pela introdução de alguma novidade temática. Patavinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova cabal disso são os dois primeiros texto que foram postadso na &lt;a href="http://www.blogger.com/www.rodavirtual.blogspot.com"&gt;Roda Virtual&lt;/a&gt;,  ambos da Idade Clássica e, por incrível que pareça, não são livros marginais ou exceções dentro daquilo que se produzia na sua época. Pelo contrário, os dois textos que escolhi para abrir a série de posts são textos sagrados para suas respectivas culturas, no caso trechos de um livro da Bíblia, o &lt;a href="http://rodavirtual.blogspot.com/2007/06/cntico-dos-cnticos-de-salomo.html"&gt;Cântico dos Cânticos&lt;/a&gt;, que é repleto de descrições de relações amorosas, e o poema &lt;a style="color: rgb(51, 0, 153);" href="http://rodavirtual.blogspot.com/2007/06/de-amaru-poesia-clssica-hindu.html"&gt;De Amaru&lt;/a&gt;, texto clássico da poesia Hindu. Estranho que o sexo esteja tão presente em textos sagrados? Ué, nada mais natural a presença do tema já que estes livros pretendem, de uma forma ou de outra, serem guias para seus seguidores. Não poderiam portanto deixar de abordar o sexo, de maneira nenhuma. O que ele faz, entretanto, e talvez por isso chegue a passar despercebido(a sutileza dos textos mais uma dose cavalar de pudor e hipocrisia, na verdade). Essa sutileza se dá na forma extremamente poética e onírica, com o predomínio do uso das metáforas em vez das descrições objetivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa abordagem sacralizada do sexo, aliás, é bastante interessante, posto que o tema aparentemente sempre oscila entre dois extremos: ou entre a extrema idealização ou a simples banalização, ou seja, a abordagem crua, chocante, tão praticado por alguns escritores contemporâneos. Essa estética do choque, entretanto, me parece um tanto ineficiente em um mundo que tem o sexo e os clichês pornográficos já tão saturados. Um dos autores cujo texto vem a seguir, porém, é justamente &lt;a href="http://rodavirtual.blogspot.com/2007/06/o-professor-filsofo-sade.html"&gt;Sade&lt;/a&gt;, talvez aquele que foi mais explícito e mordaz na sua abordagem do sexo, sua única temática, aliás. A investida do autor, entretanto, parece válida dentro do seu contexto, já que haviam então fortes insituições que delimitavam o que era admissível ou não no comportamento sexual das pessoas. É aí que sua abordagem caústica dos frades e das moças e rapazes de família da França do século XVII não parece gratuita. Isso sem falar que o autor se salvou do abismo da pretensão exarcebada do se levar a sério demais através de um apurado senso de humor, que, ao contrário do sexo, fica sempre na entrelinha daquilo que é mostrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Caminho semelhante segue o menos conhecido &lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://rodavirtual.blogspot.com/2007/06/decameron.html"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Giovanni Boccaccio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, &lt;span style=";font-family:georgia;" &gt;que em plena peste negra, na Idade Média, escreveu &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Decameron, obra conta a história de &lt;/span&gt;dez personagens que, para fugir da peste, refugiaram-se em um castelo, onde nada havia a fazer senão contar histórias para passar o tempo. Estas abrangem os mais peculiares comportamentos humanos, especialmente o sexual, as práticas que fugiam da moral vigente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, temos os textos de &lt;a href="http://rodavirtual.blogspot.com/2007/06/uma-mulher-amada-safo.html"&gt;Safo&lt;/a&gt; provando que a abordagem do homoerotismo também não é nem de longe algo recente. A poeta viveu no século VII antes de Cristo, portanto muito antes de um Caio Fernando Abreu ou de um Jean Genet, e foi provavelmente uma das primeiras escritoras a ter sua imagem pessoal fundida/confundida com sua escrita, o que abre semelhança principalmente com o primeiro autor citado. Isso porque, apesar de ter escrito vários poemas em que seu eu-lírico faz declarações de amor(e sexo) para mulheres, não há nada que comprove historicamente que a poetisa possuia realmente comportamento ''homossexual''. Um poeta grego é que, depois de cinquenta anos de sua morte, espalhou a versão de que Safo, que fundara uma academia para jovens mulheres, possuia relações físicas com suas alunas. Se ela era ou não lésbica, pouco importa, o mais interessante de observar é que a simples hipótese foi tomada como certeza, o que foi o suficiente para ter a poetiza como ''maldita'' por bastante tempo. De qualquer forma, um belo exemplo de confusão entre vida e arte. Ou uma das primeiras autoras a atravessar essa fronteira, coisa que se tornou tão comum desde o último século. Mas isso já é outra discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vimos, há bastante pano pra manga quando vai se discutir Sexo. E Literatura. Tentei começar de um ponto de vista inusitado, justamente pra mostrar essa riqueza de assuntos. E se você quiser falar sobre o assunto também, já sabe, é só mandar e-mail pro pormaisleitura@gmail.com. Aqui, como a roda, é um espaço livre para a discussão. Sem censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; *Os textos que selecionei para ilustrarem esse texto, por serem muitos e alguns um pouco longos, estão postados no &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.blogger.com/www.rodavirtual.blogspot.com"&gt;Roda Virtual&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3519379011852291761?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3519379011852291761/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3519379011852291761' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3519379011852291761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3519379011852291761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/06/para-alm-da-roda-sacanagem-rola-muito.html' title='Para além da roda: A sacanagem rola há muito tempo'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RmlxVIy_dKI/AAAAAAAAABw/bSP7_mwfxLE/s72-c/o+beijo+1888+89+auguste+rodin.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-2792056716025561718</id><published>2007-06-04T08:50:00.000-07:00</published><updated>2007-06-04T09:04:50.158-07:00</updated><title type='text'>Minha leitura: Distraídos Venceremos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_flz9G284ChQ/RmQ2yx9mxOI/AAAAAAAAABQ/PjHWG46khXU/s1600-h/Leminski.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072239326359110882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_flz9G284ChQ/RmQ2yx9mxOI/AAAAAAAAABQ/PjHWG46khXU/s400/Leminski.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_flz9G284ChQ/RmQ2mh9mxNI/AAAAAAAAABI/vNqbeRiT15w/s1600-h/distraidos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072239115905713362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_flz9G284ChQ/RmQ2mh9mxNI/AAAAAAAAABI/vNqbeRiT15w/s400/distraidos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;[Paulo Leminski]&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Escrevo. E Pronto.&lt;br /&gt;Escrevo porque preciso,&lt;br /&gt;preciso porque estou tonto.&lt;br /&gt;Ninguém tem nada com isso.&lt;br /&gt;Escrevo porque amanhace,&lt;br /&gt;e as estrelas lá no céu&lt;br /&gt;lembram letras no papel, quando o poema me anoitece. A aranha tece teias.&lt;br /&gt;O peixe beija e morde o que vê. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu escrevo apenas.&lt;br /&gt;                              Tem que ter por quê?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[Razão de ser]&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Acho sinceramente este um livro a ser degustado. Em que já na primeira página, no que se chamaria “prefácio” e Leminski batiza de “Transmatéria Contrasenso”, surge um haicai (ou devo dizer Poetrix? Porque há quem se bata nessas classificações... Brigas, a meu ver, completamente bobas):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É quando a vida vase.&lt;br /&gt;É quando como quase.&lt;br /&gt;Ou não, quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E é nessa poesia cheia de silêncios, que lida mais com a empatia e a compreensão individual no seu viés mais intimista (e não por isso apartada de contexto universal e problemáticas sociais.. ;) que encontramos os poemas de Leminski. Pra quem não sabe, acho que convém dizer que o Leminski queria ser um grego nos tempos atuais – e aqui me permitam rir, ele riria também. Poeta, cronista, cineasta, professor de história, literatura, publicitário, tradutor, professor de – o que foi mesmo? Kung fu? É tanta coisa que a gente até se confunde. Mas sim, mexeu com música também. (obs: diz-se que esse título, “distraídos venceremos” é mesmo com relação ao kung fu e uma opinião que ele expressou um dia – agora imaginemos a cena! Eu pensaria: ok, mas não tão distraídos assim.)Um maluco muito lúcido, vamos dizer. Verdade é que encontramos pelos versos desse homem uma pluralidade de temáticas que, no mais das vezes, extrapola qualquer temática, primando sempre pela identificação. Aquelas coisas de você ler e ficar em silêncio, por pura estupefação: de meu Deus, como ele disse isso e eu não? Hehehe Muito bom... Quando não é aquele existencial que dói, é aquele irônico afiado, ou o engraçado de coisas bobas, do próprio tom em que ele fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos meus preferidos, cito a segunda parte do livro, de título “Ais e menos”, a começar do título. E o poema “Três metades”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Meio dia&lt;br /&gt;Um dia e meio&lt;br /&gt;Meio dia, meio noite,&lt;br /&gt;Metade deste poema&lt;br /&gt;Não sai na fotografia,&lt;br /&gt;Metade, metade foi-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que a terça metade&lt;br /&gt;Aquela que é menos dose&lt;br /&gt;De matemática verdade&lt;br /&gt;Do que soco, tiro ou coice,&lt;br /&gt;Vai e vem como coisa&lt;br /&gt;De ou, de nem, ou de quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a gente tivesse&lt;br /&gt;metades que não combinam,&lt;br /&gt;três partes, destempestades,&lt;br /&gt;três vezes ou vezes três,&lt;br /&gt;como se quase, existindo,&lt;br /&gt;só nos faltasse o talvez."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e o incrível, simples e claro – e também sem título:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ai daqueles&lt;br /&gt;que se amaram sem nenhuma briga&lt;br /&gt;aqueles que deixaram&lt;br /&gt;que a mágoa nova&lt;br /&gt;virasse a chaga antiga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ai daqueles que se amaram&lt;br /&gt;sem saber que amar é pão feito em casa&lt;br /&gt;e que a pedra só não voa&lt;br /&gt;porque não quer&lt;br /&gt;não porque não tem asa”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;é um livro que seduz. Pela simplicidade, pela eficiência com que passa mensagens, e jamais mensagens simples: a simplicidade que eu digo é da leveza da leitura. Muita coisa em Leminski passa batido por ir além do que se imagina (claro que isso é da Poesia, e não só dele), e é num estilo que lhe é próprio que ele diz as coisas que ou queremos ouvir e nem sabíamos, ou preferíamos não saber. Tem muito de ironia, mas o que dele eu levo mais é a simplicidade, a beleza das coisas que ele captava como um poeta urbano, digamos assim, mas às vezes com a tristeza e a melancolia de um bucólico. Eu sei é que eu recomendo! Quem não leu, vá atras, e quem já leu, leia de novo, que o homem escreveu muita coisa e ainda há muito por conhecer ;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-2792056716025561718?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/2792056716025561718/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=2792056716025561718' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/2792056716025561718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/2792056716025561718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/06/minha-leitura-distrados-venceremos.html' title='Minha leitura: Distraídos Venceremos.'/><author><name>Marília Passos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18341035223084012231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/8165/4087/1600/356190/=).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_flz9G284ChQ/RmQ2yx9mxOI/AAAAAAAAABQ/PjHWG46khXU/s72-c/Leminski.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-1194560138486236719</id><published>2007-05-30T17:56:00.000-07:00</published><updated>2007-05-30T18:14:01.374-07:00</updated><title type='text'>Para Além da Roda: O que as tradições nos ensinam</title><content type='html'>Principalmente a esperar. É verdade que estamos muito apressados, que a globalização taí, a gripe aviária, a terceira guerra, tantas coisas, enfim, que o mundo está desesperado e que, se queremos alguma ligação com este ou aquele ser humano, no mínimo não podemos negar que estarão correndo e que precisamos pega-los. Mais rápidas serão nossas letras!, devemos estar nos dizendo. Retiremos então a muralha de parágrafos, pontuações, adjetivações. Os medos, os preconceitos, as classificações. E, enfim, onde estamos? No mundo que buscamos: aquele mesmo mundo da correria, cujos seres, com os quais tentamos travar contato incessantemente, nos entendem menos ainda que antes. Nós, que agora falamos “em línguas”, como se faz nas igrejas pentecostais. E (continuemos bíblicos) rumamos de mala e cuia para a &lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e1/Brueghel-tower-of-babel.jpg/450px-Brueghel-tower-of-babel.jpg"&gt;Babel&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;,começar um parágrafo com vírgula não tem nada demais. Inclusive posso até continuar escrevendo como se fizesse uma frase regular quando (verdade) (não) (fazer): (fazer) (não) (verdade).   +,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Se&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;( já )&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;mos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COM&lt;br /&gt;CRE&lt;br /&gt;TOS&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Será que não devemos esperar um pouco, parar um pouco, e ouvir o mofo? Ler as lápides do que seriam nossos precursores e pensar: “que cilada em nossas ambições”? Enfim, ouvir a tradição?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É verdade que, muitas vezes, são péssimas as soluções encontradas por nossos avós de espírito. A arte como representação pura e simples da realidade, os antigos ideais de beleza e de cultura, a visão do artista como um santo e mártir, formalismos e repetição de temas com os quais hoje não nos identificamos, os excessos do mecenato sobre o ato da criação, enfim... foram coisas que em algum tempo e de certa forma já foram a rotina, e que, também “de certa forma”, ainda nos visitam hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas, num mundo sem verdades absolutas, em que o máximo que temos é o argumento, por que ignorar os antigos, mesmo os gagás? Se quisermos destruí-los (o que não é o caso), devemos primeiro entender o que são, sob pena de acabar repetindo aquilo que neles criticamos. Ou seja, antes de fazer um parágrafo que começa com minúscula, devemos pensar se o fazemos com sinceridade ou não. Devemos nos perguntar: o que é uma minúscula? O que é um parágrafo? Por que já não pensaram no parágrafo iniciando com uma vírgula? As respostas não serão exatas, nem únicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Para não me alongar, posso dar o exemplo da forma. Abaixo as fôrmas!, vamos lá gritar. Mas a métrica, a forma tradicional, as solenidades deste ou daquele gênero, elas levam em si não apenas burocracias, mas conteúdo que as anima desde quando foram inventadas. O percurso pelo qual nos guia um soneto (ao menos os sonetos tradicionais) é reto mas cheio de mistérios e encantamento. Assim é o haicai, a ode, a epopéia, enfim. Mas, já pensando num uso não-ortodoxo, tais formas são também idéias. Por isso pôde Murilo Mendes fazer verdadeiros &lt;a href="http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/sonetario/mendes.htm"&gt;sonetos brancos&lt;/a&gt;; Hilda Hilst tem um livro de &lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/wilsonmartins063.html"&gt;odes&lt;/a&gt; de bela assimetria; o haicai, como “conceito” agüenta até mesmo o haicai concreto, sem qualquer dos três versinhos metrificados...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É possível, enfim, como nos quadros de Rembrandt (&lt;a href="http://osiris.rutgers.edu/%7Esmm/art/aristotle_homer.jpg"&gt;"Aristóteles contemplando o busto de Homero"&lt;/a&gt;), vestir os antigos como nós mesmos. Hoje em dia, ainda por cima, podemos vesti-los de qualquer coisa, ou mesmo deixá-los nus. Mas, por favor, deixemos o velhinho falar... nem que seja para nos xingar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-1194560138486236719?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/1194560138486236719/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=1194560138486236719' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1194560138486236719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1194560138486236719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/para-alm-da-roda-o-que-as-tradies-nos.html' title='Para Além da Roda: O que as tradições nos ensinam'/><author><name>Ary Salgueiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-7605953578339598589</id><published>2007-05-28T21:33:00.001-07:00</published><updated>2007-05-30T20:16:06.058-07:00</updated><title type='text'>Caros leitores,</title><content type='html'>Caso ainda não tenham notado, estamos tentando organizar melhor o blog do Por Mais Leitura. Criamos agora duas séries de posts que se pretendem regulares. Uma vai se chamar ''&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Minha Leitura&lt;/span&gt;'', irá ao ar toda segunda e vai se constituir no relato das impressões de alguém sobre algum livro ou alguma obra de arte. O começo dessa série foi o texto ''Em defesa do caderno de Lori Lamby'', do Ary. A outra série, chamada ''&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Para além da roda&lt;/span&gt;'',  seria de pequenos artigos a respeito dos temas discutidos nas Rodas de Leitura do Dragão do Mar, sendo postados toda quarta. O primeiro texto foi no caso da Marília, que fala sobre o Moreira Campos, já que o tema desse mês foi ''Autores Cearenses''. Além disso, nas sextas-feiras temos post fixo também, mas uma postagem mais livre e sem tema pré-definido, que fica ao cargo do Alan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto quem está colaborando são somente os membros da equipe fixa do grupo, mas esse é também um espaço aberto para todos aqueles que quiserem contribuir com textos para o site. Por isso, escreva sobre o autor que lhe interessa e sobre o qual você gostaria de dizer alguma coisa. E lembrando que o tema desse mês de Junho nas rodas é Literatura e Sexo, portanto dêem as suas contribuições!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mandar textos, saber mais e etc: &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;pormaisleitura@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-7605953578339598589?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/7605953578339598589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=7605953578339598589' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7605953578339598589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7605953578339598589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/caros-leitores.html' title='Caros leitores,'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3384115877253204478</id><published>2007-05-28T21:24:00.000-07:00</published><updated>2007-05-29T14:58:43.303-07:00</updated><title type='text'>Minha Leitura: Dom Casmurro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RlusF_tvw-I/AAAAAAAAABo/13ArJkL3MGQ/s1600-h/dom+casmurro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RlusF_tvw-I/AAAAAAAAABo/13ArJkL3MGQ/s320/dom+casmurro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069835024538256354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A capa da coleção Grandes Leituras, da FTD:  olhos de ressaca?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Capitu traiu ou não traiu Bentinho? A pergunta vem gerando polêmica desde que Dom Casmurro foi publicado, em 1900, mas não me parece, nem de longe, a questão mais relevante dentro do romance. E não somente levando em conta o retrato irônico e cáustico que Machado de Assis traça da classe abastada do Rio de Janeiro no fim do século XIX, entre outras várias reflexões que este levanta sobre a situação do ser humano no mundo, da vida que é uma ópera e etc...&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;Essa polêmica, porém, talvez seja fruto de uma das contribuições mais interessantes que Machado de Assis deu para a literatura brasileira: trata-se da descredibilização do narrador. Isso porque fica mais que claro pelo modo como a história é contada que tudo se trata do ponto de vista de Bentinho, que mais do que relatar os fatos, analisa os acontecimentos e as pessoas, de seus comportamentos aos seus pequenos gestos. Vem daí, provavelmente, o pouco apego do narrador pelas descrições minunciosas, se concentrando justamente em dissecar esses pequenos gestos, os detalhes. E é aí que aparecem os olhos que tragam tudo ao seu redor, os famosos olhos de ressaca de Capitu; o olhar de censura que Bentinho dá a sua tia quando esta maldiz sua amada ainda criança; a voz e o jeito de rir de Escobar, que se reproduzem no filho que Bentinho tem com Capitu, o que praticamente assinala a suspeita de sua paternidade, entre outros pequenos traços bastante importantes na definição dos personagens da obra de Machado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;Da mesma forma, o jogo intrincado &lt;st1:personname productid="em que Machado" st="on"&gt;em que ele&lt;/st1:personname&gt; prepara essas suspeitas é construído basicamente de pequenas sutilezas, espalhando indícios relevantes tanto a favor quanto contra a lealdade de Capitu. Qualquer resposta para esse enigma acaba sendo dada pelo leitor pelo seu próprio risco. Ela, aliás, possivelmente revela mais sobre os valores e predisposições do leitor do que propriamente as do autor, Machado de Assis, que não se pode confundir com o narrador, Bentinho. Este fez também uma escolha pelo seu próprio risco, jogando fora um casamento feliz se baseando apenas em pequenos ciúmes e na suposta semelhança de seu filho com seu amigo Escobar. E o que essa falta de consistência revela é justamente um dos aspectos que me parecem pouco explorados nas leituras feitas sobre a obra, que é o profundo machismo da figura central do romance. Bentinho não consegue lidar sequer com a suspeita de que sua companheira tenha lhe traído com seu melhor amigo, colocando toda a sua vida a ruir por causa dessa dúvida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;Ora, mesmo que Capitu tivesse traído o marido, o comportamento deste seria extremamente questionável&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; (e é melhor não ler isso aqui, se você não leu o livro)&lt;/span&gt;, afinal não é nada razoável quase tentar matar o próprio filho, e pensar em matar a esposa e cometer suicídio ainda por cima &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(pode voltar a ler)&lt;/span&gt;. Além de machista, o personagem se insere num contexto extremamente patriarcal, e é assim que ele mesmo se configura. Prova disso&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(aqui é melhor não ler novamente)&lt;/span&gt; é que ele não pensa duas vezes em trocar de lugar com um escravo para cumprir a promessa da mãe de ter um filho ordenado padre, livrando-se do impecilho para seu relacionamento com Capitu, o que toma boa parte do livro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;Outro sintoma desse esnobismo é a ocasião do enterro do ‘’amigo’’ pobre de Bentinho, em que ele não tem permissão da família para ir por acreditarem que não o ‘’evento’’ não era tão digno de sua presença. Isso sem falar no ambicioso José Dias, que vive de puxar o saco da família do protagonista, o que inicialmente irrita Bentinho, mas acaba ele se tornando justamente um de seus únicos companheiros no final da vida. Interessante notar também que quase todos os personagens da trama são pessoas idosas mais ou menos amarguradas, que são justamente a família do personagem principal: sua mãe Dona Glória, o Padre Cabral, Tio Cosme, Tia Justina e José Dias. Ah, claro, sem esquecer do Dom Casmurro, apelido que Bento Santiago ganha no final da vida pelos seus (poucos) amigos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;‘’Não consultes dicionários, Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo"&lt;/i&gt; (Cap. I). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;E não era realmente ele quase fidalgo? Tanto que via como virtude magnífica que Escobar conseguisse fazer o cálculo de cabeça da soma de todos os alugueis que sua mãe possuía... De qualquer forma, boa parte da trama se concentra na infância e adolescência do personagem, períodos em que este se apresenta bem mais carismático e divertido, posto que cheio relatos de sua imaginação e devaneios, característica que faz lembrar bastante Brás Cubas. Aliás, muita coisa faz lembrar o Brás, que foi o único livro do autor que li no colégio, e que pretendo reler em breve...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 2.2pt;"&gt;Ler Dom Casmurro assim, falando nisso, fora da obrigação do colégio, se revela algo muito mais interessante e prazeroso. E não só porque toda obrigação priva em grande parte o prazer da leitura, mas principalmente porque, como disse uma amiga, seria impossível entender toda aquela análise irônica e complicada que o escritor faz da sociedade burguesa do final do século XIX com 15 anos de idade, que é quando normalmente a gente tem que lê-lo na escola. Mas isso é assunto já pra outra discussão. O que eu posso dizer é que é um livro interessantíssimo, cheio de reflexões e tiradas espirituosas, com um ritmo bastante ágil, ainda mais para um livro do século trazado. Se você ainda não leu esse clássico, é uma leitura mais do que recomendável. Se teve que ler por obrigação no colégio, aí sim, acredito, é que vale apena ler assim, a seu bel-prazer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3384115877253204478?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3384115877253204478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3384115877253204478' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3384115877253204478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3384115877253204478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/minha-leitura-dom-casmurro.html' title='Minha Leitura: Dom Casmurro'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RlusF_tvw-I/AAAAAAAAABo/13ArJkL3MGQ/s72-c/dom+casmurro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-8252778628442664342</id><published>2007-05-25T09:35:00.000-07:00</published><updated>2007-05-25T09:44:04.197-07:00</updated><title type='text'>#17 Roda de Leitura no Dragão do Mar</title><content type='html'>Mais uma vez estamos convidando todos aqueles que se interessam por Literatura e estão dispostos à participar de uma roda de idéias entre textos e literatura. O tema desse encontro é ''Autores Cearences'', levando mais adiante a discussão da Cidade, levantada no mês passado em um dos encontros. Nada melhor para falar da cidade do que abranger para o Estado e falar sobre o que se faz em termos de literatura aqui, no Ceará. Como todos(ou quase todos) somos cearenses, cada um pode levar seu texto, é claro, assim como textos de outros autores. E é bem vindo, como sempre, mesmo quem quiser ir pra ficar caladinho, só prestando atenção. Porque essa também é uma troca de conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botar a literatura em pauta, discutir nossa literatura, saboreá-la. É isso que a gente vai fazer amanhã, a partir das 15h na biblioteca Leonilson, um espaço que tentamos criar para todos os que estiverem interessados em colocar a arte da escrita em pauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quando:&lt;/span&gt; sábado, dia 26 de maio &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;horas: &lt;/span&gt;15-18h &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;local:&lt;/span&gt; biblioteca de artes visuais leonilson(dentro do Museu de Arte contemporânea do Dragão) &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quanto&lt;/span&gt;: gratuito &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tema:&lt;/span&gt; autores cearenses&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;entrada&lt;/span&gt;: franca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-8252778628442664342?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/8252778628442664342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=8252778628442664342' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/8252778628442664342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/8252778628442664342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/17-roda-de-leitura-no-drago-do-mar.html' title='#17 Roda de Leitura no Dragão do Mar'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-4273678484043095558</id><published>2007-05-23T06:49:00.000-07:00</published><updated>2007-05-23T07:28:44.847-07:00</updated><title type='text'>Dos meus Mestres: Moreira Campos, cearense.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_flz9G284ChQ/RlRMoz6-hFI/AAAAAAAAAAk/ZQpj3ysGtOg/s1600-h/moreira+campos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067759744714703954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_flz9G284ChQ/RlRMoz6-hFI/AAAAAAAAAAk/ZQpj3ysGtOg/s400/moreira+campos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;onheci Moreira Campos, feliz ou infelizmente, através do vestibular. Talvez tivesse sido melhor conhecer a sua obra em outro momento e ter mais tempo de me deter nela – mas hoje posso faze-lo, e, por isso, escolhi justamente o Moreira Campos pra comentar. Eu li apenas 4 livros, mas é um dos meus autores de cabeceira, por ter plena convicção de que poucos conseguiram dizer tanto com o aparente tão pouco. Fala-se muito da “concisão moreiriana” (e que aqui eu diga da minha aversão a esses termos. Penso que nem o Pedro Salgueiro, quando ele ouve de professores de pré-vestibular, “a obra salgueiriana” ... Eu certamente teria espasmos se ouvisse alguém falar da “obra mariliana”, mas enfim!), o que eu sei é que ele foi bem mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Q&lt;/em&gt;uem estudou, como eu, com professores que foram alunos dele, sabe do carinho que todos lhe tinham. Das histórias com o fusca verde de que ele não se desfazia, da rosa que todos os dias ele procurava e colhia pra esposa, às 17h pontualmente, enquanto ela se arrumava pra receber a dita rosa – e por decênios assim eles fizeram. Conta-se que foram perdidamente apaixonados, e até no leito de morte ele ainda dizia as juras de amor. E dando à César o que é dele mesmo, graças às aulas de pré-vestibular, muita curiosidade eu tive de ir atrás de outros livros e não ficar só no “Dizem que os cães vêem coisas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa seleção que foi feita pelo próprio autor, é de uma riqueza incrível. E sou de opinião, tendo lido outros 3 livros do autor, que ele escolheu criteriosamente os melhores contos para a antologia final, pouco antes de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dele que, a meu ver, é o maior escritor cearense (Na frente dele, dos que eu conheço, não tem José de Alencar, Rachel de Queiroz, concretistas, não tem ninguém), muitos contos me ficaram como inesquecíveis - com o perdão do saudosismo.&lt;br /&gt;Falando sobre o "Dizem que os cães vêem coisas", pela notoriedade da obra, cito do começo do livro, na fase dita impressionista, o “Lama e folhas”, um conto longo e belíssimo em que ele diz uma frase que eu sempre lembro, mais ou menos assim: “A velha era cheia de arestas”. Acho genial como ele lidava com metáforas. Com os flash-back em poucas palavras, com os instantâneos- do-real, a técnica cinematográfica das imagens nos contos curtos. Aquela teoria de Tchecov que é citada no livro dele, e que também acho sempre bom lembrar: “se a espingarda não vai atirar no conto, tiremos então de cima da mesa”. Conforme diz Hélio Pólvora: "Moreira Campos, “embora não sendo um tchekhoviano perfeito, dele (Tchekhov) se aproxima quando livra o conto de uma sobrecarga excessiva e procura atingir logo o alvo, localizar logo o nervo exposto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situando-o historicamente, segundo Assis Brasil, "Moreira Campos faz, no Ceará, a ligação entre o conto de história, ainda vigente nos primeiros anos do Modernismo, e o conto de flagrante, sugestivo, que as novas gerações, a partir de 1956, desenvolveriam em muitos aspectos criativos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito também do conto “As corujas”, por entender que ele sabe bem trabalhar com o inaudito, os silêncios e os medos das personagens. O “Doze parafusos” em que ele fala do desespero da esposa que vai cometer suicídio e tira os 12 parafusos da janela – genial o modo como ele descreve aquela angústia no tirar de cada parafuso! Ainda no Dizem que os cães vêem coisas, estão também os polêmicos “Profanação” (onde um cavalo invade uma igreja atrás de uma égua e lá mesmo procura o acasalamento – e consuma, na frente de todas as beatas), e “Gota delirante”, conto que se pode dizer parcialmente erótico, no sentido de explorar bem a temática sexual, apesar de não ser tão explícita, mas uma narrativa rica em detalhes. Quem não lembra da lenda que foi a irmã Cibele? quem lembra, ri, mas esquece que naquele conto o autor fala da exploração que muitas crianças podem sofrer nas mãos de supostos santos, os padres, as freiras. Provavelmente esse conto foi o escândalo da época, junto com o conto da Maria de Fátima, que falava do relacionamento desta com outra mulher, largando o noivo Pedro, pra desespero da mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não se pense que ele só escreveu de temáticas polêmicas: nos seus contos Moreira Campos também fala da questão urbana, fala do sertanejo, fala das misérias e da vida do homem comum. Comum rico, comum pobre, partindo de uma ótica universalista pra temas específicos sem nunca perder aquela velha cosmovisão fatalista que ele tinha, dizem, só no escrever e não no trato com as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem gosta de narrativas curtas e interessantes, não pode perder a chance de conhecer Moreira Campos que, dentre vários méritos, é expressão da cultura cearense, de nossos costumes. Ele não perde nunca a chance de surpreender, com finais ora inesperados, ora, apesar de esperados, sempre inovadores, seja em linguagem, seja em conteúdo. O estilo de Moreira Campos é inconfundível, pois são poucos os que conseguem fazer o que ele fez: dizer, com poucas palavras, o que muita gente passa a vida tentando explicar de todo jeito.&lt;br /&gt;Moreira Campos está entre os maiores, pra se ter uma idéia, sendo normalmente equiparado a Graciliano Ramos, na concisão da linguagem, e a Machado de Assis, na genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comparação pode ser ou não comprovada pelo leitor, quando for tirar suas dúvidas na própria leitura da obra, que recomendo como sendo de nota máxima. Seja o Dizem que os cães vêem coisas, ou as outras Antologias de Moreira Campos que, pelo que li, são todas de seleção muito bem feita. Fica ainda outra sugestão pra quem ainda não teve a oportunidade de ver a recente (mas não tão recente assim) Antologia de Moreira Campos em quadrinhos, que também é bastante interessante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e pra quem freqüenta a Biblioteca do Centro de Humanidades da UFC, eu já encontrei vários exemplares por lá =)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067759487016666178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_flz9G284ChQ/RlRMZz6-hEI/AAAAAAAAAAc/PiXpdNk70Fc/s400/quadrinhos_mc.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;Marília Passos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-4273678484043095558?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/4273678484043095558/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=4273678484043095558' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/4273678484043095558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/4273678484043095558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/dos-meus-mestres-moreira-campos.html' title='Dos meus Mestres: Moreira Campos, cearense.'/><author><name>Marília Passos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18341035223084012231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/8165/4087/1600/356190/=).jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_flz9G284ChQ/RlRMoz6-hFI/AAAAAAAAAAk/ZQpj3ysGtOg/s72-c/moreira+campos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-8243756769580838401</id><published>2007-05-21T17:53:00.000-07:00</published><updated>2007-05-21T18:18:49.000-07:00</updated><title type='text'>Em defesa do "Caderno rosa de Lori Lamby"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJABGR5ynI/AAAAAAAAACE/O51LXH11yLc/s1600-h/HH_img29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJABGR5ynI/AAAAAAAAACE/O51LXH11yLc/s320/HH_img29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067182918354979442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"Todos nós estamos na sarjeta, mas alguns de nós olham para as estrelas." Oscar Wilde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"E quem olha, se fode." Lori Lamby&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Houve aqui em Fortaleza uma apresentação de Lori Lamby, adaptação do polêmico livro de Hilda Hilst. Não fui, porque não sabia e, talvez, mesmo sabendo, não pudesse ir. Portanto, não sei dizer, nem é a intenção, se a apresentação foi boa, ruim, ou mais ou menos. Sei que foi por demais polêmico, merecendo inclusive protestos inflamados de pessoas da platéia. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Para quem ainda não leu, é bom que saiba que o livro é supostamente (nunca confie no narrador) um diário das aventuras sexuais de uma menina de 8 anos, de como ela gosta da coisa toda, especialmente pelo dinheiro. Supostamente era a criança levada a fazer isso, não contra a sua vontade, pelos próprios pais, que, por sinal, não são pobres.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJAZWR5yoI/AAAAAAAAACM/Cv36G1DHxjw/s1600-h/caderno_rosa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJAZWR5yoI/AAAAAAAAACM/Cv36G1DHxjw/s320/caderno_rosa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067183334966807170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Atriz Iara Jamra interpretando Lori no cinema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É verdade que o centro do problema foi que a organização colocou CENSURA LIVRE, onde obviamente não há. Desleixo. Mas o protesto mais incisivo de uma pessoa da platéia, pelo que me disseram, foi de uma senhora que trabalhava em algum órgão (não lembro bem) contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Sua crítica não era tanto por ter tido que esconder, com muita razão, seus filhos daquela peça ADULTA, mas porque o próprio trabalho de Hilda Hilst estaria profanando uma questão seríssima, da prostituição infantil, transformando em chacota.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Felizmente, esta senhora está totalmente equivocada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O primeiro convidado a fazer as ilustrações do livro recusou o trabalho. Como desenhar tais situações (uma menina de 8 anos que gosta de prostitui-se) impunemente? Quem enfrentou a situação foi ninguém menos que o famoso e corajoso cartunista Millor Fernandes, escolha, na minha opinião, perfeita.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Dois velhos que perderam a vergonha”. Foi o que disseram de Millor e Hilda. Não se precisa dizer nada: já haviam caído na armadilha do livro. Não vou revelar, pra que não leu, os esclarecimentos e revelações que o livro guarda, mas não posso deixar de comentar o que se perde da mensagem do livro com nossos preconceitos, como já tentei fazer no dia da roda de leitura em que ouvimos falar desse caso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJBcGR5ypI/AAAAAAAAACU/Ch4HTjqno_c/s1600-h/HH_img4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJBcGR5ypI/AAAAAAAAACU/Ch4HTjqno_c/s320/HH_img4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067184481723075218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Primeiro, e na minha opinião, o livro fala de tudo, menos de uma menina de 8 anos que se prostitui. O tema do livro não é prostituição infantil, que pode ser um tema apenas tangencial. A prostituição de Lori é um elemento de absurdo, que sempre serve, como nos quadros surrealistas, para retirar os símbolos do lugar onde os colocamos por mero comodismo. Mexe com a mente, com nossos sentimentos de ódio contra os exploradores sexuais, com nossa visão de criança, com nossa visão de sexo, com nossa visão de nós mesmos. E se pergunta, para tudo isso, novos significados, novas reflexões.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mas, como disse, esse é só o efeito inicial a fim de abrir portas a outros sentidos e universos. A metalinguagem, para mim, é o principal foco do livro. O pai de Lori é um escritor. Como a Hilda Hilst em seu primeiro período criativo (vamos dizer assim), ele escrevia sobre os temas mais profundos sem tocar no corpo grotesco, no interior dos pudores, nem mesmo quando esses intestinos tocavam a alma ou Deus. Não que não houvesse sensualidade, mas sempre as grandes palavras, as palavras eternas e sutis. Era hora de mudar. Mas porque? Porque não dava dinheiro. O editor do pai de Lori queria que ele escrevesse sacanagens, “bandalheiras”, para que fosse bem visto e bem comprado. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O pai de Lori, como a própria Hilda, defendia um tipo de literatura que era impossível tornar-se porcaria e pornografia, mesmo que a autora, em alguns momentos, reclame que assim seja considerada. Por isso, sua produção é um híbrido desconcertante que a liga a uma tradição do grotesco em que os buracos obscenos são caminhos para Deus.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Lori Lamby, como o pai e como Hilda Hilst, é também uma escritora. Não é uma prostituta. LL é, acredito, o ângulo pelo qual HH quis fotografar o problema da literatura em relação à falsa dicotomia entre corpo e alma e à verdadeira dicotomia entre o respeito ao nosso corpo/alma e a banalidade, a barbárie, a “bandalheira”. Um livro como “O caderno rosa de Lori Lamby”, por isso mesmo, não pode ser a favor da exploração sexual de crianças e adolescentes, porque o que é pedido em sua literatura é a elevação do homem de animal oco para animal espiritual.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJDcWR5ytI/AAAAAAAAAC0/ebAXCSq8G_8/s1600-h/HH_img27.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJDcWR5ytI/AAAAAAAAAC0/ebAXCSq8G_8/s400/HH_img27.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067186685041298130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);" class="MsoNormal"&gt;Compare a capa da edição italiana (acima) com o desenho de Lori Lamby feito pela própria Hilda Hilst.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJD5mR5yuI/AAAAAAAAAC8/SA76apRuCqw/s1600-h/HH_img13.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJD5mR5yuI/AAAAAAAAAC8/SA76apRuCqw/s400/HH_img13.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067187187552471778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E porque então Lori Lamby escreve em seu caderninho que gosta tão escandalosamente de sexo com homens mais velhos? Porque ela diz que adora o dinheiro que vem do sexo? Por que se a proposta do livro não é a mesma da obra de Hilda? Ora, basta ler a própria Lori. Ela, escritora que é, não escreve só: está sempre a conversar com todo o mundo a sua volta. E eis a realidade, dita por um dos supostos exploradores de Lori: todos somos nojentos, asquerosos. &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Lori reproduz fetiches baratos e vendidos de filmes pornôs (por exemplo, o “cenário de praia”), a paixão pelo dinheiro dos homens (que a faz inteligentemente ligar dinheiro e sexo), dialoga com os textos do próprio pai (que escreve o seu trabalho, que é “o caderno negro”. Ele o acha tão horroroso e depravado que o coloca em uma estante que chama de “bosta”)... Observa atentamente tudo do jogo da realidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJENWR5yvI/AAAAAAAAADE/fKpWFjyO0c8/s1600-h/HH_img23.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJENWR5yvI/AAAAAAAAADE/fKpWFjyO0c8/s320/HH_img23.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067187526854888178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Ao mesmo tempo que gostava da atenção da mídia e da repercussão de seus livros "obscenos", ssentia falta que lessem sua grande obra lírica. Lírica em sentido estrito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por deglutir o mundo dessa forma e cuspi-lo sem sistemas, sem pudores e sem nem saber direito do que falava, Lori Lamby acha a fórmula que estamos, literatos ou não, fadados a repetir: estamos descobrindo esse nosso mundo quando ele está dominado por uma profunda crise moral e só podemos fazer contra ela a partir dela própria. E, conclusão minha, elege o corpo para chegar à alma, não o contrário. A epígrafe do livro, que fiz epígrafe deste texto também, não diz coisa muito diferente.&lt;/p&gt;Mais ilustrações, fotos, informações, na mesma boa fonte de onde eu tirei &lt;a href="http://www.iel.unicamp.br/cedae/Exposicoes/Expo_HH/HH_inicio.html"&gt;esta exposição virtual&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-8243756769580838401?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/8243756769580838401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=8243756769580838401' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/8243756769580838401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/8243756769580838401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/em-defesa-do-caderno-rosa-de-lori-lamby.html' title='Em defesa do &quot;Caderno rosa de Lori Lamby&quot;'/><author><name>Ary Salgueiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RlJABGR5ynI/AAAAAAAAACE/O51LXH11yLc/s72-c/HH_img29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-5395326177073453395</id><published>2007-05-18T16:30:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T17:22:32.948-07:00</updated><title type='text'>Até a ficção esquece dos fracos e oprimidos?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Literatura e perspectivas sociais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nota de explicação&lt;/span&gt;: a pesquisa completa é extensa para os padrões deste blog e por isso ficará como link para quem quiser permear suas 38 interessantíssimas páginas. Foram pesquisados 123 romances da Record, 76 da Companhia das Letras, 59 da Rocco somando um total de 258 livros num período que compreendeu 14 anos de 1990 até 2004. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É um trabalho fartamente preenchido com dados quantitativos - tabelas, gráficos, etc. - que revelam muito mais do que simplesmente números. E não sou eu que vou estragar a surpresa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;"(...) a literatura não é neutra, não está&lt;br /&gt;'acima' de outros meios de representação, como o cinema, o jornalismo ou a&lt;br /&gt;televisão, e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não é intocável&lt;/span&gt;. Nossa posição diante do texto literário não é de&lt;br /&gt;reverência, mas de crítica."&lt;br /&gt;Regina Dalcastagnè&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Regina Dalcastagnè&lt;/span&gt; (Universidade de Brasília/CNPq)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ao interromper suas atividades e abrir um romance, o leitor busca, de alguma maneira, se conectar a outras experiências de vida. Pode querer encontrar ali alguém como ele, em situações que viverá um dia ou que espera jamais viver. Mas pode ainda querer entender o que é ser o outro, morar em terras longínquas, falar uma língua estranha, ter outro sexo, um modo diferente de enxergar o mundo. O romance, enquanto gênero, promete tudo isso a seus leitores – que podem ser leitoras, que têm cores, idades, crenças, instrução, contas bancárias,  perspectivas sociais muito diferentes entre si. Portanto, a promessa de pluralidade do romance, um sistema de “representações de linguagens”, nos termos de Bakhtin(1), envolve não só personagens e narradores(as), mas também seus(suas) leitores(as) e autores(as). Reconhecer-se em uma representação artística, ou reconhecer o outro dentro dela, faz parte de um processo de legitimação de identidades, ainda que elas sejam múltiplas. Daí o estranhamento quando determinados grupos sociais desaparecem dentro de uma expressão artística que se fundaria exatamente na pluralidade de perspectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, esta pesquisa tem início com um sentimento de desconforto diante da literatura brasileira contemporânea, desconforto causado pela constatação da ausência de dois grandes grupos em nossos romances: dos pobres e dos negros. Ao pensar na realização de um grande mapeamento da personagem do romance brasileiro atual – com obras publicadas entre 1990 e 2004 –, era atrás deles que estávamos indo, tentando entender sua ausência a partir da compreensão do que&lt;br /&gt;estava se sobrepondo a eles. De um modo geral, esse tipo de ausência costuma ser creditada à invisibilidade desses mesmos grupos na sociedade brasileira como um todo. Neste caso, os escritores estariam representando justamente essa invisibilidade ao deixar de fora das páginas de seus livros aqueles que são deixados à margem de nossa sociedade. A pergunta que surgia então era se para fazer isso não seria preciso, muito mais que excluir esses grupos de suas histórias, mostrar alguma tensão existente, provocada pelos que não parecem estar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se afirma que algo é invisível, a situação é, de algum modo, tornada objetiva. Ser invisível seria a qualidade de um objeto (uma pessoa, um grupo de pessoas). Mas talvez o reverso da invisibilidade seja justamente a dificuldade de enxergar. Passaríamos, então, da pretensa objetividade de uma situação, para o problema da subjetividade do observador. É ele, o observador (que somos cada um de nós, nossos escritores preferidos, nossos melhores narradores) que escolhe (obviamente imerso em sua própria experiência, de classe, de gênero, de vida) o que quer, o que pode (o que queremos, o que podemos) ver. Por isso mesmo, não&lt;br /&gt;nos bastaria mapear as personagens dos romances, seria preciso saber também quem eram os seus autores. Se negros e pobres apareciam pouco como personagens, como produtores literários eles são quase inexistentes. A partir dessas ausências, foram-se constatando outras, entre as personagens mesmo – das crianças, dos velhos, dos homossexuais, dos deficientes físicos e até das mulheres. Se eles estão pouco presentes no romance atual, são ainda mais reduzidas as suas chances de terem voz ali dentro. Os lugares de fala no interior da narrativa também são monopolizados pelos homens brancos, sem deficiências, adultos, heterossexuais, urbanos, de classe média...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio dos grupos marginalizados – entendidos em sentido amplo, como todos aqueles que vivenciam uma identidade coletiva que recebe valoração negativa da cultura dominante, sejam definidos por sexo, etnia, cor, orientação sexual, posição nas relações de produção, condição física ou outro critério(2) – é coberto por vozes que se sobrepõem a ele, vozes que buscam falar em nome desses grupos, mas também, embora raramente, pode ser quebrado pela produção literária de seus próprios integrantes. Mesmo no último caso, tensões significativas se estabelecem: entre a “autenticidade” do depoimento e a legitimidade (socialmente construída) da obra de arte literária, entre a voz autoral e a representatividade de grupo e até entre o elitismo próprio do campo literário e a necessidade de democratização da produção artística. O termo chave, neste conjunto de discussões, é “representação”, que sempre foi um conceito crucial dos estudos literários, mas que agora é lido com maior consciência de suas&lt;br /&gt;ressonâncias políticas e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, representação é uma palavra que participa de diferentes contextos – literatura, artes visuais, artes cênicas, mas também política e direito – e sofre um processo permanente de contaminação de sentido(3). O que se coloca hoje não é mais simplesmente o fato de que a literatura fornece determinadas representações da realidade, mas sim que essas representações não são representativas do conjunto das perspectivas sociais. O problema da representatividade, portanto, não se resume à honestidade na busca pelo olhar do outro ou ao respeito por suas&lt;br /&gt;peculiaridades. Está em questão a diversidade de percepções do mundo, que depende do acesso à voz e não é suprida pela boa vontade daqueles que monopolizam os lugares de fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, um dos sentidos de “representar” é, exatamente, falar em nome do outro. Falar por alguém é sempre um ato político, às vezes legítimo, freqüentemente autoritário – e o primeiro adjetivo não exclui necessariamente o segundo. Ao se impor um discurso, é comum que a legitimação se dê a partir da justificativa do maior esclarecimento, maior competência, e até maior eficácia social por parte daquele que fala. Ao outro, nesse caso, resta calar. Se seu modo de dizer não serve, sua experiência tampouco tem algum valor. Trata-se de um processo que está ancorado em disposições estruturais; segundo Foucault, “em toda sociedade a produção do discurso é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que têm por papel conjurar seus poderes e seus perigos, dominar seu acontecimento aleatório, esquivar sua pesada e temível materialidade” (4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controle do discurso, denunciado pelo filósofo francês, é a negação do direito de fala àqueles que não preenchem determinados requisitos sociais: uma censura social velada, que silencia os grupos dominados. De acordo com Pierre Bourdieu, “entre as censuras mais eficazes e mais bem dissimuladas situam-se aquelas que consistem em excluir certos agentes de comunicação excluindo-os dos grupos que falam ou das posições de onde se fala com autoridade” (5). O fundamental é perceber que não se trata apenas da possibilidade de falar – que é contemplada&lt;br /&gt;pelo preceito da liberdade de expressão, incorporado no ordenamento legal de todos os países ocidentais – mas da possibilidade de “falar com autoridade”, isto é, o reconhecimento social de que o discurso tem valor e, portanto, merece ser ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo se completa graças à introjeção dos constrangimentos estruturais pelos agentes sociais, que faz com que os limites impostos ao discurso não sejam excessivamente tensionados, já que cada um, via de regra, mantém-se dentro de seu espaço “autorizado”. Ainda conforme Bourdieu, “a censura alcança seu mais alto grau de perfeição e invisibilidade quando cada agente não tem mais nada a dizer além daquilo que está objetivamente autorizado a dizer: sequer precisa ser, neste caso, seu próprio censor, pois já se encontra de uma vez por todas censurado, através das formas de percepção e de expressão por ele interiorizadas, e que impõem sua forma a todas as suas expressões” (6). É assim que determinadas categorias sociais que são excluídas do universo da política – trabalhadores e mulheres, por exemplo – tendem a se julgar incapazes de ação política e, portanto, a aceitar a posição de impotência em que foram colocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O mesmo se pode dizer da expressão literária. Aqueles que estão objetivamente excluídos do universo do fazer literário, pelo domínio precário de determinadas formas de expressão, acreditam que seriam também incapazes de produzir literatura. No entanto, eles são incapazes de produzir literatura exatamente porque a definição de “literatura” exclui suas formas de expressão. Ou seja, a definição dominante de literatura circunscreve um espaço privilegiado de&lt;br /&gt;expressão, que corresponde aos modos de manifestação de alguns grupos, não de outros.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo afirma Compagnon, “todo julgamento de valor repousa num atestado de exclusão. Dizer que um texto é literário subentende sempre que outro não é” (7). Não se está sugerindo que se abra mão dos juízos de valor na discussão da literatura – embora seja possível, e necessário, entendê-los como construções sociais, não como encarnações de um Belo transcendente. No entanto, se há uma valoração sistematicamente positiva de uma forma de expressão, em detrimento de outras, o resultado é fazer da manifestação literária o privilégio de um grupo&lt;br /&gt;social (8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo literário reforça esta definição dominante de literatura, através de suas formas de consagração e de seus aparatos de leitura crítica e interpretação. Campo, segundo Pierre Bourdieu, é “uma rede ou uma configuração de relações objetivas entre posições. Estas posições são definidas objetivamente em sua existência e nas determinações que elas impõem a seus ocupantes, agentes ou instituições, por sua situação (situs) atual e potencial na estrutura da distribuição das diferentes espécies de poder (ou de capital) cuja posse determina o acesso aos&lt;br /&gt;benefícios específicos que estão em jogo no campo” (9). O conceito de Bourdieu permite entender melhor as relações que se estabelecem entre os escritores (definindo as correntes, as vanguardas e os “grandes nomes”) e entre o mundo literário e o universo social como um todo (demarcando a autonomia do campo literário e sua comunicação com o campo do poder) (10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa circunscrição de quem possui legitimidade para produzir literatura, perde-se em diversidade. Não há, no campo literário brasileiro, uma pluralidade de perspectivas sociais. De acordo com a definição de Iris Marion Young, o conceito de “perspectiva social” reflete o fato de que “pessoas posicionadas diferentemente [na sociedade] possuem experiência, história e conhecimento social diferentes, derivados desta posição” (11). Vividas de forma menos ou mais consciente, as perspectivas sociais são o reflexo, nas maneiras de ver e entender o mundo, da&lt;br /&gt;pluralidade de condições em que as pessoas se encontram neste mesmo mundo: As experiências culturais de povos ou grupos religiosos distintos, bem como de grupos reagindo a uma história de dor ou de opressão estrutural, muitas vezes oferecem interpretações refinadas de sua própria situação e de suas relações com os outros. A perspectiva pode aparecer em relatos e canções,&lt;br /&gt;em brincadeiras e jogos de palavras, bem como em formas de expressão mais afirmativas e analíticas (12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, mulheres e homens, trabalhadores e patrões, velhos e moços, negros e brancos, portadores ou não de deficiências, moradores do campo e da cidade, homossexuais e heterossexuais, umbandistas e católicos vão ver e expressar o mundo de diferentes maneiras. Mesmo que outros possam ser sensíveis a seus problemas e solidários, nunca viverão as mesmas experiências de vida e, portanto, verão o mundo social a partir de uma perspectiva diferente. Por mais solidário que seja às mulheres, um homem não vai vivenciar o temor permanente da agressão sexual, assim como um branco não tem acesso à experiência da discriminação racial ou apenas um cadeirante sente cotidianamente as barreiras físicas que dificultam ou impedem seu trânsito pelas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta preocupação com a diversidade de vozes não é um mero eco de modismos acadêmicos, mas algo com importância política. Pelo menos duas justificativas para tal importância podem ser dadas. Em primeiro lugar, a representação artística repercute no debate público, pois pode permitir um acesso à perspectiva do outro mais rico e expressivo do que aquele proporcionado pelo discurso político em sentido estrito (13). Como isso pode ser alcançado e quais seus&lt;br /&gt;desdobramentos possíveis, tanto em termos literários quanto sociais, é algo que permanece em aberto, mas essa parece ser uma das tarefas da arte, questionar seu tempo e a si mesma, nem que seja através do questionamento de nossa própria posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, como apontou Nancy Fraser, a injustiça social possui duas facetas (ainda que estreitamente ligadas), uma econômica e outra cultural. Isto significa que a luta contra a injustiça inclui tanto a reivindicação pela redistribuição da riqueza como pelo reconhecimento das múltiplas expressões culturais dos grupos subalternos (14): o reconhecimento do valor da experiência e da manifestação desta experiência por trabalhadores, mulheres, negros, índios, gays, deficientes. A literatura é um espaço privilegiado para tal manifestação, pela legitimidade social que ela ainda retém. Daí a necessidade de democratizar o fazer literário – o que, no&lt;br /&gt;caso brasileiro, inclui a universalização do acesso às ferramentas do ofício, isto é, o saber ler e escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a exclusão de determinados grupos não é algo exclusivo do campo literário. As classes populares, as mulheres, os negros possuem maiores dificuldades para acesso a todas as esferas de produção discursiva: estão sub-representados no parlamento (e na política como um todo), na mídia, no ambiente acadêmico. O que não é uma coincidência, mas um índice poderoso de sua subalternidade. Foucault já observava a centralidade do domínio do discurso nas lutas políticas travadas dentro da sociedade; segundo ele, “o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo para que, por que se luta” (15) . No entanto, da mesma forma que é possível pensar na democratização da sociedade, incluindo novas vozes e mesmo presenças na política, na mídia, nas universidades, podemos imaginar a democratização da literatura. A inclusão, no campo literário talvez ainda mais do que nos outros, é uma questão de legitimidade. Neste sentido, a própria crítica e o trabalho acadêmico não são desprovidos de relevância. Afinal, são espaços importantes de legitimação (ao lado dos próprios criadores reconhecidos), como sustenta Shusterman (16). Esta pesquisa busca participar deste movimento, abertamente político, de crítica e legitimação, reconhecendo nosso papel de agentes do campo literário brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de apresentar os dados, é importante ressaltar que os impasses da representação literária de grupos marginalizados apresentados aqui não insinuam, absolutamente, qualquer restrição do tipo quem pode falar sobre quem, nem buscam estabelecer que um determinado recorte temático é mais “correto” do que outro. Não se está aqui exigindo uma cópia fiel da realidade brasileira, com escritores consultando os dados do IBGE para escrever seus livros. Esta pesquisa&lt;br /&gt;não tem o objetivo de policiar a atividade dos autores brasileiros. Não estamos julgando autores individualmente, mas indagando um conjunto de obras. Queremos apenas mostrar e entender o que o romance brasileiro recente – aquele que passa pelo filtro das grandes editoras, atinge um público mais amplo e influencia novas gerações de escritores – está escolhendo como foco de seu interesse, o que está deixando de fora e como está representando determinados grupos sociais.&lt;br /&gt;A ausência de uma maior diversidade no conjunto de romances é, segundo tentamos demonstrar, empobrecedora. Mas isto não quer dizer que, dentro do corpus da pesquisa, não existam obras que sejam lidas com prazer, que façam refletir, que ajudem seus leitores e leitoras a compreender melhor o mundo. É possível que muitos destes livros sejam “grande literatura”, seja lá o que isso queira dizer. Nada disso elimina o fato de que o conjunto possui um foco limitado. Enfim, é necessário entender que se buscou um diagnóstico sobre o campo literário&lt;br /&gt;brasileiro atual, sem que nele esteja presente, nem mesmo de forma implícita, a intenção de condenar qualquer obra singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém esclarecer também que, por suas características, pela abordagem predominantemente quantitativa sobre seu objeto, a pesquisa não detecta ironias nem sarcasmos, não lê entrelinhas, não observa as sutis trocas de olhares entre as personagens. Porém, se o foco da representação literária está em determinados grupos sociais, fazendo com que os outros desapareçam (ou quase), então quem está trocando os olhares? Sobre quem existem entrelinhas a serem decifradas? A pesquisa que aqui se apresenta não pretende esgotar as leituras válidas e&lt;br /&gt;enriquecedoras que se podem fazer da literatura em geral ou do romance brasileiro contemporâneo em particular, que são múltiplas. Mas o quadro geral que dela emerge é, em si, significativo e não pode ser ignorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, encerrando a relação de mal-entendidos a serem evitados, a pesquisa não comunga de nenhuma noção ingênua da mimese literária – que a literatura deve servir como “espelho da realidade”, deve ser o retrato fiel do mundo circundante ou algo semelhante. O problema que se aponta não é o de uma imitação imperfeita do mundo, mas a invisibilização de grupos sociais inteiros e o silenciamento de inúmeras perspectivas sociais. A literatura é um artefato humano&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;e, como todos os outros, participa de jogos de força dentro da sociedade. Essa invisibilização e esse silenciamento são politicamente relevantes, além de serem uma indicação do caráter excludente de nossa sociedade (e, dentro dela, de nosso campo literário).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De resto, fica nossa constatação de que a literatura não é neutra, não está “acima” de outros meios de representação, como o cinema, o jornalismo ou a televisão, e não é intocável. Nossa posição diante do texto literário não é de reverência, mas de crítica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Bakhtin, Questões de literatura e de estética, p. 205.&lt;br /&gt;2 Para uma discussão do conceito, ver Williams, Voice, trust, and memory.&lt;br /&gt;3 Ver Pitkin, The concept of representation.&lt;br /&gt;4 Foucault, L’ordre du discours, p. 10. Aqui, como no restante do texto, a tradução da citação em língua&lt;br /&gt;estrangeira é de minha autoria.&lt;br /&gt;5 Bourdieu, La distinction, p. 133.&lt;br /&gt;6 Id., ibid.&lt;br /&gt;7 Compagnon, O demônio da teoria, pp. 33-4.&lt;br /&gt;8 É curioso observar que sempre que se fala em democratização da literatura o que está em jogo é sua recepção, com propostas para o aumento do número de leitores em diferentes classes sociais, e nunca sua produção – como se a finalidade última da literatura, especialmente entre as classes populares, fosse o seu simples consumo.&lt;br /&gt;9 Bourdieu, Réponses, pp. 72-3.&lt;br /&gt;10 Bourdieu faz uma detida análise da gênese do campo literário francês em As regras da arte.&lt;br /&gt;11 Young, Inclusion and democracy, p. 136.&lt;br /&gt;12 Id., p. 137.&lt;br /&gt;13 Ver Goodin, “Democratic deliberation within”, p. 106.&lt;br /&gt;14 Fraser, Justice interruptus, cap. 1.&lt;br /&gt;15 Foucault, L’ordre du discours, p. 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA A PESQUISA COMPLETA, &lt;a href="http://www.cronopios.com.br/anexos/regina_dalcastagne.swf"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-5395326177073453395?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/5395326177073453395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=5395326177073453395' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/5395326177073453395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/5395326177073453395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/at-fico-esquece-dos-fracos-e-oprimidos.html' title='Até a ficção esquece dos fracos e oprimidos?'/><author><name>Alan Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05257644097394068561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3377461091538251129</id><published>2007-05-15T08:04:00.000-07:00</published><updated>2007-05-15T08:11:51.839-07:00</updated><title type='text'>Roda de Leitura Virtual</title><content type='html'>O Por Mais Leitura lançou essa semana um novo espaço para difundir a leitura: a &lt;a href="http://rodavirtual.blogspot.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Roda Virtual&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Trata-se na verdade de uma reforma no antigo blog ''PML-Textos'', que originalmente funcionava apenas como um registro dos textos lidos nas Rodas de Leitura que organizamos lá no Dragão do Mar. Esses textos continuam lá, mas estamos aceitando agora também textos enviados por qualquer pessoa, de qualquer lugar, que tenha interesse de colaborar com o site. Para isso, a única exigência é que você tenha comentado em pelo menos um texto que já esteja do site, afinal o que queremos formar efetivamente é uma &lt;strong&gt;Roda&lt;/strong&gt; De Leitura &lt;strong&gt;Virtual&lt;/strong&gt;, evitando um simples acúmulo de textos. Queremos dinâmica, que os autores se leiam e sejam lidos pelos outros, como acontece nas rodas ''reais''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, se você se interessou, comece visitando nosso&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://rodavirtual.blogspot.com"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;blog&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, comente em algum dos posts, e mande um e-mail com seu texto para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="mailto:rodavirtual@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;rodavirtual@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos aguardando a sua contribuição!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3377461091538251129?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3377461091538251129/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3377461091538251129' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3377461091538251129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3377461091538251129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/roda-de-leitura-virtual.html' title='Roda de Leitura Virtual'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3053132330630094644</id><published>2007-05-04T19:18:00.000-07:00</published><updated>2007-05-04T19:32:44.940-07:00</updated><title type='text'>JEAN BAUDRILLARD, a simulação desencantada</title><content type='html'>&lt;p&gt;POR JOSÉ ALOISE BAHIA* &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Antes de iniciar a leitura, quero compartilhar alguns detalhes com os leitores da revista Verbo 21. Primeiro, e de maneira proposital, trata-se de um texto teórico e longo, que será publicado em 3 partes. Com várias citações bibliográficas, sem as quais seria difícil construir aquilo que chamo de “Uma Breve introdução à Economia Política do Signo em Jean Baudrillard”. Mas, com paciência e determinação, acredito, alguns chegarão ao final. Ou, mandem logo para a impressora, pois ainda existem pessoas que gostam de papel. Para amaciar o tempo e levá-los adiante, eu pego carona nas palavras de Hygina Moreira Bruzzi, uma das maiores estudiosas no Brasil da filosofia, sociologia, poesia, fotografia, virtualidade e a “pós-modernidade” em Baudrillard: “A letra não mata o espírito. A letra dá à luz o prazer da leitura”. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Segundo, além de homenagear o pensador que inspirou o filme Matrix - mesmo ele não concordando com a idéia -, a proposta é ir um pouco além e resgatar parte das idéias de um ser-humano (gosto mais dessa palavra que expressa um traço de união) que tematizou de modo radical a questão do simulacro na sociedade atual. Os parágrafos a seguir, com várias modificações, estão presentes num dos capítulos teóricos de um livro que estou trabalhando já algum tempo sobre um programa da TV brasileira, o Linha Direta, da Rede Globo de Televisão. E, por último, despertar a reflexão, convidar as pessoas para conhecer o universo e o legado de um autor que escreveu mais de 50 livros, que foi contestado e massacrado dentro da própria roda acadêmica e mídia, e demonstrou uma impressionante capacidade em diagnosticar o panorama da sociedade contemporânea, com seu “melancólico” aparato tecnoestrutural, que “estimula” os menos avisados à condição do delírio, à desinformação, à deformação, à satisfação e o padrão consumista, o vazio e à simulação desencantada. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Jean Baudrillard nasceu em 20 de julho de 1929 em Reims, França, numa família de trabalhadores rurais. Faleceu agora em março de 2007 com 77 anos. Começou a lecionar em 1966 na Universidade de Paris X-Nanterre, onde, juntamente com Henri Lefebvre, completou sua tese de sociologia. Em 1968, publica o livro “O sistema dos Objetos”, influenciado por outro - “Sistema da Moda”, de Roland Barthes. Em 1969, já inserido no grupo de Barthes (Ecole des Hautes Etudes) escreve um importante artigo também sobre a questão dos objetos e a função do signo na revista “Communications”. Seguem-se outros livros: “A Sociedade de Consumo” (1970), “For a Political Economy of the Sign” (1972), “O Espelho da Produção” (1973) e “Seduction” (1979). Rompe com o marxismo já no começo da década de 1970, tornando-se no meio acadêmico, intelectual e político um “ideológico inclassificável”, principalmente depois de publicar “A Transparência do Mal: ensaios sobre os fenômenos extremos”. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Após a metade da década 1980, coincidentemente em seguida a morte de Barthes, assume uma postura bem mais independente em suas análises, não se ligando a grupos ou qualquer corrente de pensamento. Vira um livre-pensador e o “iconoclasta do sistema”. Ao voltar dos Estados Unidos, na França escreve “América” (1986) – que deu origem ao excelente documentário adaptado, com texto e direção de João Moreira Sales e Nelson Brissac Peixoto, realizado em 1989 pela extinta TV Manchete – livro no qual afirma ser os Estados Unidos a realização da utopia da modernidade, e o restante do mundo a versão dublada com legenda no reino das imagens. Isso faz lembrar outro estudo interessante. De autoria de outro francês. Observador atento, Alex de Tocqueville, há quase dois séculos, realizou uma viagem semelhante e escreveu um dos melhores livros de ciência política, adotado em quase todas as universidades do mundo: “A Democracia na América (1835/40)”, ao analisar a sociedade americana, após a guerra da independência em 1776.&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Jean Baudrillard e o seu estilo provocante e desafiador, postura profética e apocalíptica, seja em conferências e/ou entrevistas - várias aqui no Brasil - chegou ao auge com as afirmações de que a Guerra do Golfo (1991) não aconteceu. Argumentou que as transmissões televisivas do evento não eram o seu atestado de verdade, credibilidade e com a manipulação das imagens não se podia saber qual dos lados foi vitorioso. Segundo Baudrillard, essa guerra foi um “acontecimento fantoche”. De outra maneira, podemos imaginar que essa guerra foi uma “guerra pós-moderna”. Destituída de “razão”, “vazia” e “simulacral”. Pois a “pós-modernidade” é o tempo/espaço líquido - termo usado por Zygmunt Bauman - caracterizada pelo desaparecimento das grandes narrativas, das ideologias, plugada/ligada pelo excesso e a rapidez das informações, pela estrutura corporal da “carne sem ossos” na confusão entre o real e o imaginário, e a falta de “limites” instrumentais da razão da modernidade, ou seja, a razão da modernidade e a razão contemporânea não dão conta de interpretar as referências e transparências, o mundo dos acontecimentos e as várias manifestações da(s) contemporaneidade(s). Pois vivemos num mundo plural, híbrido, contaminado, fragmentado em constante rotação e (des)rotação. Em fluxo filtrado, contínuo e descontínuo, confuso e aparente. Fugaz. Nos dizeres de Omar Calabrese, habitamos uma “Idade Neobarroca”, na qual tudo é clássico e barroco, moderno e romântico ao mesmo tempo. Confluímos para um mix/mistura do humano e o tecnológico, operacional e pragmático. O reino da ilusão e da desilusão. O reino da morte da própria realidade. Detalhe: Baudrillard sempre recusou o título “pós-moderno”. Vamos dizer que desejasse ser conhecido como um “contemporâneo”. Outro detalhe, que não posso esquecer de mencionar: no final do texto tem uma lista com os principais livros do pensador, publicados por várias editoras no Brasil e Portugal. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sociedade do Espetáculo -&lt;/span&gt; Jean Baudrillard é considerado por muitos o “sociólogo das maiorias silenciosas” e o “filósofo da catástrofe e extinção do real e do social”, por conseguinte um pensador que trabalhou em torno da crítica da “pós-modernidade”, envolvendo toda uma reflexão sobre a tecnologia e suas implicações. Desta maneira, Baudrillard estabelece um novo foco: a reprodução. Em contraste com o paradigma modernista de criação e produção, confirmando o estado de espanto da sociedade contemporânea e a máxima de que não mais existe uma forma crível e aceitável de explicação das coisas em uma era da racionalidade proposital. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;O seu objeto de estudo se compõe da análise da sociedade contemporânea enquanto sociedade de consumo, produtora de mitos e estruturas excludentes. A base do pensamento de Jean Baudrillard é construída sob um exame complexo e objetivo dos tempos atuais, em que o ser humano se afasta cada vez mais do mundo real e natural, e se concentra no mundo das imagens da televisão e dos meios de comunicação de massa.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;De formação marxista, Baudrillard faz uma reavaliação crítica de alguns postulados escritos por Karl Marx no século 19. Nesta revisão e atualização do pensamento proposto pelo pensador alemão, o autor destaca que o mundo atual é construído a partir de uma nova cultura de massa, na qual as tecnologias da reprodução pautadas nos signos e nas imagens são os elementos ativos de todo o processo. No final da década de 1960, não podemos esquecer também as influências das idéias do também pensador francês, o situacionista Guy Debord, a partir do livro “A Sociedade do Espetáculo”, publicado em 1967, ao apontar que a forma assumida pelas mercadorias, e que substituiria todas as outras no processo de dominação ideológica, seriam as imagens. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;É neste novo contexto, o mundo regido pela imagem e o incessante consumo delas, que se impõe a Baudrillard uma série de reflexões, revisões e atualização no pensamento proposto por Marx. Baudrillard principia da máxima do pensador germânico de que o econômico (infra-estrutura) é que determina todos os outros elementos sociais (superestrutura). O modo de produção é a base de todo o sistema. Onde o valor de uso das mercadorias é diretamente proporcional à utilidade e satisfação das necessidades dos indivíduos. O valor de uso constitui o “suporte material” do valor de troca. O valor de troca, subordinado ao valor de uso, estaria relacionado ao mercado, ou seja, a sua “forma de mercadoria”, por extensão é por assim dizer o seu “preço” enquanto mercadoria no mercado, em relação às outras mercadorias existentes, as quais também tiveram trabalho humano socialmente necessário para consumá-las.&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;A reavaliação crítica de Baudrillard parte do valor de uso para a criação de outros tipos de valores. Já não bastam os valores de uso e troca para mensurar os objetos (as mercadorias) em relação à nova realidade contemporânea. Existe algo, além disso, pois o objeto também tem o valor de símbolo, logo o objeto também possui valor de signo, pleno de sentido e significado. O mundo das trocas agora não somente acontece a partir de “permutas” meramente econômicas de mercadorias e manufaturas, mas também, e quase na sua totalidade, num “novo mundo” de trocas simbólicas, dominado por signos, imagens e representações. Cabe aqui ressaltar que, a partir das reflexões da semiologia e da semiótica, as imagens estão sempre em lugar das coisas e não nas coisas: esse detalhe caracteriza e reforça o seu caráter simbólico. Neste “novo mundo”, os meios de comunicação de massa, principalmente a televisão, são os elementos que fazem esta mediação e trocas de signos e símbolos. De maneira apocalíptica, a resistência, como aponta Baudrillard, parece estar somente num “ato de recusa” em participar deste sistema do mundo contemporâneo.&lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quatro Lógicas Distintas -&lt;/span&gt; Para avançar a reflexão é pertinente observar a distinção feita por Baudrillard em relação aos objetos, sob o enfoque de quatro lógicas distintas: 1) A lógica das operações práticas e necessidades individuais (valor de uso); 2) A lógica do mercado (valor de troca); 3) A lógica das trocas simbólicas acontecidas no dia-a-dia (valor de símbolo) e 4) A lógica da representação, diferenciação e status (valor de signo). Um outro aspecto que deve ser ressaltado é esta palavra “status”, que é derivada do latim “statutum”, e se refere a “estatuto”, “sustentação”, “ficar de pé”, ou estar numa situação diante dos olhos do mundo e dos outros; num sentido mais amplo, o “statutum” seria uma espécie de “documento” que organiza os princípios de uma sociedade. Por extensão, “status” é considerado também um tipo de posição diferenciada e favorável numa determinada sociedade; uma consideração, um renome, um prestígio, uma posição que representa a maneira como nos sentimos em relação às outras pessoas, os quais também não deixam de significar como os outros se sentem em relação a nós. Logo, o “status social”, refere-se a um tipo de prestígio publicamente atribuído a posições e trabalhos específicos dentro da sociedade. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Na sociologia de Max Weber, determinados grupos sociais, seus estilos e padrões de vidas diferenciados pressupõem também um sistema de valores, crenças e consumos diferenciados. Todavia, na contemporaneidade, o que realmente importa é o “status social” relacionado ao prestígio atribuído à posição social. É algo semelhante à mesma matriz romana para “Estado”, para definir uma espécie de posição relativa de alguém na sociedade. Eis um elemento singular no novo conjunto de ideologias que diferencia e iguala ao mesmo tempo. Diferencia, pois existem poucos que detêm muito (por exemplo, os capitalistas, que vivem uma situação financeira favorável e controla a riqueza circulante), e iguala, porque também todos querem e procuram este status, o qual pode ou não ser pré-fabricado pelas ideologias dominantes (para contagiar os vários públicos-alvos, ávidos de consumo), partindo do pressuposto psicológico que todo ser humano também é movido pelo desejo e a procura de prestígio, status e diferenciação em relação aos demais. Não podemos esquecer que, no mundo atual, muitos trabalham de maneira ávida, não somente pelo dinheiro em si, a manutenção de suas famílias, etc., mas e principalmente por uma incontrolável vontade de ter status, ser conhecido, reconhecido, famoso, visível, consumado, ser lembrado como “imagem” de sucesso. Este é o reino da imagem em sua forma plena: a sua ostentação e o seu valor de status e prestígio. Adam Smith já preconizava que o prazer proporcionado pela riqueza reside em exibi-la aos outros. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;De acordo com as teorias propostas por Baudrillard, as quatro lógicas apresentadas anteriormente equivaleriam às questões da utilidade, do mercado, do presente e do status. Reitero que, no livro “For a Critique of the Political Economy of the Sign”, ele enumera estas lógicas como: primeiro, o objeto torna-se um instrumento; na segunda, um bem; na terceira, um símbolo; e na quarta, um signo. Sendo as mercadorias (objetos) tudo ao mesmo tempo, ou seja, contêm em si todas as quatro lógicas apresentadas (aqui coexistem as influências de Saussure e os estruturalistas – Jakobson, Althusser, Benveniste e até Bourdieu, etc.). Renovo que além do objeto possuir um valor de uso, a base de todos os outros valores, valor de troca e valor de símbolo, ele possui também uma capacidade de representação e significar status (valor de signo). &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Em outras palavras, estes objetos são produzidos não somente para saciar uma necessidade humana (o início de tudo), muito mais: para diferenciar e significar um status, prestígio, um estilo de vida, uma ideologia, incorporando-se aí as suas funções psicológicas (o reino das escolhas do indivíduo) e culturais (o reino da sociedade). Neste estágio, as marcas, imagens e grifes valem mais que as próprias mercadorias. Transformam-se em novos signos, sendo este o novo fator de diferenciação, status e valorização que distingue todo o sistema de trocas econômicas. Em termos ideológicos, o discurso assume também outros rumos. Para Baudrillard esta nova sociedade consumista é também a sociedade do discurso da denúncia do próprio consumo. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um Novo Código -&lt;/span&gt; Baudrillard aponta também que esta nova sociedade possui um novo código. Código entendido a partir do livro “Informação, Linguagem, Comunicação” de Décio Pignatari, como a própria língua, ou um novo sistema de símbolos que convencionada, representa e transmite uma mensagem entre uma fonte (emissor) e um destino (receptor). Os novos meios de comunicação, dentro desta nova sociedade, estabelecem “ligação direta” consigo mesmo, e põem em funcionamento um novo sistema de símbolos, o elemento vital que perfaz uma nova economia política, pautada na troca de valores simbólicos e distribuição, que são atualizadas de forma permanente pelos seus vários discursos, sujeitos a algumas interrogações. Entretanto, fechados, pela sua precisão, busca de perfeição e a reivindicação de um “efeito de realidade” advinda das imagens produzidas, perfazendo um cerco bem fortalecido, um bunker, alheio e “inimigo direto” de toda e qualquer crítica. Desta maneira, são os símbolos formados e criados, principalmente pelas imagens, que põem em funcionamento um novo valor de troca entre as pessoas em seus diálogos diários. Eis o princípio de uma novíssima construção social da realidade consubstanciada pela troca mediática, e não somente pelo mundo da vida real e natural. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Pois bem, vamos dizer também que esta nova sociedade possui uma nova linguagem, a partir deste novo código. E este novo código é híbrido. Podemos chamá-lo de código com informações e natureza digital-analógico. Somatória de termos e quantidades do digital: constituída por dígitos, unidades que se manifestam separadamente, como o alfabeto, sistema numérico, notas musicais, etc., como observa e destaca Pignatari, “Todo tipo de cálculo que implique em contagem é digital”, mais as mensagens do tipo analógico: os gráficos, as régua de cálculos, matrizes, etc. A amálgama e absorção das características do sistema analógico pelo digital, conduzindo a criação de computadores e sistemas híbridos mais potentes e modernos, aumentaram a velocidade da informação, permitindo uma visão “mais elaborada” em seu conjunto. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Nesta fusão dos sistemas de códigos, sabemos que o analógico está mais próximo do mundo físico que do mundo mental. O sistema analógico contém em si (de forma implícita) a idéia de modelos, de mediação, mensuração, imitação e sistemas combinatórios, aproximando-se do simulacro, algo criado e controlável, repartidos em unidades do sistema digital. Para Baudrillard este novo código está relacionado com o código binário do DNA, a tecnologia da informática, as imagens bidimensionais e digitais da televisão, a telefonia moderna (em suas várias bandas e a internet) e as inovações e gravações do áudio. Em suma, este novo código é a tecnologia da informação. Nesta fase, o código supera a era do signo lingüístico. Pois, a sua reprodução é de outra ordem, não diretamente do signo enquanto representação, e sim do novo código mediático, que já é a cópia da cópia, apagando aí todos os aspectos do original (a realidade). &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Exemplos deste estágio são a realidade virtual, o holograma e as comunicações globais que utilizam as fibras óticas. Aqui, a infração ao código é a própria simulação. É o estágio além da fronteira da realidade, e, sua conseqüência é o total desaparecimento do real. A origem das coisas não parte de sua gênese (a própria realidade natural), mas sim através de combinações, fórmulas, gráficos, sinais codificados e matrizes de números, apagando o limite dos seus opostos e antônimos. Baudrillard observa que vivemos nesta era do novo código, a qual traz as suas conseqüências nefastas nas mudanças rápidas em suas formas simbólicas e materiais, amparadas cada vez num mundo dominado e manipulado pelo exagero das imagens apresentadas pelas agendas e ilhas de edições da mídia. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Transestética -&lt;/span&gt; Após os anos de 1980, Baudrillard assume uma concepção mais radical, a partir das conseqüências da difusão do novo código nas sociedades modernas contemporâneas. Neste momento e situação, relembramos que, o código para Baudrillard já está relacionado a todo o sistema bidimensional da computadorização e digitalização existente nos establishments dos países mais desenvolvidos, o qual permite uma perfeita reprodução do objeto ou situação acontecida. Desta maneira acontece o que ele chama de “infração do código”, viabilizando ultrapassar as barreiras do real: eis o princípio da hiper-realidade. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Baudrillard sustenta que a contínua produção das mercadorias sociais, mais precisamente produção de imagens sociais ou signos (as novas mercadorias), produz e reproduz uma economia política não mais e somente de mercadorias (manufaturas), e sim uma economia política do signo, sendo ele o elemento que operacionaliza todas as trocas sociais. Logo, todo o processo de produção, distribuição e manipulação dos signos produzidos em geral, como automóveis, imagens das pessoas, presidentes, artistas, marcas, etc., instiga a formação de um novo tipo de opinião pública. Nesta nova etapa da Indústria Cultural, toda ela operacionalizada pelo significante, não existe mais barreiras referenciais em relação ao signo. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Segundo Baudrillard, no livro Tela Total: mitos-ironias da era do virtual e da imagem, “O significado e o referente foram abolidos para o único proveito do jogo de significantes, de uma formalização generalizada na qual o código já não se refere a nenhuma ‘realidade’ subjetiva ou objetiva, mas à sua própria lógica”. Ocorrendo uma espécie de substituição, dissolução e indistinção do que seja o Verdadeiro e o Falso: a tecnologia dos meios de comunicação de massa não consegue mais reproduzir uma realidade pré-existente, ao contrário, produz o real. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;A contemporaneidade é um produto das inter-relações de todas as mídias: a televisão, o vídeo, o cinema, o DVD, a música, a telefonia, o rádio, os jornais e revistas impressas, a fotografia, a internet, o plasma, etc. A produção de sentidos já não passa pelo olhar humano, a própria câmera de televisão incumbe por si só de fazer o olhar. Parecendo que todos os acontecimentos do mundo são dirigidos a elas. Cabendo então a elas (as câmeras de TVs) sua função primordial: produzir as imagens, o espetáculo por inteiro, ocasionando uma inversão de valores, uma mistura sem igual no reino da representação. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Baudrillard apresenta-nos um argumento convincente do seu efeito, em A Ilusão Vital: “Substituímos a transmutação dos valores por sua comutação, sua transfiguração recíproca por sua indiferença mútua e sua confusão. No fundo, sua transdesvalorização. A conjuntura contemporânea de reabilitação de todos os valores e de sua comutação indiferente é a pior de todas. Até mesmo a distinção do útil e do inútil não pode mais ser colocada, devido ao excesso de funcionalidade que leva à sua contaminação – é o fim do valor de uso. O verdadeiro se dilui frente ao mais verdadeiro – é o reinado da simulação. O falso é absorvido pelo demasiado falso para ser falso – é o fim da ilusão estética. E a perda do mal é ainda mais dolorosa que a do bem, a do falso mais dolorosa ainda que a do verdadeiro”. Seria uma situação transestética, de implosão, na qual a arte perde o seu poder como fenômeno próprio, seu poder de reação, suas normas e juízos de valores. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;Neste contexto, a reabilitação do valor esbarra na sua própria estratégia fatal, pois ele vai além de si mesmo. Coexistindo um só caminho, como aponta Baudrillard, no mesmo livro citado anteriormente: “Só podemos opor ao destino do valor o destino da forma. Todas as formas se degradaram sucessivamente em valores, tal como as diversas formas de energia se degradam sucessivamente em calor. Degradação na estética como valor, na moral como valor, na ideologia como valor. Mas os próprios valores se degradam, terminando por se confundirem no seio de um universo fractal, aleatório e estatístico, na indiferença e na equivalência, segundo uma aceleração perpétua semelhante ao movimento browniano das moléculas. Perdemos assim o valor de uso; depois o bom e velho valor de troca volatilizado pela especulação, e estamos a caminho de perder até mesmo o valor-signo em proveito de uma sinalética indefinida, perder até mesmo toda uma lógica diferencial do signo para uma circulação logicial indiferenciada. Mesmo o signo não é mais o que era. Entropia física, entropia metafísica: todo valor é colocado sob o signo da entropia, como toda diferença sob o signo da indiferença”. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;O novo código, que já opera por todo o mundo, inclusive nos países menos desenvolvidos, é o fator contaminante da forma. O seu desdobramento: “À Hipótese desencantada do valor, opõe-se então a hipótese encantada da forma. Pois se todos os valores parecem em vias de desaparição devido a um processo irresistível, as formas, pelo menos em sonho, parecem indestrutíveis. E a armadilha está em querer salvar os valores a qualquer preço, quando a perda fundamental seria a das formas”. &lt;/p&gt;       &lt;p&gt; &lt;/p&gt;       &lt;p&gt;&lt;span class="mat_titin"&gt;*&lt;/span&gt; José Aloise Bahia (Belo Horizonte/MG). Jornalista, pesquisador e escritor. Autor de Pavios Curtos (anomelivros, 2004). Participa da antologia O Achamento de Portugal (anomelivros, 2005). Tem dois livros no prelo. &lt;a href="mailto:josealoise@terra.com.br"&gt;josealoise@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3053132330630094644?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3053132330630094644/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3053132330630094644' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3053132330630094644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3053132330630094644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/jean-baudrillard-simulao-desencantada.html' title='JEAN BAUDRILLARD, a simulação desencantada'/><author><name>Alan Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05257644097394068561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-7793740316859330406</id><published>2007-05-01T19:56:00.000-07:00</published><updated>2007-05-01T20:03:20.284-07:00</updated><title type='text'>HILDA HILST: "Em 50 anos serei considerada genial"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Às vésperas dos 70 anos, escritora diz que a maturidade dá a certeza que não compreendemos nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Nascida em Jaú, em 1930, Hilda Hilst estreou em 1950, com o volume de poemas “Presságio”. Desde então publicou mais de 30 livros de poesia, narrativa e teatro. Hoje a escritora de “Tu não te moves de ti” garante que parou de escrever por ter esgotado em sua obra a necessidade “imperiosa” de se expressar que, segundo ela, levou à literatura. A poeta, que respondeu às perguntas por escrito, discorre sobre vários temas numa linguagem repleta de reticências _ e por isso completamente próxima à sua obra. As respostas de Hilda Hilst são quase fábulas, falas um tanto comovidas com a existência. “Não sei se a minha vida daria boa poesia”, duvida ela, para quem a poesia, desde Shakespeare, jamais mudou nada no mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Hilda, você escreve para responder perguntas que às vezes não têm respostas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBlockText" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Na maior parte da vezes sim. No meu texto Qadós, por exemplo, isso se re­vela mais insistentemente. O personagem, desde criança, já perturbava os pais por ser acentuada­mente perguntante e recebia os apelidos de Qadós-pergunta-coisa, Qa­dós-disseca-tripa. Depois, já adulto, continuou se perguntando:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;“(Qadós)... quando comecei a perguntar de manhãzinha:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O que me dizes do administrador do Cosmos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;E o administrador sabe de que maneira deve ser administrado para che­gar com sabedoria e perplexidade ao seu último estágio?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;E se ele, o administrado sabe disso, que importância tem o admi­nistra­dor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Fui indo aos solavancos muitas horas e terminei com esta jóia: o meu ser pergunta é um estado imutável?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Mas escrevo principalmente pela necessidade imperiosa de me expressar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;2.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Vale a pena escrever poesia? Não seria melhor transformar a vida em poesia do que fazer poesia com a vida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Não sei o que você quer dizer com “valer a pena”. Quer dizer fama, prestígio, di­nheiro? Palavras simples podem significar coisas complexas. Heidegger escre­veu um verdadeiro tratado sobre “O que é uma coisa?”. Poesia é a necessidade de se expressar. Não sei se a minha vida daria boa poesia. Sei que antes de tudo, importa poder se ex­pressar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;3.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A poesia é capaz de transformar o mundo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Não acho que seja. Mesmo um grande poeta não pode transformar o mundo. Shakespeare era deslumbrante mas não transformou o mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;4.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Hoje em dia é possível surgir um poeta que tenha a voz do povo ou a poesia nes­tes tempos pós-modernos é apenas dos poetas so­litários?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- No Brasil, a voz do povo é o futebol, a música, a dança. Se “voz do povo é voz de Deus” talvez Deus goste muito de dançar. Sei muito pouco sobre Deus. Talvez ele passe horas falando ao telefone e por isso tudo está como está. Mas, mesmo solitário, o poeta pode ter várias vozes. Os grandes poetas são sempre solitários e falam muito so­bre a ausência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;5.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Octávio Paz diz que “a história da poesia moderna é a do contí­nuo dilaceramento do poeta, dividido entre a moderna&lt;/strong&gt; concepção do mundo e a presença às vezes intolerável da inspiração.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- A inspiração existe, embora João Cabral não acredite. Ela vem subitamente e pode dar até febre física. É magnífico receber algumas vezes a inspiração. É um dom divino com o qual somos agraciados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;6.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ainda hoje nascem poetas simbolistas e saudosistas, sonetei­ros e bordadeiras. Se pelo menos fossem repentistas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Se você se refere a “bordadeiras” como aquelas mulheres que durante a revolu­ção francesa assistiam aos julgamentos bordando meias e eram deno­minadas de tricoteuses, isso é terrível, pode ser medonho. Acho que sem­pre é bom quando nasce um bom po­eta, seja repentista ou não. Mas é ne­cessário tentar inovar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;7.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Poeta é aquele que sobrevoa o abismo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Sim. Sobrevoei muitos mas, nunca tive coragem de me lançar sobre eles. Sem­pre tive uma boa dose de auto-preservação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;8.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Há algum sentido, se é que há algum sentido, nas palavras e fra­ses do poema?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Aquele que se expressa, sempre tenta fazer algum sentido. Não um sen­tido convencional, muito menos na poesia. Ele não fala sobre o nada e para nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;9.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O ritmo é o núcleo da poesia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoBlockText" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Não só. É um conjunto. O ritmo, a forma, o fundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;10. &lt;/span&gt;Valéry comparou a poesia com a dança e a prosa com a mar­cha...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Minha prosa não é uma marcha, é sempre uma prosa poética. Não acredito nessa di­ferença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;11. &lt;/span&gt;A palavra poética é a revelação da própria imagem? Um po­ema só tem sentido a partir de suas imagens?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Um poema não tem sentido apenas a partir de imagens, mesmo as ima­gens tendo grande importância. Nos meus versos “Como se te perdesse assim te quero. / Como se não te visse (favas douradas / Sob um amarelo) assim te apreendo brusco / Inamoví­vel, e te respiro inteiro / Um arco-íris de ar em águas profundas.” existem lindas ima­gens mas, não apenas isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;12. &lt;/span&gt;Falemos da crítica. Os críticos mandarins ignoram a sua po­esia ou a tra­tam como se você fosse uma poeta apenas erótica. Alguns a classificam como uma poeta por­nográ­fica...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Os críticos mandarins que leram minha poesia não a ignoram e sabem que não posso ser classificada de poeta erótica. Anatol Rosenfeld, Jorge de Sena, Antônio Hou­aiss falaram muito bem sobre meu trabalho. Dos meus 22 livros de poemas, apenas um, “As Bufólicas” pode ser considerado pornográfico mas, eu sei que ele tem principal­mente humor. E dos meus 11 de prosa, apenas 3 podem ser conside­rados pornográficos, mesmo não o sendo exclusivamente. Wilson Martins usou er­roneamente a palavra “bordelesca” ao se referir ao meu livro “Do Desejo” mas ele não o deve ter lido. Po­rém, estou em boa companhia. Du Boccage também sofreu esse tipo de confusão, mesmo tendo, na quase totalidade, uma obra lírica, infelizmente desconhecida pela grande maioria. D. H. Lawrence comentou muito bem o que é pornografia, em 1925 no livro “Pornografia e Obscenidade”. Não sei por que ainda fazem tanta confusão hoje &lt;st1:personname st="on" productid="em dia. Nos"&gt;em dia. Nos&lt;/st1:personname&gt; jornais, adoram colocar tí­tu­los chamativos. A “Folha de São Paulo”, na rese­nha do meu livro “Estar Sendo-Ter Sido”, usou o título “Uma Jeremi­ada Pornográfica”, deixando claro que não entenderam do que se tratava. No jornal francês “Liberation”, Eric Loret fez um comen­tário brilhante sobre “A Obscena Senhora D”, comparando-me a Ba­taille. Alguém, na redação, colocou o título “La co­chonne Hilsterique”. Acho que nem na França me entenderam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;13. &lt;/span&gt;Nietzsche diz que “é por nossas virtudes que somos bem puni­dos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Não concordo inteiramente. Acho que quase ninguém &lt;st1:personname st="on" productid="lê Nietzsche"&gt;lê Nietzsche&lt;/st1:personname&gt;, que foi uma pessoa deslumbrante. Um dia ele se comoveu tanto vendo um ca­valo sendo açoi­tado que começou a chorar, abraçou e agarrou a cabeça do cavalo, caiu no chão e acabou sendo levado para o hospício.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;14. &lt;/span&gt;A leitura crítica deveria ser uma interpretação da beleza como um objeto de saber...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Você conhece a beleza? A idéia da beleza é muito difícil. Você pode ter a ilusão da beleza que você já viu um dia mas, não sabe onde. Alguns místicos contempla­ram a beleza em Deus, durante os seus êxtases. Santa Angela de Foligno, que vi­veu no século XIII, disse ter visto a beleza de Deus numa visão. Mas, acrescen­tou que “Ali não havia nem sombra de amor”. Isso me deixou tão impressionada que comprei sua biografia. Tal­vez nós todos, um dia, tenhamos visto o rosto de Deus e por isso evocamos a beleza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;15. &lt;/span&gt;Você parou de escrever por causa da crítica, ou das editoras que não di­vulgam os poetas, ou ainda porque os leitores estão surdos para a poesia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Parei de escrever quando senti que tinha dito tudo o que eu sabia e da melhor forma que fui capaz. Fiz o esforço maior que pude para me ex­pressar. Não adianta mais dar explicações nem entrevis­tas. Se não entenderam, eu não sei dizer de outra forma. Se me vi­esse al­guma coisa com a força que me vinha, voltaria a escrever, seja prosa ou po­esia. Mas, não tem mais vindo. À medida que vamos envelhecendo, descobrimos que não compreendemos nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;16. &lt;/span&gt;Gide diz que “todas as coisas já estão ditas mas, como nin­guém escuta, é pre­ciso re­começar sempre”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Blake, Bataille, Rimbaud, Baudelaire, Beckett, Henry Miller, tan­tas outras pessoas deslumbrantes já dis­se­ram. Eu sinto que já disse tudo o que devia. Acho que os novos artistas, os novos talen­tos, devem recomeçar sem­pre sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;17. &lt;/span&gt;Ler poemas em voz alta irrita os deuses aposentados...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Se são deuses, nunca são aposentados. É preciso saber ler muito bem a poesia. Pa­blo Neruda, Drummond, não sabiam ler bem seus poemas. Ou­vindo uma gra­vação de Cecília Meirelles declamando seus poemas fiquei surpresa. Eu sempre soube ler poesia muito bem, tanto a minha própria como a dos outros. Quando eu tinha 19 anos, Oswaldo de Andrade me fez ler o poema “Une Charogne” do “Flores do Mal”, de Baudelaire, em voz alta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;18. &lt;/span&gt;Você concorda que, geralmente, os poetas são aplaudidos por­que traba­lham em fa­vor da língua comum e não porque inventam uma forma origi­nal de linguagem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Não da língua comum. Quando você escreve poesia ou prosa, tua von­tade é sempre dar um passo além. Como já teve Shakespeare, Rimbaud, Joyce e tantos outros maravi­lhosos e geniais, é muito difícil dar esse passo, ser original.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;19. &lt;/span&gt;Falemos do tempo. A eternidade está no presente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Os antropólogos dizem que para todos os homens a ação onírica une o passado e o futuro no presente, e nos sonhos o espaço inexiste. O Zen questiona muito isso do Ali e Agora, a eternidade estaria no aqui e agora. Mas não sabemos o que é Eternidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;20. &lt;/span&gt;A morte não tem importância, desde que haja alguma coisa do outro lado...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Ela não tem importância porque ela é inevitável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;21. &lt;/span&gt;Nunca somos geniais quando morremos...&lt;/strong&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;- Podemos ser muito geniais ao morrer. As últimas palavras de Kafka foram “Para o poço, para o fundo do poço filho de reis”. Rimbaud despediu-se da sua irmã, refe­rindo-se ao dia seguinte da sua morte, dizendo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Eu estarei embaixo da terra e tu caminharás ao sol”. Eu apenas diria “Que maçada”. Daqui há 50 anos serei conside­rada genial. Principalmente quando morre­mos podemos ser geniais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;*********&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;2 poemas inéditos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-indent: -3cm;"&gt;&lt;span&gt;I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Ai, que translúcido Te fazes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Que maravilha Teus ares&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Ai, bem-querer de mim!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Nos Teus palanquins do alto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Olhando-me tão ferida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tão mula velha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tão carne de despedida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tão ossos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tão tudo que regozija&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tua garganta de brisa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Vem. Engole-me inteira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;No Teu exílio de esteiras!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 70.9pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 70.9pt; text-indent: -63.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;                              &lt;/span&gt;******&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 70.9pt; text-indent: -63.8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 70.9pt; text-indent: -2cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 63.8pt; text-indent: -2cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 63.8pt; text-indent: -2cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;II&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;No Teu leito de lírios&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Lambe-me o pêlo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Agora reluzente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;De remansos de zelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Devolve-me a cabeça&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;(Pois mula que sou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;E deitada com o Pai&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Isso talvez se faça ou aconteça)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Rodeia-a de rosas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Como os humanos fazem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;À guisa de louros&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Com os seus mais preclaros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Barganha-me nas feiras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="Em proveito Teu"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Em proveito Teu&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Mula que se fez musa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;(Porque deitou com Deus)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Na grande noite escura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Do Teu riso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;p style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;poesia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Presságio - Revista dos Tribunais, 1950&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Balada de Alzira – Edições Alarico, 1951&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Balada do festival – Jornal de Letras, 1955&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Roteiro do silêncio – Anhambi, 1959&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Trovas de muito amor para um amado senhor-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Anhambi, 1959; Massao Ohno, 1961&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Ode fragmentária - Anhambi, 1961&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Sete cantos do poeta para o anjo - Masso Ohno, 1962&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Poesia (1959-1967) – Editora Sal, 1967&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Júbilo, memória, noviciato da paixão - Massao Ohno, 1974&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Poesia (1959-1979) – Quíron, 1980&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Da morte. Odes mínimas – Massao Ohno, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Roswitha Kempf, 1980&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Cantares de perda e predileção – Massao Ohno/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Lídia Pires e Albuquerque Editores, 1980&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Poemas malditos, gozosos e devotos - Massao Ohno/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;" lang="ES-TRAD"&gt;Ismael Guarneli Editores, 1984&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Sobre a tua grande face - Massao Ohno, 1986&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Amavisse- Massao Ohno, 1989&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Alcoólicas – Maison de vins, 1990&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Bufólicas – Massao Ohno, 1992&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Do desejo – Pontes, 1992&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Cantares do sem nome e de partidas - Massao Ohno, 1995&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Na bibliografia de Hilda, acrescentar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Do Amor --- SP: Edith Arnhold- Massao Ohno Editor, 1999&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;teatro &lt;/strong&gt;(inédito)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;A possessa, 1967&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;O rato no muro, 1967&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;O visitante, 1968&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Auto da Barca de Camiri&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Aves da noite, 1968&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;O verdugo, 1969&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;A morte do patriarca, 1969&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm; text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;prosa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Fluxo-floema – Perspectiva, 1970&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Qadós – Edart, 1973&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Ficções – Quíron, 1977&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Tu não te moves de ti – Cultura, 1980&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;A obscena senhora D – Massao Ohno, 1982&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Com meus olhos de cão e outras novelas –&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Brasiliense, 1986&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;O caderno rosa de Lory Lambi – Massao Ohno, 1990&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Contos d’escárnio/Textos grotescos – Siciliano, 1990&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Cartas de um sedutor – Paulicéia, 1991&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Rútilo nada – Pontes, 1993&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Estar sendo – Ter sido – Nankin, 1997&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Cascos e carícias – Nankin, 1999&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 2.45pt 0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;Entrevista publicada em 25 de dezembro de 1999, caderno “Prosa &amp; Verso”; Jornal “O Globo”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-7793740316859330406?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/7793740316859330406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=7793740316859330406' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7793740316859330406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7793740316859330406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/05/hilda-hilst-em-50-anos-serei.html' title='HILDA HILST: &quot;Em 50 anos serei considerada genial&quot;'/><author><name>Alan Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05257644097394068561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-4956852985895525897</id><published>2007-04-26T21:04:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T21:09:43.762-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por Mais Leitura O Encontro Literário “Por Mais Leitura” ocorre a cada duas semanas e consiste em uma roda de leitura e discussão dos textos trazidos pelos participantes, sejam ou não autorais, fluindo para uma conversa sobre literatura e arte em geral. Também são bem-vindos aqueles que queiram apenas ouvir. O objetivo é a troca de conhecimentos e vivências com a leitura e a escrita. O grupo mantém dois blogs, um fotolog e uma comunidade no orkut, onde são passadas informações sobre os encontros e demais eventos culturais de Fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 28 de abril, sábado, às 15h, na Biblioteca de Artes Visuais Leonilson. Grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Pela primeira vez com um tema: "A cidade", com o mote do aniversário de Fortaleza nesse mês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-4956852985895525897?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/4956852985895525897/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=4956852985895525897' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/4956852985895525897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/4956852985895525897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/04/por-mais-leitura-o-encontro-literrio.html' title=''/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-1150644651949048687</id><published>2007-04-25T10:57:00.000-07:00</published><updated>2007-04-25T11:40:10.110-07:00</updated><title type='text'>A verdade em vez da vanguarda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/Ri-dr0QEIwI/AAAAAAAAABA/VBy5jzbv5wQ/s1600-h/imagens_r5_c12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/Ri-dr0QEIwI/AAAAAAAAABA/VBy5jzbv5wQ/s320/imagens_r5_c12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057434282646315778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt; É com esse título polêmico que Ruy Vasconcelos, poeta e professor de Comunicação Social na Unifor, tenta chamar atenção para uma certa ótica viciada que incide sobre os poetas brasileiros do último século. Ele defende que o enfoque em apenas uns poucos nomes da nossa poesia acaba por desgastar esses autores, além de restringir nosso leque de possibilidades e relegar ao esquecimento muitos nomes notáveis, como é o caso de Joaquim Cardozo. E esse problema não se restringe certamente apenas à literatura, mas numa área já tão carente de atenção, ele se torna ainda mais grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div  style="text-align: left;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Artigo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;''A verdade em vez da vanguarda ou Propor Joaquim Cardozo'', de Ruy Vasconcelos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;a href="http://www.revista.agulha.nom.br/rvasconcelos1.html"&gt;http://www.revista.agulha.nom.br/rvasconcelos1.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Joaquim completará no próximo ano quarenta anos de morte, o que torna a sua obra domínio público. De qualquer forma, em seu completíssimo site oficial já podemos encontrar disponibilizadas, em .pdf, quase todo o seu acervo. Vale lembrar também que o autor, além da poesia, trilhou caminhos pela prosa e pelo teatro, tendo inclusive sido encenada recentemente aqui no Ceará uma peça sua, O Capataz de Salema. A peça encontra-se também disponível no seu site oficial.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;        Segue-se o link:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://www.joaquimcardozo.com/"&gt;        http://www.joaquimcardozo.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-1150644651949048687?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/1150644651949048687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=1150644651949048687' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1150644651949048687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1150644651949048687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/04/verdade-em-vez-da-vanguarda.html' title='A verdade em vez da vanguarda'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_MQQf9WlblCY/Ri-dr0QEIwI/AAAAAAAAABA/VBy5jzbv5wQ/s72-c/imagens_r5_c12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-4662036482885019698</id><published>2007-04-22T12:40:00.000-07:00</published><updated>2007-04-22T13:30:04.988-07:00</updated><title type='text'>Livros e rosas na Biblioteca Pública</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RivFO28Pt4I/AAAAAAAAAA4/Y2D3ZhHiX5E/s1600-h/livros+e+rosas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 134px;" src="http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RivFO28Pt4I/AAAAAAAAAA4/Y2D3ZhHiX5E/s320/livros+e+rosas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056351865710557058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acontece amanhã, na Biblioteca Pública Menezes Pimentel, a V Festa do Livro e da Rosa. O evento, que contará com palestras, lançamentos de livros e leituras de contos, pretende incentivar o contato das pessoas com a leitura e a doação de livros para a instituição. &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;Quem levar um livro(não didático) para doar leva uma rosa pra casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A Festa começa às 8:30h e vai até as 18h, e é promovida pelo Instituto Travessias em comemoração ao Dia Mundial do Livro, amanhã, 23 de Abril. Para quem gosta de leitura é uma ótima oportunidade para ajudar na expansão desse hábito, ajudando a biblioteca. E pra quem não conhece a Biblioteca Pública, uma maneira bem bacana de conhecer, já que haverá inclusive visita guiada ao espaço, que contêm três andares e diversas seções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a programação completa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);"&gt;15h:&lt;/span&gt; Bate-papo sobre a origem da Festa de São Jorge na Catalunha com Cleudene Aragão e Miguel Afonso Linhares.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 51);"&gt;15h30&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;:&lt;/span&gt; Visita guiada à Biblioteca Pública nos seus 140 anos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 51);"&gt;16h:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt; &lt;/span&gt;Contação de Histórias com Almir Mota.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 51);"&gt;16h30:&lt;/span&gt; Lançamento de livros para crianças com a presença dos autores cearenses Fabiano dos Santos e Almir Mota.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 51);"&gt;17h&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;:&lt;/span&gt; Café com Leitura: Leitura comentada de contos de autoras cearenses com Carmélia Aragão, Thereza Leite e Inês Cardoso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-4662036482885019698?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/4662036482885019698/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=4662036482885019698' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/4662036482885019698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/4662036482885019698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/04/livros-e-rosas-na-biblioteca-pblica.html' title='Livros e rosas na Biblioteca Pública'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RivFO28Pt4I/AAAAAAAAAA4/Y2D3ZhHiX5E/s72-c/livros+e+rosas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-7981292961418443607</id><published>2007-04-14T20:06:00.000-07:00</published><updated>2007-04-14T20:17:10.869-07:00</updated><title type='text'>Programação PML Abril e Maio</title><content type='html'>No Encontro de hoje, o #16, fizemos a Roda de leitura, mas também conversamos sobre a nossa programação quanto às Rodas, e quanto ao orfanato Santa Elizabete (que visitamos dia 07 e onde iremos tb dia 21, sábado que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodas de Leitura: Abril e Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[Abril]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;dia 14&lt;/strong&gt;- Textos Autorais (foi hoje e foi ótimo XD daqui pra amanhã os textos estarão no blog :)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;dia 28&lt;/strong&gt; - Pela primeira vez, teremos um tema, a nível de experimento. Por ser o mês de comemoração ao aniversário da cidade, elegemos "A cidade" pra ser o tema norteador do Encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Mas nao nos limitaremos a ler só isso, dependendo da vontade e dos textos que trouxerem :) enfim: tragam coisas sobre Fortaleza e a cidade genericamente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[MAIO]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12&lt;/strong&gt; - Autoral&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;26&lt;/strong&gt; - Um indicativo de tema pro dia 26 foi "Autores Cearenses" e todo mundo gostou, inclusive porque tem muita coisa pra ser levada e debatida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Levaremos autores contemporâneos e clássicos, e inclusive se alguem quiser levar textos próprios acho que tb vale, visto que tb somos cearenses, e alguns de nós sao escritores ou aspirantes a.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-7981292961418443607?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/7981292961418443607/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=7981292961418443607' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7981292961418443607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/7981292961418443607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/04/programao-pml-abril-e-maio.html' title='Programação PML Abril e Maio'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-5954121859215302345</id><published>2007-04-04T07:52:00.000-07:00</published><updated>2007-04-04T08:24:02.108-07:00</updated><title type='text'>Curso de apreciação da poesia cearense ''sem cor local''</title><content type='html'>O curso, chamado ''Reflexos e Sentidos em Quatro Cantos da Poesia sem Cor Local'', propõe o resgate e a difusão das perspectivas poéticas de Antônio Girão Barroso, Pedro Henrique Saraiva Leão, Floriano Martins e Manoel Ricardo de Lima- que vivem ou viveram no Ceará -evidenciadas por construções textuaisconscientes e distintas que se impõem para além de uma poesia de caráter regionalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Professor: Jorge Pieiro&lt;br /&gt;Dias 24, 26, 27, 28 (15:00 às 18:00)&lt;br /&gt;Inscrições: a partir de 02 de abril, na recepção do CCBNB (Grátis)&lt;br /&gt;Carga horária: 12 horas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;*Agora que o núcleo de Literatura do Dragão foi extinto, é bom aproveitar esses outros espaços, além da proposta desse curso parecer bem interessante, eu pelo menos não sabia, por exemplo, que o Manoel era daqui. O horário é meio ruim, mas tentemos dar um jeito!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-5954121859215302345?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/5954121859215302345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=5954121859215302345' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/5954121859215302345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/5954121859215302345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/04/curso-de-apreciao-de-poesia-cearense.html' title='Curso de apreciação da poesia cearense &apos;&apos;sem cor local&apos;&apos;'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-6123546433165366783</id><published>2007-03-16T17:04:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T17:15:28.856-07:00</updated><title type='text'>Oficina literária com Ricardo Kelmer</title><content type='html'>Ricardo Kelmer, escritor cearense radicado em São Paulo, ministrará palestra e oficina literária no auditória do curso de História da UFC, nos próximos dias 20 e 21. Com diversos livros publicados, Kelmer veio ao estado lançar “Blues da Vida Crônica'', coleção de crônicas, e ''Guia do escritor independente'', que, segundo ele, cujo objetivo, segundo o próprio, não seria ensinar a escrever, ''mas mostrar como é o ofício de escritor e como o autor pode desenvolver uma carreira literária mesmo sem ter uma editora''. Um tema interessante, dadas as atuais circunstâncias do mercado editorial ''oficial'' do Brasil. Pra quem quiser conferir, a palestra e oficina se darão nos mesmos termos, fica aqui a dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações mais precisas eu fico devendo, soube há pouco e resolvi compartilhar. Soube também que haveria inscrição, de dez reais, mas não tive tempo de confirmar. Por enquanto, é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Matéria completa do Diário do Nordeste, de onde retirei a citação do autor: &lt;a href="http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=412307"&gt;http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=412307&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-6123546433165366783?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/6123546433165366783/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=6123546433165366783' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6123546433165366783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6123546433165366783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/03/oficina-literria-com-ricardo-kelmer.html' title='Oficina literária com Ricardo Kelmer'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-1939033187142207138</id><published>2007-03-11T10:55:00.000-07:00</published><updated>2007-03-11T11:06:18.960-07:00</updated><title type='text'>O caso da Vila das Artes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RfRE2o_tBJI/AAAAAAAAAAM/3-m2VsMD6Wk/s1600-h/vila.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040729588442662034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RfRE2o_tBJI/AAAAAAAAAAM/3-m2VsMD6Wk/s320/vila.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vista de uma das janelas da casa do Barão. *Foto por Diogo Braga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fevereiro, mês de férias para os alunos da UFC, muitas festas, viagens e carnaval no meio, ou mesmo muita tranqüilidade pra quem aproveitou para descansar. Enquanto isso, os alunos da Escola de Audiovisual travavam uma batalha dura pelo direito de ter aulas e até mesmo uma sede própria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, a Escola de Audiovisual é um projeto de iniciativa da Prefeitura de Fortaleza, ligado diretamente à Funcet(Fundação de Cultura Esporte e Turismo de Fortaleza) e certificado como curso de extensão pela UFC. O curso faz parte de um projeto maior, que é o complexo cultural da Vila das Artes, que teria como sede o Palacete do Barão de Camocim, prédio histórico tombado recentemente pela Fundação da Cultura. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O complexo contaria, além da Escola, com um Centro de Artes Visuais, Biblioteca, Videoteca, Café, Núcleo de Produção Digital, Laboratório de Mídias Interativas, Escola de Dança e Agência de Notícias Culturais. Tudo isso alardeadamente lançado no final do primeiro semestre, aproveitando o embalo do Cine Ceará, contando com releases publicados em toda a imprensa, inclusive em revista nacional de cinema, causando grande rebuliço na comunidade artística local.&lt;br /&gt;Poucos não foram os casos, inclusive, de universitários que pensaram até mesmo em largar seus respectivos cursos para embarcar na empreitada. Isso porque, logo depois do lançamento do curso, veio o edital de seleção das quarenta vagas da escola, disputado por mais de 600 inscritos. Luiziane Lins veio reconhecer só recentemente que as coisas foram muito rápidas, ‘’talvez tivesse sido melhor esperar mais um pouco’’. Afinal, as obras na Casa do Barão, como é chamada pelos alunos, não haviam sido iniciadas ainda em Agosto, quando era previsto o início das aulas, que acabaram não acontecendo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adiada por dois meses, as aulas tiveram início apenas em Outubro de 2006, com sede provisória na Casa Amarela Eusélio de Oliveira, onde foram ministradas as disciplinas de Cinema Experimental e Vanguardas I. Por falta de pagamento da locação, entretanto, a Escola acabou sendo expulsa do local. Estranho que isso tenha sido feito mesmo sendo a instituição vinculada à UFC, e esta possuindo parceria com a Escola. Vale lembrar também que os professores não foram ressarcidos pelos seus dois meses de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, as aulas desse semestre, o segundo da primeira turma, estavam previstas para se iniciarem no dia 29 de Janeiro, e acabaram sendo novamente adiadas pela Funcet sem muita explicação. Os alunos, então, decidiram conferir o estado da Casa do Barão, e qual não foi sua surpresa, encontram o local não somente sem obras, como em parte depredado, resultado do abandono em que ficou durante certo tempo, sem vigilância alguma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O enorme palacete, que conta ainda com um casarão em seus fundos, teve até mesmo sua fiação e vasos sanitários arrancados. O prédio ainda está estruturalmente conservado, mas longe de estar em condições de receber os alunos. De qualquer forma, a decisão dos estudantes foi de fazer uma ocupação da casa em forma de protesto, um ‘’protesto afirmativo’’, como definiram, isso porque não se constituía apenas em uma forma de chamar a atenção das autoridades e da sociedade, mas como algo produtivo e ativo culturalmente. Do dia 2 a 9 de Fevereiro, na ‘’Semana Sine por Cine’’(uma brincadeira com o fato do local ter abrigada anteriormente o Sistema Nacional de Emprego), o casarão foi palco de exposições fotográficas, peças, performances, shows musicais, intervenções, mostras de filmes, oficinas e debates, tudo de forma ininterrupta e organizada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não pôde escapar a impressão de quem esteve por lá de que o casarão estava mais movimentado e produtivo do que se a prefeitura estivesse realmente cumprindo seu papel, o que mostra que a classe artística de Fortaleza só precisa de apoio e oportunidade para fazer o cenário acontecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, depois da movimentada semana, e passando o carnaval, os ocupantes conseguiram finalmente uma audiência com a prefeita Luiziane Lins, à qual compareceram também outros descontentes com o atraso dos projetos da Funcet. Não somente as obras da Escola de Audiovisual estavam paralisadas, como também os editais do ano passado da instituição ainda não tinha tido sua verba devidamente repassada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião a prefeita reafirmou o compromisso para com a Escola e com os editais da Funcet, além de ter esclarecido que, ao contrário do que se especulava, o problema não era resultado da redução do orçamento da instituição, que estava previsto para ser de 1% do orçamento geral. O que teria acontecido de fato foi que o município teve uma arrecadação abaixo da esperada, juntando-se a ocasião do pagamento de pendências do orçamento de anos anteriores, como o concurso para enfermeiros e dentistas da pasta da Saúde, o que comprometeu o orçamento deste ano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além disso, foi marcada uma ‘’aula inaugural’’ para o dia 05, que seria ministrada pela própria Luiziane, que falaria sobre gestão pública de cultura, marcando a retomada das aulas do curso. Nesta a loira esclareceu algumas questões sobre a atual gestão de cultura do município, destacando que o orçamento da Funcet na gestão anterior havia sido de apenas 0,43% do orçamento geral, enquanto agora tínhamos mais de 0,7%. Isso sem contar com o fato de terem sido transferidas para outras pastas os setores de Turismo e Esporte, o que deu espaço bem maior para a Cultura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ressaltou ainda importância de formar parcerias para a manutenção do projeto, que já foi contemplado pelo Ministério da Cultura, através do edital de Núcleo de Produções Digitais, com R$ 100.000 para financiamento de programas de formação, além de um kit de equipamentos. Estes, entretanto, ainda não foram recebidos por falta de lugar adequado para recebê-los.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A prefeita anunciou, finalmente, a parceria com a Faculdade Católica do Ceará, que será a nova sede temporária do curso, além de ter anunciado negociação para a reforma do Casarão, ‘’de forma que os alunos da primeira turma se formem já na sua sede definitiva’’. Não foi esclarecida que tipo de parceria estaria sendo estabelecida com o Marista, instituição que abriga a faculdade, mas quanto à construtora que deverá fazer a reforma foi dada uma explicação bastante peculiar. Possuindo uma dívida com certa empreiteira, a prefeitura fez uma negociação que trocaria o pagamento da dívida por um desconto de 20% na mesma, que seria amortizado através dos serviços na Vila.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora é esperar pra ver e cobrar que a política cultural de tão boas iniciativas seja realmente levada à diante. E isso não só quanto à prefeitura atual, mas principalmente quanto a futuras administrações, lembrando que o que é preciso para desenvolver a vida cultural da cidade é a continuidade de seus projetos. De qualquer forma, o certo é que continuaremos de olho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Bruno Reis para o Jornal Jabá&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-1939033187142207138?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/1939033187142207138/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=1939033187142207138' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1939033187142207138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1939033187142207138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/03/o-caso-da-vila-das-artes.html' title='O caso da Vila das Artes'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_MQQf9WlblCY/RfRE2o_tBJI/AAAAAAAAAAM/3-m2VsMD6Wk/s72-c/vila.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-192195905300625395</id><published>2007-03-07T18:41:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T18:49:52.806-08:00</updated><title type='text'>Guia das Bibliotecas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No último encontro do Por Mais Leitura ficou definido que colocaríamos em prático uma proposta antiga do grupo... E por isso estou aqui postando logo uma parte do projeto, a que ficou de responsabilidade da nossa colega Marília Passos, o relatório sobre a Biblioteca Pública Menezes Pimentel, além de uma introdução sobre o projeto, feita pela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução do Por Mais Leitura ao Projeto Guia das Bibliotecas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um bando de leitores apaixonados que faziam uma roda de leitura. Eram cinco, foram seis, viraram sete, de repente somos vários. Ultimamente, somos muitos. De várias partes da vida, de tantas faculdades e de nenhuma. Somos de 12 anos, 45 e idade inteira, unidos por um laço suave mas jamais efêmero: o amor pela leitura. Amamos tanto que às vezes deixamos de ler para trabalhar ou discutir sobre o grupo, porque REALMENTE queremos um mundo com mais leitura.&lt;br /&gt;E o que isso tem a ver com um Guia das Bibliotecas? Simplesmente surgiu a idéia da constatação – óbvia – de que as pessoas quase sempre não lêem porque não têm acesso a leitura. A desinformação e a falta de uma política una e bem fundamentada por parte da grande maioria dos políticos (e do povo, que não cobra) é talvez a maior causa das nossas mazelas sociais.&lt;br /&gt;Tendo em vista isso e o nosso objetivo de ser POR MAIS LEITURA, resolvemos por em prática uma idéia já antiga: fazer uma espécie de fichamento das bibliotecas mais ricas e mais acessíveis em Fortaleza, e, curiosamente, às vezes as mais desconhecidas.&lt;br /&gt;Em macro-escala qual o nosso objetivo com esse Guia? Primeiro, finalmente conseguir faze-lo (coisa que não foi simples e nem está sendo). Depois, divulga-lo e esperar que essa iniciativa sirva de alguma coisa. Se não servir, paciência, ao menos está feita.&lt;br /&gt;Esperamos sinceramente que o por mais leitura não seja só um grupo de estudantes ou escritores, mas um sentimento que permeie toda a sociedade – coisa em que particularmente acredito, tomara que esse Guia fique bom e seja realmente um Guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliotecas a serem conhecidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1) Informações gerais&lt;br /&gt;Nome: Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel&lt;br /&gt;Localização: Av. Presidente Castelo Branco, 255 – Centro –Fortaleza – Ceará&lt;br /&gt;Horário de Funcionamento: segunda à sexta-feira, das 8h às 21 h; sábado, das 14h às 18h&lt;br /&gt;Contatos: Tel. : (85) 3101 2541 – 3101 2547 – 3101 2548&lt;br /&gt;Fax: (85) 3101 2544&lt;br /&gt;e-mail: bpublica@secult.ce.gov.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por localizar-se no complexo de lazer e cultura do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, existem duas entradas: a de visitantes por dois acessos, um pela Avenida Presidente Castelo Branco e outro pela entrada principal do Centro Dragão do Mar. Atualmente, o acesso de visitantes dá-se apenas pela Avenida;&lt;br /&gt;A Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel possui um acervo de 70 mil volumes e 40 mil títulos. Dispõe do quarto maior acervo de Obras Raras do país, onde se destacam a coleção de jornais do século XIX e livros do século XV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaço Físico: A Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel ocupa uma área de 2.272 m², distribuídos em 5 pavimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subsolo 2: laboratórios de uso interno: setor técnico e microfilmagens, por ex&lt;br /&gt;Subsolo: Setor infantil, Administração e Salão de eventos&lt;br /&gt;Térreo: Entrada/Saída do edifício (pela Av. Presidente Castelo Branco e também pelo Centro Dragão do Mar de Cultura),&lt;br /&gt;Recepção (Jurema),Xerox (particular),&lt;br /&gt;Setor de referência (falar com Fátima: esse é um setor só de consulta – tem enciclopédias, dicionários, folhetos e biografias)&lt;br /&gt;Setor Braille, Setor de Informática, Setor de audiovisual e Salas de Estudo (com cabines para estudos individuais e em grupo) ; Centro Digital do Ceará (com acesso gratuito a internet, com regulamento a ser lido logo na entrada. Telefone para reserva de computador: 31412550) .&lt;br /&gt;1º pavimento: Setor de obras gerais, Setor de Empréstimo e Setor Ceará&lt;br /&gt;2º pavimento: Setor de obras raras, Setor de iconografia, Setor de periódicos e Microfilmes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2) Inscrição: Para fazer empréstimos, é preciso inscrever-se na biblioteca, o que pode ser feito com o pagamento de uma taxa única de R$ 3,00 (três reais), entrega de 2 fotos no formato 3x4 e da cópia dos seguintes documentos: RG, CPF, carteira de estudante, comprovante de residência ( ex: conta de luz, água, telefone, extrato de cartão de crédito, etc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs! 1. Eles não dispensam o pagamento da taxa de 3 reais;&lt;br /&gt;2. Crianças e adolescentes também podem efetuar empréstimos na biblioteca. No entanto, no ato da inscrição é necessário que estejam acompanhadas por um responsável. São dispensados os documentos de identidade e CPF daqueles que não houverem atingido a maioridade, contudo os responsáveis por tais crianças/ adolescentes devem apresentar tais documentos, no ato da inscrição;&lt;br /&gt;3. Não se pode efetuar qualquer empréstimo no ato da inscrição. É necessário que o usuário da biblioteca recém-cadastrado aguarde a confecção de sua carteirinha, a qual, normalmente, fica pronta no prazo de um dia. Ou seja, se você fizer sua inscrição hoje, só poderá emprestar livros amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ter a carteirinha, o usuário pode sempre alugar 2 livros, por 15 dias. É permitida a renovação do prazo, mas só presencialmente, e, claro, levando os livros e a carteirinha. A cada dia de atraso, paga-se 0,50 por cada livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs2: curiosidade: o cadastro da biblioteca conta hoje com 4.514 registros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3) Acervo:&lt;br /&gt;entrevistando as acessíveis (e eficientes, que eu diga!) bibliotecárias de todos os setores, descobrimos várias coisas. Que o acervo é de livre acesso em todos os setores, mesmo aqueles em que o empréstimo não é permitido. Ou seja: seja bem vindo a entrar e mexer nos livros sempre,contanto que não os deteriore (lembre que a biblioteca é patrimônio COMUM, o que não quer dizer “de ninguém”, e sim “de todos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- infantil (no subsolo): lá é necessário fazer cadastro para quem não tem a carteirinha; quem já tem a do empréstimo de obras gerais (1º andar) pode usar a mesma. O acervo do setor infantil é o mais variado: livros brasileiros e não, revistas em quadrinhos, jogos e brinquedos pra crianças (poucos: uma doação viria a calhar, disse uma das bibliotecárias). Esse setor abre as 8h e fecha às 17h. No setor infantil, há quem vá para estudar ou ler por lá, porque há mesas; e quem só passe pra fazer pesquisa e pegar os livros. Livros muito bons, devo dizer, quando voltar lá vou levar uns Pedro Bandeira e a Mafalda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Braille (térreo): é necessário também fazer um cadastro próprio, mas não é preciso pagar (gente, os deficientes visuais, né, que são os que fazem uso desse setor). Só cegos podem alugar, são livros que vêm encomendados de São Paulo, de graça – e vale a pena visitar essa parte da Biblioteca, sobretudo pra encontrar o Bosco, que além de ser super simpático e ter me explicado tudo, ainda é bonitão =D conheci e entrevistei o Bosco e o Luís, que falaram das dificuldades de ser deficiente visual, de como é complicado se formar, informar e ler, trabalhar e tudo que decorre disso. Mas isso é conversa pras próximas páginas. O acervo do Braille é total, brasileiros e não, literatura e não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Americano (térreo): setor Martin Luther king jr., aberto de Segunda a Sexta de 9 às 12h. Por causa desse horário super difícil, não consegui ir lá – ainda. Mas pode sim fazer empréstimo, e com a mesma carteirinha do empréstimo de obras gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor de Empréstimo (1º andar, à esquerda das escadas): literatura:&lt;br /&gt;Conta com um acervo de literatura o mais variado, de todas as nacionalidades e temas e abrangências. Perguntada sobre que tipo de acervo tinha aquele setor, a bibliotecária sorriu e disse “de tudo?”, e quem freqüenta a biblioteca sabe que é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor de Obras gerais - didáticos:&lt;br /&gt;Aqui não pode haver empréstimo, só pesquisa. É também no mesmo espaço do setor de empréstimo, no 1º andar, mas há uma parte que pode ser alugada e outra que não. A que pode é a de literatura, se bem entendi. Bom, pelo menos nos últimos dois anos eu nunca aluguei nada do outro lado :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor de Obras Cearenses:&lt;br /&gt;Do lado direito das escadas, fica ao lado dos setores de obras gerais e empréstimo, também no 1º andar. Não é permitido empréstimo nesse setor, mas o acervo também é bem vasto e esse é um grande ponto de pesquisa sobre literatura cearense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Setor de Periódicos (2º andar):&lt;br /&gt;Consta nesse setor o 4º maior acervo de obras raras do país, entre jornais, revistas e microfilmagens. Dada a raridade e a necessidade de preservação desses documentos, os cuidados no manuseio do acervo é ainda maior, com uso de luvas e fazendo valer a máxima do “todo cuidado é pouco”, não custando lembrar que “é nosso também”.&lt;br /&gt;O empréstimo não é permitido, esse é um setor de consulta e pesquisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-192195905300625395?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/192195905300625395/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=192195905300625395' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/192195905300625395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/192195905300625395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/03/guia-das-bibliotecas.html' title='Guia das Bibliotecas'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3506922961687764969</id><published>2007-03-01T09:18:00.001-08:00</published><updated>2007-03-01T10:02:36.563-08:00</updated><title type='text'>Duas toneladas de livros didáticos vão parar na sucata em Itaitinga, Ceará</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RecSiowTpBI/AAAAAAAAABo/zbfnBzFTNrg/s1600-h/destitaitinga.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RecSiowTpBI/AAAAAAAAABo/zbfnBzFTNrg/s320/destitaitinga.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037015094502073362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-weight: bold; font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Livros "inservíveis" que seriam reciclados, armazenados no fórum da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo. Esta foto não é continuação do post anterior. Não precisa clarividência para saber que o descaso com o livro pode chegar ao absurdo. E para absurdos, não precisamos das forças armadas dos Estados Unidos. Aqui mesmo no Ceará, em Itaitinga, livros, não só livros mas 2 toneladas de livros, livros didáticos distribuídos pelo MEC à Prefeitura de Itaitinga foram vendidos a um sucateiro por 10 centavos o KILO.  Não poderiam ser vendidos (há um carimbo em cada um deles dizendo isso) , mas assim o foram, arrecandando a cidade de Itaitinga a quantia de (se ainda não fizeram a continha) 200 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo estão linkados 4 artigos que falam da matéria, cuja fonte é o site do jornal O POVO. Gostaria de trazer algumas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A secretária da Educação de Itaitinga, Yaponira Chaves, confirmou ao &lt;i&gt;&lt;b&gt;O POVO&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; ter designado uma servidora, do setor de acompanhamento ao aluno, para se desfazer dos livros "inservíveis". O termo é usado para especificar os exemplares com mais de três anos desde a distribuição pelo MEC."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros inservíveis deveriam ser estes que vimos nas fotos do post anterior, sobre a destruição das bibliotecas do Iraque. Não precisamos nem saber dos milagres da restauração de livros, basta ver a foto acima e comparar com o papel queimado de Bagdá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê, então, mesmo assim, entre os "inservíveis" estavam livros de 2006? Como este abaixo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RecT9IwTpCI/AAAAAAAAABw/vaqUzPHldpI/s1600-h/inservivel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RecT9IwTpCI/AAAAAAAAABw/vaqUzPHldpI/s320/inservivel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037016649280234530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A coordenadora do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação disse: "Já tinha chegado caso de livro incendiado, livro vendido em feira de usados, roubado, mas vendido na sucata, ainda não". Não são estes outros casos, mesmo sem tanta força sensacionalista, tão cruéis quanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FONTES:&lt;br /&gt;&lt;span class="titulo-noticia"&gt;&lt;a href="http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/673639.html"&gt;Duas toneladas de livros  didáticos vão parar na sucata&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/673642.html"&gt;&lt;span class="titulo-noticia"&gt;Denúncia é inédita&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="titulo-noticia"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="titulo-noticia"&gt;&lt;a href="http://www.opovo.com.br/opovo/ceara/673641.html"&gt;Secretária: "Não havia livros novos"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3506922961687764969?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3506922961687764969/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3506922961687764969' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3506922961687764969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3506922961687764969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/03/duas-toneladas-de-livros-didticos-vo_01.html' title='Duas toneladas de livros didáticos vão parar na sucata em Itaitinga, Ceará'/><author><name>Ary Salgueiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_177Ak8AN-Yg/RecSiowTpBI/AAAAAAAAABo/zbfnBzFTNrg/s72-c/destitaitinga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-6397973077870893441</id><published>2007-02-25T16:41:00.000-08:00</published><updated>2007-02-25T17:28:23.849-08:00</updated><title type='text'>Entrevista com Fernando Baez sobre a destruição de livros e objetos culturais no Iraque</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Invasão Iraquiana foi o maior desastre cultural desde 1258&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;por Humberto Marquez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_D58v5WB2zsg/ReIy55C7dlI/AAAAAAAAAA4/BtGApeovh90/s1600-h/dest1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_D58v5WB2zsg/ReIy55C7dlI/AAAAAAAAAA4/BtGApeovh90/s320/dest1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035643303500674642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Livros destruídos na biblioteca Bayt al-Hikma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um milhão de livros, 10 milhões de documentos e 14.000 artefatos arqueológicos foram perdidos na invasão, liderada pelos EUA, e subsequente ocupação do Iraque – o maior desastre cultural desde quando os descendentes de Gengis Khan destruíram Bagdá em 1258, disse à Inter Press Service o escritor venezuelano Fernando Baez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soldados norte-americanos e poloneses ainda estão roubando tesouros e vendendo-os nas fronteiras com a Jordânia e o Kuwait, onde comerciantes de arte pagam até 57.000 dólares por uma tábua suméria, disse Baez, entrevistado em uma rápida visita a Caracas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista em destruição de bibliotecas ajudou a documentar a devastação de objetos culturais e religiosos no Iraque, onde emergiram os antigos reinos mesopotâmicos da Suméria, Acádia e Babilônia, dando-lhe a reputação de berço da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu inventário da destruição e suas denúncias de violações das tropas da Coalizão à Convenção de Haia de 1954 quanto à proteção do patrimônio cultural em tempos de guerra lhe renderam a inimizade de Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baez disse que lhe foi negado o visto para entrar nos Estados Unidos para participar de conferências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, ele foi proibido de retornar ao Iraque “para empreender mais investigações” , segundo o próprio. “Mas já é tarde, porque nós já temos documentos, gravações em vídeo e fotos que em tempo servirão como evidencia das atrocidades cometidas”, disse Baez, autor de A Destruição Cultural do Iraque e da Historia Universal da Destruição dos Livros, que foram publicados em espanhol.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_D58v5WB2zsg/ReIx25C7dkI/AAAAAAAAAAw/-izQc-uvOYg/s1600-h/dest2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_D58v5WB2zsg/ReIx25C7dkI/AAAAAAAAAAw/-izQc-uvOYg/s320/dest2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035642152449439298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Interior da biblitoeca al-Awqaf queimado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Inter Press Service: O que você acusa de estarem fazendo os EUA?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Baez: &lt;/span&gt;Em primeiro lugar, de violar a Convenção de Haia, que estatui que a propriedade cultural deve ser protegida no caso de conflito armado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é uma ofensa punível criminalmente, o que explica Washington não ter assinado a convenção, ou o protocolo de 1999 anexado a ela. E talvez isso seja uma razão porque a administração de George W. Bush está procurando imunidade para seus soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só os EUA; o resto das forças de Coalizão também é culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS: Mas de acordo com os relatórios, foram civis iraquianos e não soldados norte-americanos que saquearam bibliotecas e museus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;Mas o exército norte-americano foi criminalmente negligente, falhando em proteger bibliotecas, museus e sítios arqueológicos, a despeito de claros alertas da UNESCO ( United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization), da ONU, do Instituto Oriental da Universidade de Chicago e do ex-chefe do Comitê de Aconselhamento em Propriedade Cultural, Martin Sullivan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os iraquianos que decidiram saquear interpretaram a negligência como um sinal vede para agir sem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS: Então o pecado cometido pelos EUA foi omitir-se?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;Não apenas isso. Também houve destruição direta e pilhagem. Em Nasiriya, em maio de 2004, um ano depois do fim formal das hostilidades, durante um confronto com militantes do clérigo xiita Moqtada el-Sadr, 40000 manuscritos religiosos foram destruídos por fogo pelas forças de Coalizão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando soldados descobriram que a cidade suméria de Ur (no sudeste do Iraque) foi o lugar de nascimento do profeta Abraão, levaram tijolos ancestrais como souvenirs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS:  Você também acusa soldados de outros países, além das tropas norte-americanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;Sim. No final de maio de 2004, carabineiros italianos foram pegos tentando contrabandear artefatos culturais saqueados na fronteira com o Kuwait. E o Museu Britânico avisou que forças polonesas detruíram parte das ruínas antigas da Babilônia, no sul de Bagdá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS: Podemos supor que esses eventos fazem parte de fases do conflito que já foram deixadas para trás?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;Não. Mais recentemente descobriu-se que tropas polonesas dirigiram com veículos pesados perto do Palácio Nebuchadnezzar, que data de antes do século sexto antes de Cristo, e cobriram grandes áreas do lugar com asfalto, causando danos irreparáveis. Houve também tentativas de arrancar tijolos do Portal de Ishtar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A isso se soma o colapso dos muros antigos causado pela passagem contínua de caminhões norte-americanos e helicópteros, e muros pixados com frases como “I was here” ou “I love Mary”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS: Podemos esperar que a situação melhore com o tempo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;Outra acusação que pode ser feita contra os EUA é que foi o causador de um país menos seguro como um todo, gerando as condições para uma destruição cultural, que será ainda pior nos próximos anos, devido à situação de insegurança legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias da pilhagem de Bagdá, o Secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, chegou ao ponto de dizer que pilhagem “não é algo que alguém permite ou não permite. É algo que acontece”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o Iraque é como um clube de golf dos terroristas do mundo, e seus tesouros culturais não estarão a salvo no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS: Que impacto isso tem causado nos EUA?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;Uma das reações foi o reingresso à UNESCO, da qual os EUA se desviaram durante a era de Ronald Reagan (1981-1989) sob o pretexto de que a agência servia como “uma frente comunista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas dos Departamentos de Estado e Defesa dos EUA estão tentando mitigar os danos. A polícia militar norte-americana ajudou policiais iraquianos na busca da “Senhora de Warka”, apelidada de “Mona Lisa da Mesopotâmia”, uma escultura de mármore de 5.200 anos que é uma das mais antigas representações conhecidas da face humana na história da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS: Quão significantes são as perdas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;A Senhora de Warka deve valer 100 ou 150 milhões de dólares. Uma tábua cuneiforme suméria ou estatueta assíria podem custar 57.000 dólares na fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns iraquianos estão comprando livros em mercados de livros usados em Bagdá para devolvê-los às bibliotecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o dano é incalculável. Na Biblioteca Nacional de Bagdá, por volta de um milhão de livros foram queimados, incluindo versões antigas das Mil e Uma Noites, tratados matemáticos de Omar Khayyam e escritos dos filósofos Avicena e Averróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS: Centenas de relíquias também foram perdidas do Museu Nacional de Arqueologia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;Os relatórios iniciais falaram de 170.000 objetos, mas, em realidade, outros 25 artefatos vultosos, assim como 14.000 menos importantes desapareceram. O oferecimento de anistia aos saqueadores levou a um retorno de por volta de 3500, de acordo com o coronel norte-americano que liderou as investigações, Matthew Bogdanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas além do Museu e Biblioteca nacionais, a Biblioteca al-Awqaf, que abrigava mais de 5.000 manuscritos islâmicos, as bibliotecas universitárias e a biblioteca de Bayt al-Hikma também sofreram perdas. No mínimo 10 milhões de documentos foram perdidos no Iraque ao todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[Baez disse que sua pesquisa sobre a destruição de bibliotecas e arquivos foi primeiramente motivada pelas memórias dolorosas de sua infância de quando uma inundação destruiu a biblioteca de sua cidade, San Felix, no sudeste da Venezuela. Ele sente afeição pela biblioteca municipal porque enquanto seus pais trabalhavam, ele era deixado com conhecidos que trabalhavam lá e passava seus dias lendo.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sua pesquisa culminou no livro História Universal da Destruição dos Livros, que documenta a catastrófica perda de livros durante querras, como a Biblioteca de Alexandria, que foi queimada em 48 a.C., ou a queima de milhões de livros pelos nazistas.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IPS: Você acredita que as forças militares tem sido os piores inimigos dos livros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FB: &lt;/span&gt;Não, na verdade não. Eu acredito que os intelectuais são os piores inimigos. Intelectuais tem queimado livros em nome da Bíblia ou do Corão. Vladimir Nabokov (1899-1977) queimou o Dom Quixote em frente de seus alunos. Destruidores como Adolph Hitler ou Slobodan Milosevic eram bibliófilos. O próprio Saddam Hussein, um arqueólogo e filólogo, publicou três romances. Joseph Goebbels, o gênio da propaganda nazista, era um filólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muitos outros que lideraram os EUA na guerra do Iraque são acadêmicos. É um paradoxo: os inventores do livro eletrônico foram à Mesopotâmia, onde os livros, a História e a civilização nasceram, para destruí-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_D58v5WB2zsg/ReIzcZC7dmI/AAAAAAAAABA/7Gofq-Nif3Q/s1600-h/dest3%281%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_D58v5WB2zsg/ReIzcZC7dmI/AAAAAAAAABA/7Gofq-Nif3Q/s320/dest3%281%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035643896206161506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Papel incinerado na Biblioteca Nacional do Iraque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Inter Press Service)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SITE DA ENTREVISTA: http://www.fernandobaez.galeon.com/cvitae551799.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: postagem atendendo ao pedido de &lt;a href="http://www2.blogger.com/profile/18238353385606859997"&gt;Ary Salgueiro&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-6397973077870893441?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/6397973077870893441/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=6397973077870893441' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6397973077870893441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6397973077870893441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/02/entrevista-com-fernando-baez-sobre.html' title='Entrevista com Fernando Baez sobre a destruição de livros e objetos culturais no Iraque'/><author><name>Lediana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01192736131084583479</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_D58v5WB2zsg/ReIy55C7dlI/AAAAAAAAAA4/BtGApeovh90/s72-c/dest1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-3797836969394918652</id><published>2007-02-25T11:45:00.000-08:00</published><updated>2007-02-25T12:33:26.173-08:00</updated><title type='text'>Ata Por Mais Leitura, 24 de Fevereiro de 2007 [13ºEncontro PML]</title><content type='html'>por Marília Passos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;1. Considerações      Iniciais:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;No 13&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt; Encontro Por Mais Leitura foram discutidas (democraticamente, diga-se) as velhas eternas questões (quase metafísicas hehehe) sobre o que somos e o que queremos e, a melhor parte, discutimos coisas novas, com pessoas novas. Idéias decerto revolucionárias, mas por certo plausíveis e altamente executáveis.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mudanças quais? Guia das bibliotecas saindo, contato com outras entidades, seja educacionais ou de saúde, enfim: idéias novas. E foram mais de 20 pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;Que se diga que isso é um recorde e um bom sinal.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;1º) roda de apresentação (até 16:30)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;2º) roda de leitura (até o fim, ou seja: uma hora e meia);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;2.1: &lt;i&gt;Lara e Ary&lt;/i&gt;: Ficções, de Jorge Luís Borges&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;                  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;o conto: As Ruínas Circulares&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;2.2: Í&lt;i&gt;talo:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;“Esperar Esperança” (dele e pra 30 mil pessoas)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;e Mário Quintana com “Faça uma espaçonave e leve seu amor daqui”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;2.3:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Alan: &lt;/i&gt;Contos cruéis / coletânea /&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;o conto: “A morte do ator Rubem Brandão”, de Moacyr&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;                                        &lt;/span&gt;Scliar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;2.4: Bruno e Diogo:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“As três moças do sabonete”, de Herbert Daniel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;2.5: Lediana: “Como no Céu”, de Carpinejar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;poema: sem título (pág 9), “ela escolheu envelhecer comigo”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;2.6: Lara (idem, pág 15)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;“sou fiel aos hábitos; tu, aos mistérios”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;“de que adianta me retrair se não percebo o invisível”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;2.7: Ítalo:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Rudolf Lang (psiquiatra austríaco, biblioteca da prainha).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;2 poemas:&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;“eles estão jogando o jogo deles”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;                                  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;“há qualquer coisa que não sou e pelo visto deveria saber”&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol style="margin-top: 0cm;" start="3" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b&gt;três&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;ENCAMINHAMENTOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;3.1) por favor, desligar celular&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;3.2 ser espontâneo mas respeitar o outro, a leitura e a escrita&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;3.3) colocar os textos lidos na roda no blog&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;(e quiçá uma coletânea manual...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;3.4) cuidar do blog, das atas e da comunidade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;(haverá pessoas responsáveis ou todo mundo?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;3.5: MUITO IMPORTANTE:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;NÃO esquecer: filmar o próximo PML.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Necessitamos de filmadoras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;3.6) saraus? (rola mesmo?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;4. Troca de livros:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Proposta de catalogar os livros num programa de computador...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;5. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;GUIA DAS BIBLIOTECAS:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;5.1) Bib. Publica – Marília&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;5.2) SESC Fortaleza- Ary&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;5.3) BNB – Lara&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;5.4) Leonilson – Diogo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;5.5) Luiza Távora (vagões) – Levi&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;5.6) Bib UFC-CH – Bruno&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;5.7 ) ACL – Alan&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;faltam algumas bibliotecas óbvias:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Dolor Barreira, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;José de Alencar, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Juvenal Galeno &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;6. PRÓXIMO PML.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Dia: 10/03&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;trazer os livros pra trocar E DOAR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;filmar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;guia&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;-&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b&gt;COMUNIDADE E BLOG: façam tópicos e leiam sempre&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;-palco móvel e casa do poeta: será que rola?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;7. EXTRAS:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;Novo contato vindo por folder:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;Ítalo Rovere&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;(3242****&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;/ &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;8855****):&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;-oficina de produção&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;-casa do poeta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;-editais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;-prefeitura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;PORTAL UFC&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- Geórgia Cruz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Semana&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de Humanidades&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em abril, falar com nosso contato na UFC&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-3797836969394918652?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/3797836969394918652/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=3797836969394918652' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3797836969394918652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/3797836969394918652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/02/13-encontro.html' title='Ata Por Mais Leitura, 24 de Fevereiro de 2007 [13ºEncontro PML]'/><author><name>Alan Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05257644097394068561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-1247234903155957348</id><published>2007-02-21T09:48:00.000-08:00</published><updated>2007-02-21T09:59:30.478-08:00</updated><title type='text'>Para enfrentar o mar bravio</title><content type='html'>O companheiro Ary Salgueiro tem, além de seu blogue Mergulhando no Raso*, de poemas, contos e outros escritos, possui também um blogue em que faz breves ensaios sobre as obras que leu e lhe chamaram atenção, O Boiando no Fundo*. Como o mesmo afirma, é um comentário sem compromisso, mas talvez por isso mesmo tão rico, porque flui de impressões pessoais a referências a outros autores e, mesmo que se atendo em cada tópico a uma obra específica, sempre englobando uma discussão sobre literatura em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inaugura-se assim uma sessão de indicações aqui no blogue do Por Mais Leitura, sempre sobre sites sobre e/ou de literatura, com breves explicações e os links dos referidos. Seguem-se o dessa primeira postagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Boiando no fundo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://boiandonofundo.blogspot.com/"&gt;http://boiandonofundo.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;*Mergulho no raso:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mergulhonoraso.blogspot.com/"&gt;http://mergulhonoraso.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-1247234903155957348?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/1247234903155957348/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=1247234903155957348' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1247234903155957348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/1247234903155957348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/02/para-enfrentar-o-mar-bravio.html' title='Para enfrentar o mar bravio'/><author><name>bruno reis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13161270617674702019</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='15' src='http://img.photobucket.com/albums/v307/raukai/bruno2cpia-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-6218863294368004324</id><published>2007-02-09T13:18:00.000-08:00</published><updated>2007-02-09T04:55:36.091-08:00</updated><title type='text'>LITERATURA E MÍDIA</title><content type='html'>por Nilto Maciel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicam-se todo ano no Brasil milhares de livros de poesia e prosa de ficção, quase sempre às custas dos próprios autores e em pequenas tiragens. A maioria desses livros não chega às livrarias, que hoje se dedicam a vender obras científicas (literatura médica, por exemplo), jurídicas, religiosas, filosóficas, infantis, ao lado de livros de auto-ajuda, política, amenidades, romances norte-americanos de segunda categoria e os clássicos da literatura universal e nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da editora tradicional talvez já tenha chegado. A literatura já estaria praticamente fora dos interesses dos editores e livreiros. A exceção a esta regra seriam os clássicos, que têm, como leitores, estudantes e escritores. A literatura nova (presente e futura) será editada por conta dos próprios autores ou pequenas editoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns escritores, &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;as editoras não investem em literatura&lt;/span&gt; (daqui em diante empregarei o termo literatura apenas para me referir à poesia e à prosa de ficção)&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;, &lt;/span&gt;a mídia não dá a mínima importância ao livro, não há editoras e livrarias em número suficiente para acolher todas as obras escritas etc. E aí estaria o grande problema do escritor. No entanto, críticos e jornalistas acreditam mais na incapacidade de comunicação da maioria dos escritores com o leitor, uns por serem pobres de talento e conhecimento, outros por terem muito talento e conhecimento e se isolarem na torre de marfim da poesia para poetas, do romance para romancistas etc. Muitos escreveriam para si mesmos ou para outros escritores. Seria uma literatura para iniciados, como se a literatura fosse a linguagem de uma sociedade secreta, com seus símbolos próprios. Seria a literatura fora de mercado, não-mercantil, em contraposição à subliteratura e a uma literatura “popular”, do gosto das massas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar Morin, em Cultura de Massas no Século XX (O Espírito do Tempo), teoriza: &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;“A corrente média triunfa e nivela, mistura e homogeneíza, levando Van Gogh e Jean Nohain. Favorece as estéticas médias, as poesias médias, os talentos médios, as inteligências médias, as bobagens médias. É que a cultura de massa é média em sua inspiração e seu objetivo, porque ela é a cultura do denominador comum entre as idades, os sexos, as classes, os povos, porque ela está ligada a seu meio natural de formação, a sociedade na qual se desenvolve sua humanidade média, de níveis de vida médios, de tipo de vida médio.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acrescenta: “Um exemplo de vulgarização ininterrupta esclarecerá esse propósito: O Vermelho e o Negro de Stendhal se torna um filme adaptado aos padrões comerciais; desse filme nasce O Vermelho e o Negro, folhetim em quadrinhos publicado num diário.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Esses escritores não-mercantis não estariam voltados para o leitor, para o outro, mas para si mesmos.&lt;/span&gt; Segundo Emanuel Medeiros Vieira, “escrevemos para perdurar, para vencer a poeira do tempo, para despistar a morte, para regar nossos fantasmas e obsessões, para nos comunicar”. Porém como vamos os escritores nos comunicar com os leitores? Se escrevermos para nós mesmos, não haverá comunicação, e escrever será apenas catarse, psicoterapia, auto-análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria, então, uma literatura sem mercado ou fora dele e uma literatura produzida especialmente para o mercado. Os livros produzidos para o mercado têm cotação: os mais vendidos, os best-sellers, os que interessam diretamente às editoras, aos livreiros e à mídia. Segundo Juan Liscano, em entrevista a Floriano Martins, no livro Escritura Conquistada: &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;“Enquanto o best-seller, um produto para o mercado, constitui hoje em dia a meta da literatura, a poesia situa-se no extremo contrário, representando, portanto, o não mercantil literário, o trabalho nobre artesanal, o ofício tradicional, mesclado com as funções xamânicas de expressar o humano em transe de universalização arquetipal (a tribo de que falou Mallarmé).”&lt;/span&gt; Não está descartada a hipótese de uma obra literária tornar-se best-seller. Porém isto se dará quase que por acaso ou dependendo do merchandising do editor. Assim, um grande romance pode em determinado tempo tornar-se o mais vendido em algum país ou em parte do mundo. Foi o caso dos Versos Satânicos, de O Nome da Rosa e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São ainda de Edgar Morin as seguintes observações: “Em certo sentido aplicam-se as palavras de Marx: “a produção cria o consumidor... A produção produz não só um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a produção cultural cria o público de massa, o público universal. Ao mesmo tempo, porém, ela redescobre o que estava subjacente: um tronco humano comum ao público de massa.&lt;br /&gt;Em outro sentido, a produção cultural é determinada pelo próprio mercado. Por esse traço, igualmente, ela se diferencia fundamentalmente das outras culturas: estas utilizam também, e cada vez mais, as mass-media (impresso, filme, programas de rádio ou televisão), mas têm um caráter normativo: são impostas, pedagógica ou autoritariamente (na escola, no catecismo, na caserna) sob forma de injunções ou proibições. A cultura de massa, no universo capitalista, não é imposta pelas instituições sociais, ela depende da indústria e do comércio, ela é proposta. Ela se sujeita aos tabus (da religião, do Estado etc.), mas não os cria; ela propõe modelos, mas não ordena nada. Passa sempre pela mediação do produto vendável e por isso mesmo toma emprestadas certas características do produto vendável como a de se dobrar à lei do mercado, da oferta e da procura. Sua lei fundamental é a do mercado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra página o filósofo francês acrescenta: “No entanto, se nos colocarmos do ponto de vista dos próprios mecanismos do consumo e do ponto de vista do tempo, podemos considerar que ao longo dos anos, os temas que desabrocham ou desfalecem, evoluem ou se estabilizam no cinema, na imprensa, no rádio ou na televisão, traduzem uma certa dialética da relação produção-consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode colocar a alternativa simplista: é a imprensa (ou o cinema, o rádio) que faz o público, ou é o público que faz a imprensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;A cultura de massa é imposta do exterior ao público (e lhe fabrica pseudo-necessidades, pseudo-interesses) ou reflete as necessidades do público?&lt;/span&gt; É evidente que o verdadeiro problema é o da dialética entre o sistema de produção cultural e as necessidades culturais dos consumidores. Essa dialética é muito complexa, pois, por um lado, o que chamamos de público é uma resultante econômica abstrata da lei da oferta e da procura (é o “público médio ideal” do qual falei) e, por outro lado, os constrangimentos do Estado (censura) e as regras do sistema industrial capitalista pesam sobre o caráter mesmo desse diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura de massa é, portanto, o produto de uma dialética produção-consumo, no centro de uma dialética global que é a da sociedade em sua totalidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o grande problema do livro não está na distribuição, ao contrário do que afirmam algumas pessoas. Porque mesmo que as livrarias * que são poucas no Brasil * aceitassem os livros de todos os escritores, ou de grande parte deles * mesmo assim não estaria garantida a comercialização dos livros editados. &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Não há leitor para literatura, especialmente poesia e prosa de ficção. A circulação das obras literárias é e deverá ser sempre restrita a outros escritores, estudiosos, pesquisadores, críticos, estudantes etc. Livros com distribuição garantida a todas livrarias e bancas de revistas são aqueles livros produzidos com os ingredientes da violência, cenas de sexo, drogas etc. Os best-sellers norte-americanos são o melhor exemplo desse tipo de “literatura”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As livrarias não aceitam livros editados por pequenas editoras, geralmente criadas por um escritor para editar os próprios livros. E quem são os escritores que têm leitores? Os melhores? E quem são os melhores? Geralmente os melhores são eleitos pelos professores de literatura e pelos críticos. Os primeiros, talvez por falta de tempo, já chegam às cátedras das Faculdades de Letras com os mesmos nomes de sempre, os escritores que leram e estudaram: Fernando Pessoa, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Carlos Drummond, Manuel Bandeira e poucos outros. Mesmo grandes poetas e prosadores são esquecidos, como Jorge de Lima. Dirão: daqui a 50 anos outros nomes serão incluídos nessa lista dos melhores. Será a sua vez * dizem, como consolo ao escritor de hoje. O grande público, porém, não conhece esses bons escritores. Isto é, um pequeno número de pessoas, ilustres leitores e estudiosos, seleciona os melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Moacyr Scliar resumiu a questão escritor-leitor, valendo-se de palavras de outros grandes escritores: “Quem não espera um milhão de leitores não deveria escrever, dizia Goethe, mas desde então as expectativas têm sido mais modestas. Stendhal: “Escrevo para apenas cem leitores, e desses seres infelizes, amáveis, encantadores, conheço apenas um ou dois”. Arthur Koestler levou mais adiante a fórmula dos “cem leitores”: uma centena, sim, mas que possam ser trocados por dez ao cabo de uma década e por um único no fim de um século.”&lt;/span&gt; (Revista Literatura n.º 3, dezembro, 1992).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;O público de jornal, de revista semanal e de televisão não tem interesse por literatura. Mesmo a literatura mais banal, mais popularesca, mesmo essa não tem grande público.&lt;/span&gt; Daí a mídia não ter interesse nela. Ora, a política, nacional e internacional (agora mais do nunca, com a globalização da informação), os esportes, o crime, a música pop têm público, grande público. Daí as muitas páginas nos jornais. E os melhores horários na televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eloésio Paulo, em seu recente Teatro às Escuras - Uma Introdução ao Romance de Uilcon Pereira, afirma: “A propósito das relações entre o texto literário e o padrão de comunicação estética estabelecido pelos veículos de comunicação de massa, o poeta João Cabral de Melo Neto já apontava em 1954 para a necessidade de um comércio maior entre as formas poéticas e novos meios de difusão. Cabral destacava principalmente as virtualidades do rádio como difusor da poesia; apresentava, como uma direção inevitável para o poeta moderno, reformular sua posição enquanto agente de um processo de comunicação, ao mesmo tempo mantendo a alta elaboração estética na base de seus objetivos e procurando abrir-se à possibilidade de atingir o grande público. Via-se o poeta, portanto, diante de um impasse representado pela concorrência dos mass media, que por outro lado encerrava, dialeticamente, a própria saída ou solução, já que o tornar a poesia capaz de “entrar em comunicação com os homens nas condições que a vida moderna oferece” era, para Cabral, a “contraparte orgânica” da luta pela expressão poética desobstruída do tom oratório característico do lirismo tradicional.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diz mais: “Se a ficção do período (anos 50 e 60) não ignorava a cultura de massas, é certo que encerrou a problemática em outros termos, distanciando-se do mundo racionalmente administrado da sociedade em industrialização para mergulhar nos impasses da consciência individual e nas indagações metafísicas, coincidindo os escritores mais importantes numa pesquisa estética em nada dirigidas para a massificação da literatura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos os jornalistas eram, antes de tudo, escritores, como Machado de Assis e outros. Os donos dos jornais ou os editores-chefes precisavam desses escritores. Sem eles, não teriam como editar seus periódicos. Daí também os suplementos literários, que certamente nunca ressurgirão. Não havia ainda os cursos de comunicação. Mesmo assim, ainda hoje temos os artigos assinados, sim. Porém seus autores geralmente são políticos profissionais, sociólogos ou economistas. Que eventualmente podem ser escritores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar Morin cita um trecho de Robert Musil, em O Homem sem Qualidades, quando o personagem Arnheim pergunta: “Você não notou que nossos jornalistas ficam sempre melhores e nossos poetas sempre piores?” E tira sua conclusão: “Efetivamente, os padrões se enchem de talento, mas sufocam o gênio. Um copy desk do Paris-Match escreve melhor que Henri Bordeaux, mas não saberia ser André Breton.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(grifos meus)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-6218863294368004324?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/6218863294368004324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=6218863294368004324' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6218863294368004324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/6218863294368004324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/02/literatura-e-mdia.html' title='LITERATURA E MÍDIA'/><author><name>Alan Santiago</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05257644097394068561</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-5746542202745150511</id><published>2007-02-08T07:05:00.000-08:00</published><updated>2007-02-08T07:32:40.801-08:00</updated><title type='text'>Alguns dedinhos de prosa(aliás, poesia) com Antônio Cícero</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Navegando&lt;/strong&gt; pelo site da cantora Adriana Calcanhotto, me deparei com uma espécie de blog espaçadamente atualizado chamado ''Pelos Ares''. Nele, poemas, notícias, fotos, trechos de entrevistas aparentemente postados pela própria Adriana. E entre tudo isso, acabei encontrando um trecho, sem nenhuma explicação, de uma entrevista do poeta Antônio Cícero, parceiro de Adriana e de diversas outras personalidades da música, muitas com sua irmã, Marina Lima. Na entrevista, a qual não consegui identificar para quem ou que veículo, versa sobre algumas questões à respeito de poesia contemporânea, vanguardas e tradição, desfazendo alguns mitos e visões meio que solidificadas à respeito do fazer poético. Vale a pena conferir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_DzxxRoGqg-U/RctBXX8Kn0I/AAAAAAAAAAw/uPs090FiG7Q/s1600-h/foto_antonio_cicero.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029185278708457282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_DzxxRoGqg-U/RctBXX8Kn0I/AAAAAAAAAAw/uPs090FiG7Q/s320/foto_antonio_cicero.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_DzxxRoGqg-U/Rcs_UX8KnxI/AAAAAAAAAAM/KkExVbFjzeY/s1600-h/foto_antonio_cicero.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Q:&lt;/strong&gt; - Mas em que medida a vanguarda foi importante para a sua poesia? Questiono isto, porque se, por um lado, os seus poemas não fazem cedências ao experimentalismo, por outro, não pode dizer-se que ficou imune às influências das correntes mais vanguardistas.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Antonio Cicero&lt;/strong&gt; -&lt;/em&gt; Não há poesia contemporânea - ou melhor, não há boa poesia contemporânea - que se pretenda imune às influências vanguardistas. Não se pode hoje fazer poesia como se as vanguardas não tivessem existido. Mas o verdadeiro sentido das vanguardas foi o de abrir portas, não o de fechá-las. Os vanguardistas falavam de "destruição", de "morte", de "fim": da "morte do soneto", do "fim do verso", da "destruição da métrica" etc. Tratava-se de pura retórica, porém tanto eles quanto os seus inimigos acabaram por acreditar nela. Estavam todos enganados. No final das contas, como hoje sabemos claramente, não ocorreu nenhuma dessas mortes ou destruições. Independentemente das ambições e das ilusões dos seus protagonistas, o que as vanguardas efetivamente mostraram - e não o fizeram com seus manifestos, mas com seus poemas - é que a poesia é compatível com uma infinidade de formas. É verdade que o corolário disso é que as formas tradicionais eram meramente tradicionais e não essenciais à poesia, isto é, que elas têm origem na convenção e não na natureza. Ao revelar esse fato, as vanguardas relativizaram essas formas; mas relativizar uma coisa é diferente de destrui-la. Do século XII ao século XVII, construíram-se e se consolidaram diversas formas de poesia escrita adequadas às línguas modernas. No século XIX, essas formas se apresentavam como "naturais" e infringi-las parecia anti-natural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As vanguardas simultaneamente abriram caminho para as infinitas possibilidades que haviam sido excluídas e mostraram que as formas "naturais" eram na verdade formas que haviam sido fetichizadas. Bastou essa revelação para se desmontar o fetiche. Uma vez feito isso, as vanguardas haviam cumprido a sua função histórica.Mas esse é o resultado final da atividade das vanguardas: é o que ficou depois que elas terminaram o seu trabalho, isto é, depois que percorreram o caminho finito que nos trouxe da pré-modernidade à modernidade plena. É claro, porém, que esse caminho não foi uma linha reta. A história nunca é assim. Antes de desfetichizar as formas tradicionais, as vanguardas as mantiveram fetichizadas, porém inverteram o valor desse fetiche. Se tradicionalmente as formas convencionais haviam sido as únicas admissíveis na poesia, em certo momento as vanguardas passaram a tomá-las como as únicas inadmissíveis na poesia. Entretanto, isso foi apenas um momento da história das vanguardas. Ao cabo dela, não havia sobrado fetiche algum, nem positivo nem negativo.É importante ressaltar que o resultado realmente importante dessa história não foi nenhum progresso artístico, isto é, nenhum progresso da própria poesia, mas um progresso cognitivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O resultado objetivo de todo o afã da vanguarda foi a aquisição de um conhecimento de caráter negativo sobre a essência da poesia. Descobriu-se que nenhuma forma é essencial à poesia. Isso significa que por princípio não se pode receitar como deve ser um poema. Pela mesma razão, não há critérios prontos para serem aplicados a cada poema que surja. É nesse ponto que nos encontramos hoje. Trata-se, evidentemente, de uma situação muito diferente tanto daquela (pré-vanguardista) em que se supunha conhecer as formas essenciais à poesia quanto daquela (vanguardista) em que ainda se buscava determinar as formas essências à poesia. O grande erro que alguns vanguardistas cometeram foi confundir os progressos cognitivos que obtiveram com um progresso artístico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro erro não menos grave, porém, é cometido pelos inimigos da vanguarda e da modernidade que, ao ridicularizarem a confusão que acabo de apontar, entre conhecimento e arte, negam à vanguarda qualquer sentido e se recusam a reconhecer o que ela realizou do ponto de vista cognitivo. Mas não é possível voltar atrás e é preciso dizer a verdade: as vanguardas acabaram; mas acabaram, não porque não tenham dado certo, mas porque cumpriram a missão de legar ao mundo a liberdade da qual, hoje, a poesia da nossa geração se beneficia. Quanto a mim pessoalmente, alguns dos poetas mais importantes na minha formação foram vanguardistas ou ex-vanguardistas, como Carlos Drummond de Andrade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Q:&lt;/strong&gt; - Então você crê que não haja mais lugar para a poesia experimental?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Antonio Cicero&lt;/strong&gt; - Creio o oposto: o fato de que as vanguardas acabaram não significa que não continue a existir - ou que não tenha o direito de continuar a existir ou que não possa ser boa - a poesia experimental, isto é, a poesia que faz experiências com novas linguagens, formas, técnicas, materiais etc. O experimentalismo continua a existir, embora seja apenas uma das possibilidades da poesia. Ele não é mais "vanguarda", pois não está mais a abrir caminho para a nossa compreensão da poesia, mais apenas explorando caminhos formais alternativos. Enquanto poeta algum pode ignorar o feito cognitivo da vanguarda histórica, é apenas por uma questão de gosto que alguém toma ou deixa de tomar conhecimento da arte experimental de hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;: - Você diria que ainda há lugar para a busca do novo?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Antonio Cicero&lt;/strong&gt; - Não. Acho que a arte não tem nada a ver com nenhuma "busca do novo". Essa expressão mesma é fruto de um equívoco. Quando digo que o artista experimental faz experiências com novas linguagens etc., não quero dizer que ele esteja abstratamente "à busca do novo". Ele está concretamente experimentando e brincando com determinadas linguagens, determinados materiais etc. A partir dessa experimentação pode surgir uma obra. O que importa é que ela seja boa e isso não depende do seu grau de "novidade", que é totalmente acidental. Além disso, a expressão "busca do novo" supõe que "o novo" esteja por aí, para ser achado. Supõe uma exterioridade do "novo" em relação ao artista e à arte. Segundo essa imagem, o artista é aquele que "capta o novo" que os outros não percebem. Por isso Ezra Pound, que cometeu o equívoco de exortar os poetas a "make it new", também os chamava de "antenas da raça". É a concepção do artista como aquele que, antes dos outros, consegue captar e retransmitir o tal "novo". Mas captar e retransmitir o novo não é a função legítima dos poetas, mas sim dos jornalistas e dos publicitários. Também acho superada a hierarquização poundiana dos artistas em inventores, mestres e diluidores. O poeta que acredite nisso vive na ansiedade de tentar achar o "novo" antes que um outro o faça; mas "o novo" já é velho, quando é achado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;: - Entretanto, "o novo" não era importante apenas para Pound, mas para a vanguarda, de modo geral.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Antonio Cicero&lt;/strong&gt; - O "novo" foi uma categoria importante para a vanguarda porque o feito da vanguarda enquanto vanguarda foi, como eu disse, um feito cognitivo. Sua importância estava em revelar algo sobre a natureza da poesia. Ora revelar algo que todo o mundo já soubesse não teria sido revelar coisa alguma. Uma revelação é tanto maior quanto mais nova for, quanto mais contrária for ao que é sabido. Daí o culto à novidade. Contudo, a novidade não é, de modo algum, uma propriedade estética; do contrário, um poema bom ficaria ruim à medida que passasse a sua novidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;: - Mas não se pode dizer que um poema bom é inovador, no sentido de que mostre novos caminhos para a poesia? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Antonio Cicero&lt;/strong&gt; - Se fosse assim que aconteceria, quando passasse a novidade desses novos caminhos? Por que é que um poema continua sendo bom, mesmo depois que mil poemas posteriores já trilharam os caminhos que ele um dia apontou? Será porque sabemos que ele foi o primeiro? Mas pensar desse modo seria degradar a apreciação estética a uma apreciação histórica. Se fosse assim, só se leria Dante, por exemplo, por interesse histórico, por respeito ao fato de que ele tenha sido inovador no seu tempo, mais ou menos como se pode ler Copérnico hoje. Ora, a verdade é que o meu prazer em ler Dante não depende em nada de saber que ele inovou em alguma coisa. Mesmo um leitor que ignore que Dante tenha sido inovador é capaz de obter um prazer estético vivo, atual, e não histórico, da leitura da Divina Commedia. E é essa propriedade que distingue a grande literatura. Na verdade, Isócrates já tinha, na Grécia antiga, resolvido a questão da novidade, quando afirmava que, nas artes da palavra, são dignos de admiração não os primeiros a fazer alguma coisa, mas os melhores, e que se deve honrar não os que tentam fazer o que ninguém antes fez mas os que são capazes de fazer o que ninguém mais consegue. Penso que o importante não é fazer o novo, mas fazer aquilo que não envelhece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Se alguém souber de onde é a entrevista, por favor me avise para que sejam colocados os devidos créditos. Por enquanto, fica com a Adriana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-5746542202745150511?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/5746542202745150511/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=5746542202745150511' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/5746542202745150511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/5746542202745150511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/02/alguns-dedinhos-de-prosaalis-poesia-com.html' title='Alguns dedinhos de prosa(aliás, poesia) com Antônio Cícero'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_DzxxRoGqg-U/RctBXX8Kn0I/AAAAAAAAAAw/uPs090FiG7Q/s72-c/foto_antonio_cicero.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-117082024572701699</id><published>2007-02-06T19:48:00.000-08:00</published><updated>2007-02-06T20:01:15.423-08:00</updated><title type='text'>Novo blog na família pmlística</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E foi criado mais um veículo de comunicação dentro da comunidade Por Mais Leitura, que já conta com blog, fotolog e comunidade no orkut, além de lista de discussão por e-mail. Trata-se do blog para registro dos textos lidos nos encontros, com enfoque principalmente naqueles autorais. A postagem deve acompanhar os encontros, servindo sempre de referência tanto pra quem quer rever como pra quem não pode ir e quer saber o que rolou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitem: &lt;a href="http://www.pmltextos.blogspot.com"&gt;www.pmltextos.blogspot.com&lt;/a&gt; !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-117082024572701699?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/117082024572701699/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=117082024572701699' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/117082024572701699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/117082024572701699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2007/02/novo-blog-na-famlia-pmlstica.html' title='Novo blog na família pmlística'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116707663362340548</id><published>2006-12-25T11:56:00.000-08:00</published><updated>2006-12-25T11:57:13.640-08:00</updated><title type='text'>Conto, romance, novela?</title><content type='html'>Qual é a diferença entre esses gêneros? Já li Lygia Fagundes Teles criticando Mário de Andrade por ter dito que conto era tudo aquilo que o autor dizia que era conto. Não deve mesmo ser bem assim, afinal um soneto não é tudo aquilo que um autor diz que é um soneto, até mesmo porque ninguém é obrigado a escrever soneto. Nem conto. Assim como na poesia, creio que a prosa também devia se preocupar sempre com a forma, não cair na tolice de achar que está se inventando a pólvora, mas saber bem a diferença entre os gêneros que já existem para poder discernir bem o que se irá fazer, mesmo que seja jogando tudo o que aprendeu pro alto. E a diferença de romance e novela? Outra coisa bastante enuviada. Achei um texto muito interessante que fala sobre todas essas questões, do Saint-Clair Stockler, lá na Clareira, site do portal Na Selva(o mesmo do blog Civilizados, linkado aqui ao lado). O texto, se não definitivo, como aliás nem pretende ser, é bastante esclarecedor. E fica aqui a recomendação para todo o site, que vai ser adicionado nos links ao lado. Aqui o link do artigo: &lt;a href="http://clareira.naselva.com/"&gt;http://clareira.naselva.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116707663362340548?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116707663362340548/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116707663362340548' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116707663362340548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116707663362340548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/12/conto-romance-novela.html' title='Conto, romance, novela?'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116602093333953331</id><published>2006-12-13T06:34:00.000-08:00</published><updated>2006-12-13T06:49:58.273-08:00</updated><title type='text'>Rumo ao 8# Encontro</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7329/3242/1600/118261/13497198.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7329/3242/320/578720/13497198.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cartazes espalhados pela cultura francesa, CH da ufc, campus da filosofia, e em breve no direito e no CH da Uece, ali na Luciano Carneiro. Fotolog atualizado( &lt;a href="http://www.fotolog.com/pormaisleitura"&gt;www.fotolog.com/pormaisleitura&lt;/a&gt;), apesar de hoje especificamente o sistema do fototlog estar em manutenção, mas tá tudo lá. Pra quem viu o endereço do site nos cartazes, pode tá sempre acompanhando também o fotlog, no qual constam os convites para os encontros, relatos e comentários sobre livros em geral. Se quiser escrever ou mandar alguma resenha, é só pedir a senha. ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tudo preparado pro nosso próximo e oitavo encontro Por Mais Leitura - Roda de Leitura, novamente enfocando textos não-autorais, ou seja, tentando abrir pra todas as pessoas que tem interesse em literatura, e não somente àqueles que escrevem. Como o evento acontece há cada quinze dias, tentaremos fazer algo alternado, uma vez autoral e outra vez não-autoral, só repetimos agora porque o sistema mudou há pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Leonilson, dia 16, esse sábado, a partir das 15h, roda de leitura e discussão. Não esqueçam. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, pra quem não sabe onde é a Leonilson, é a biblioteca de artes visuais do Dragão do Mar, fica dentro do museu de arte contemporânea do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116602093333953331?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116602093333953331/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116602093333953331' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116602093333953331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116602093333953331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/12/rumo-ao-8-encontro.html' title='Rumo ao 8# Encontro'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116527335126608690</id><published>2006-12-04T14:59:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T15:02:31.286-08:00</updated><title type='text'>#7 Encontro - diário de bordo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7329/3242/1600/371785/PML%20003.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7329/3242/320/382196/PML%20003.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Neste sábado, dia 2 de Dezembro, ocorreu na Biblioteca Leonilson, dentro do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural Dragão do Mar, mais outro evento literário do Por Mais Leitura, desta vez com textos não-autorais, oportunidade de descobrir contos e poemas de autores conhecidos e de outros que... nem tanto. Iniciamos com uma rápida conversa sobre nossas pretensões e projetos além da roda de leitura, possibilidade de publicações e melhorias neste site (aguardem). Depois foi literatura até o fim!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Iniciamos com um conto de Adriano Espíndola, escritor cearense: O Pintor da Tribo. No conto, o artista da tribo é, em tempo de fome, comido por seus companheiros por ser considerado o mais fraco e inútil. A partir do escrito falamos um pouco sobre a utilidade da arte: a tribo conseguiu vencer o problema imediato da fome, mas havia abdicado da eternidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro texto foi A Cabeça, de Luiz Vilela. Uma insólita cabeça é encontrada na rua e, em cena de extrema banalização da violência, os transeuntes conversam, brigam e riem descompromissadamente. A cabeça era, por um lado, o eixo de todo os acontecimentos do conto. Por outro, um elemento dispensável e dispensado diante do tratamento que à sua presença deram os personagens do texto, que falam de Deus, da violência e do tratamento às mulheres. Onde estavam a dignidade humana e a solidariedade naquela hora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em seguida, um trecho do livro O Triângulo das Águas, de Caio Fernando Abreu, pertecente ao Dodecaedro: um personagem apresentado como “o 13&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;” distribui uma cor para cada um dos outros 12 personagens, misturando a descrição das propriedades da cor em gestos, sentimentos, sensações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O quarto texto foi Sintaxe a Vontade, de Fernando Anitelli. O texto é um poema recitado em seu projeto musical-teatral “O Teatro Mágico”. Um jogo inteligente e divertido sentidos e sons. O texto, por sinal, foi lido pela Lediana, que é a dona da comunidade cearense do Teatro Mágico no Orkut (&lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4172093"&gt;http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4172093&lt;/a&gt;). O quinto texto, também lido pela moça, foi o “Caçador de Borboletas”, primeiro texto de Fernando Sabino, um conto-crônica em que um passarinho aparece na janela e convence um escritor amargurado a largar as tristezas. A leitora, aliás, também nos contou de sua correspondência com o escritor, prometendo nos trazer um texto sobre esse contato com o mestre!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acabando com a lista de textos do dia, dois poemas de Alberto Caeiro. Seria o mais sábio dos rostos de Fernando Pessoa? Como ele mesmo diz:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;“Pouco me importa&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;Pouco me importa o que? Não sei: pouco me importa.”&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais um dia de leituras e discussões sobre literatura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembrando: Estamos sempre, a cada duas semanas, empreendendo um encontro desse. Está aberto a todos. O próximo encontro será de textos não-autorais, ou seja, não traga seus próprios textos, mas os textos de autores de que gosta. Não se acanhe, ninguém morde. Experimente o prazer de ler, ouvir e falar sobre literatura.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116527335126608690?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116527335126608690/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116527335126608690' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116527335126608690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116527335126608690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/12/7-encontro-dirio-de-bordo.html' title='#7 Encontro - diário de bordo'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116412745868722101</id><published>2006-11-21T08:34:00.000-08:00</published><updated>2006-11-21T08:44:18.710-08:00</updated><title type='text'>#6 Encontro - diário de bordo</title><content type='html'>O sexto encontro começou com uma discussão sobre a definição de rumos da roda de leitura do PML: como fazer para atrair mais pessoas, o que estaria dificultando a frequência das mesmas? Especulou-se que talvez seria a falta de definição entre a roda de leitura ser algo autoral ou de discussão de autores outros... Isso porque a leitura somente autoral afastaria as pessoas que não escrevem. Resolvemos, então, experimentar um dia somente com coisas de outros autores; o que fica pra próximo sábado(sim, o encontro foi no domingo somente dessa vez passada), no mesmo local e horário, na leonilson, as 15h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui o pedido encarecido pra que as pessoas que vão no evento o divulguem; não queremos ficar restritos ao mesmo grupinho, pelo contrário, o PML pretende-se como um facilitador cultural, uma maneira de juntar pessoas com interesses em literatura para difundir a mesma. Seria interessante que na próxima reunião cada um levasse algum autor para o qual quisesse chamar atenção, seja ele conhecido ou não, mostrar como é legal tal coisa, que às vezes a gente não entende como o resto do mundo ainda não descobriu. Acho que a roda de leitura pode ter essa função, revelar os tesouros particulares que cada um vai descobrindo, e sair daquele egoísmo de que autor X é meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serve também pra gente discutir esses autores, diversificar pontos de vista, argumentar, trocar experiências, rir, se divertir, etc. Porque literatura é sim uma diversão, coisa séria, mas uma diversão levada à sério, talvez. Então, tragam seus autores e venham compartilhar conosco, no sábado daqui a quinze(dia 2), 15h, na leonilson, sétimo encontro PML de discussão literária, edição especial autores outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116412745868722101?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116412745868722101/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116412745868722101' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116412745868722101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116412745868722101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/11/6-encontro-dirio-de-bordo.html' title='#6 Encontro - diário de bordo'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116360386885985704</id><published>2006-11-15T07:15:00.000-08:00</published><updated>2006-11-15T11:52:29.546-08:00</updated><title type='text'>Diversidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/1600/urobolus-desktop-1024x740.jpg"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/200/urobolus-desktop-1024x740.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 70 artistas, cearenses em sua maioria, estarão expondo fotografias e instalações, além de ministrar diversas palestras e oficinas, tudo isso a partir de hoje, às 19h, em galpão ao lado do Mercado dos Pinhões. Tudo isso na mostra chamada deVERcidade, que contará com diversos eventos até o dia 19, domingo, quando se encerra o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parceria entre o Instituto de Fotogragfia(iFoto), e a  Fundação de Cultura, Esporte e Turismo de Fortaleza (Funcet), contará agora em sua segunda edição com intervenções sonoras do DJ Fil e cenografia de André Scarlazzari, além de diversas apresentações musicais e artísticas. Entre as oficinas, teremos desde Fotografia Pinhole(aquela que a gente aprende na escola, fazendo furinho na lata de Nescau pra formar imagens em p&amp;b) à construção de álbuns fotográficos artesanais. As oficinas serão gratuitas, assim como a entrada no galpão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os expositores estarão presentes desde os veteranos Zé Tarcísio e René Barreira a estreantes como Diogo Braga(autor da foto que ilustra o post) e Lia de Paula. Além dos artistas locais, contará com obras de artista da cidade convidada, Belém, o que faz parte do projeto do iFoto de integrar os ‘’fazedores de imagem’’ do norte e nordeste de forma a discutir a questão da imagem e sua produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixem de conferir, porque imagem também é uma possibilidade de leitura. Afinal, não dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SERVIÇO:&lt;/span&gt; (do jornal O Povo)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;deVERcidade&lt;/span&gt; - Mostra reunindo mais de 70 profissionais da fotografia, de 15 a 19, no Mercado dos Pinhões (praça Visconde de Pelotas, entre Gonçalves Ledo e Nogueira Acioly, Praia de Iracema). Exposições e palestras abertas ao público de 18h à meia-noite. As oficinas também são gratuitas e as inscrições podem ser feitas no local e na sede do Ifoto (rua Gonçalves Ledo, 307 - Praia de Iracema). Inf.: 3254.6385.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116360386885985704?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116360386885985704/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116360386885985704' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116360386885985704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116360386885985704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/11/diversidade.html' title='Diversidade'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116355436188534097</id><published>2006-11-14T17:03:00.000-08:00</published><updated>2006-11-14T17:46:45.636-08:00</updated><title type='text'>Bolando as trocas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.spacca.com.br/mestres/imagens/machado.gif"&gt;&lt;img src="http://www.spacca.com.br/mestres/imagens/machado.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div align="justify"&gt;O título é mesmo para chamar atenção; o conhecido trocadelho de bolar as trocas(trocar as bolas, originalmente) não quer dizer no entanto confusão, mas uma palestra que arece ser muito interessante por misturar dois ramos do conhecimento: filosofia e literatura(sim, conhecimento, porque não?). Com o título de ''Ironismo e ceticismo em Rorty e Machado de Assis'',  o tema abordado será o conceito de ceticismo e ironia do filósofo americano contemporâneo Richard Rorty aplicados na literatura de um dos nossos mais cáusticos mestres da prosa em língua portuguesa. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Rorty é um estudioso também de literatura comparada, um ramo bastante interessante do estudo sobre literatura, e por isso creio-se que seus conceitos linguísticos devam se aproximar bastante dessa arte(quase a luz; hora se apresentando como arte e ora como conhecimento, e é afinal de contas ambos os dois ao mesmo tempo). Machado creio que dispensa apresentações, mas caso ainda não se conheça, um conselho: corra e pegue o seu exemplar de Brás Cubas ou vá tentar descobrir afinal se Capitu traiu Bentinho(a terceira pergunta da lista que inclui porque o céu é azul e quem veio primeiro, o ovo ou a galinha).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A palestra será ministrada pelo filósofo Paulo Roberto Margutti Pinto, professor da UFMG e com pesquisas na área de lógica, argumentação e filosofia da linguagem.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Quando?&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;Nessa quinta-feira, às 19h.&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Onde?&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;No auditório Luís Gonzaga, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFC( no prédio anexo à Reitoria, na Av. da Universidade).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Aberto para todos os interessados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116355436188534097?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116355436188534097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116355436188534097' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116355436188534097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116355436188534097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/11/bolando-as-trocas.html' title='Bolando as trocas'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116346948414844416</id><published>2006-11-13T17:37:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T17:58:04.160-08:00</updated><title type='text'>Galáxia de Haroldo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farias.wordpress.com/files/2006/07/pos-tudo-1984.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://farias.wordpress.com/files/2006/07/pos-tudo-1984.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa quarta-feira, feriado, haverá a exibição no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura de um filme que registra um recital de Haroldo de Campos feito por vários artistas e poetas. Entre eles, temos seu filho e também poeta Augusto de Campos, irmão de Haroldo(bem conhecido por suas parcerias com Adriana Calcanhoto), dos músico Marsicano e Cid Campos(filho de Augusto), e dos poetas de uma geração mais recente, Frederico Barbosa e Cláudio Daniel. Pouco conheço da obra do Frederico Barbosa, mas coloco aqui meu selinho de especialmente recomendado(se este tiver algum respaldo) no trabalho do Cláudio Daniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os irmão Campos foram os fundadores no Brasil do movimento literário conhecido como concretismo, que procurava, entre outras coisas, utilizar as palavras através de sua possibilidade imagética e significativa, explorando os espaços do papel e procurando sempre uma forma de disposição que desse significado ao poema. Na foto, poema concretista de Haroldo de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exibição acontece quarta, dia 15, às 19h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116346948414844416?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116346948414844416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116346948414844416' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116346948414844416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116346948414844416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/11/galxia-de-haroldo.html' title='Galáxia de Haroldo'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116243675054384562</id><published>2006-11-01T19:00:00.000-08:00</published><updated>2006-11-02T16:01:56.240-08:00</updated><title type='text'>#5 Encontro Literário Por Mais Leitura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/1600/curiousBook.gif"&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/320/curiousBook.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por falta de outro nome, continua esse, mas a pompa é só no nome&lt;br/&gt;mesmo. Trata-se de um evento informal, sem hierarquia, iniciativa&lt;br/&gt;de pessoas que gostam de escrever para compartilhar suas produ-&lt;br/&gt;ções, colocar a literatura em pauta e discutir os textos. Trata-se resumidamente de uma roda de leitura autoral,  com espaço&lt;br/&gt;para críticas, elogios e tudo mais.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Nesse sábado agora teremos o quinto evento, que tem dado muito&lt;br/&gt;certo. E eu sempre explico tudo de novo pra mostrar que esta-&lt;br/&gt;mos mais do que abertos para pessoas novas, quem quiser&lt;br/&gt; saber mais sobre o que vem acontecendo, se familiarizar com os&lt;br/&gt; nomes, ver se tem alguém que conhece, pode ir logo olhando&lt;br/&gt; no post abaixo, que conta um pouquinho, fiz esse post só pra&lt;br/&gt; separar melhor as informações sobre o evento agora.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Ah, e dessa vez o evento acontecerá junto com um picnick! Por isso, além dos textos e das idéias, levem um suquinho, fruta, biscoito ou coisas assim :)&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;Os detalhes:&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Onde: biblioteca leonilson(dentro do museu de arte contemporânea do dragão do mar)&lt;br/&gt;Quando: dia 04/10, esse sábado&lt;br/&gt;Hora:  a partir das 15h&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Espero vocês lá!&lt;br/&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116243675054384562?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116243675054384562/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116243675054384562' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116243675054384562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116243675054384562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/11/5-encontro-literrio-por-mais-leitura.html' title='#5 Encontro Literário Por Mais Leitura'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-116243590963533255</id><published>2006-11-01T18:49:00.000-08:00</published><updated>2006-11-01T18:51:49.656-08:00</updated><title type='text'>E vamos pro quinto encontro!</title><content type='html'>E então já vamos pro quinto encontro! Sempre no mesmo bat-horário e mesmo bat-local, o evento tem dado certo,   contando ainda com a presença frequente de um pequeno número de pessoas, mas tem sido bastante produtivo. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Contamos quase sempre com a participação de Ary, Lara, Diogo, Alan, Marília, Renan, Naiana e eu, o Bruno, mas há também as presenças razoavelmente frequentes de Natália Memória(oh sobrenome bom esse!), Thiago, e desculpe se tiver esquecendo de alguém. Nosso caro amigo João Miguel, ideólogo e fundador do movimento(sociedade civil organizada, terceiro setor?), também frequenta os eventos, apesar de não poder estar sempre presente. Tenho que citar também o Diego, que levou zines e leu poemas seus(lembrando que levar seus zines literários pra ler também pode, acho que farei isso nesse encontro agora!), a Ramayana(que levou o Mrs. Dalloway pra emprestar, muito, muito, muito bom, merece um post só dele), e etc(desculpem quem esqueci, mas é que meu sobrenome é só Reis, ehehhe).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas então, como o blog está ligeiramente desatualizado, faço aqui um breve resumo do que aconteceu nos últimos encontros. No terceiro, ou seja, o penúltimo até agora, tivemos a participação do Marlon, um jovem poeta e contista, que levou alguns poemas pra gente; foi talvez o encontro mais produtivo, lemos várias coisas, um texto muito muito bom da Marília, prosa poética em forma de carta, bem interessante mesmo, tivemos conto da Lara, poema do Diogo, e várias coisas legais das quais eu não lembro agora. Ah, teve poema do Ary, muito bom como sempre. Foi esse o dia do conto do Alan? Não tenho certeza, mas o Via Láctea é uma das melhores coisas que já vi dele(só olhar no blog aqui linkado ao lado).&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Já o quarto teve um pouquinho menos de gente, Alan estava em Fernando de Noronha, muito bem passeando, a Marília acabou não podendo ir, nem o Filipe que sempre promete mas não vai, nem o Thiago também. Mas tivemos finalmente a presença ilustríssima da Janaína, ela, a prosadora poética que já escreveu um livro inteiro junto com um amigo, mas teve preguiça de editar e mandar pro concurso da Funcet, pode? Ela leu um pedacinho pra gente, o que deu mais raiva ainda dela não ter mandado. Além disso, finalmente tive coragem de mostar alguma coisa minha(coragem e a colaboração da impressora, que não me deixou levar nada antes também), e a Lara leu seu belo conto Clarice, que pode ser lido também no zine de contos Canhotos #3. Mas enfim, é isso :)&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Vamos agora para o quinto encontro, planejando expandir nossas atividades para outros tipos de eventos, e esperando de braços abertos todos aqueles que se interessem pela proposta e queiram se envolver, seja de que maneira for.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Até sábado :) &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-116243590963533255?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/116243590963533255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=116243590963533255' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116243590963533255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/116243590963533255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/11/e-vamos-pro-quinto-encontro.html' title='E vamos pro quinto encontro!'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-115915233657385711</id><published>2006-09-24T19:44:00.000-07:00</published><updated>2006-09-24T19:45:36.590-07:00</updated><title type='text'>O segundo encontro</title><content type='html'>O Encontro Literário Por Mais Leitura, uma forma de fazer a ponte entre autores e autores, e entre autores e obras, aconteceu no último sábado, 23, na biblioteca leonilson, e transcorreu de forma tranquila e confortável. Dessa vez foram feitas leituras não somente de textos autorais, como de outros autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parte autoral, tivemos de tudo um pouco; conto, poema, crônica, prosa caótica, verso em prosa... Muita coisa, e muita coisa boa! Não, não é rasgação de seda, porque elogio também é um tipo de crítica, alguém disse. As obras foram comentadas de forma sincera e sensível, e enquanto se falava de textos específicos foi criada a oportunidade de falar um pouco sobre literatura, leitura e escrita em geral. Uma ótima oportunidade de socializar e botar em circulação as informações que cada um vai juntando na sua busca de coisas legais, o que chamam por aí de bagagem cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero deixar claro aqui que o encontro é aberto para todas as pessoas interessadas, pois a intenção é justamente isso, ampliar o máximo possível o campo de troca de informações entre as pessoas que lêem, o que acaba se tornando um incentivo à própria leitura. Normalmente são enviados convites de blog em blog, mas caso seu blog não tenha sido contemplado, sinta-se igualmente convidado! Acontece que são muitos blogs nessa cidade(e isso é muito bom!), e não dá pra mandar pra todo mundo, afinal eles são enviados manualmente.&lt;br /&gt;Sendo assim, gostaria de sugerir que quem fosse convidado e achasse a proposta legal, reproduzisse o convite para outras pessoas que elas achassem que se interessariam. Afinal, no nosso movimento não há hierarquia, e qualquer pessoa que estiver interessada pode chamar quem quiser para ir. Sei que dá vergonha de chegar sozinho, sem conhecer ninguém, mas pode ter certeza de que quem chegar será bem acolhido. Nessa brincadeira já foram feitas até algumas amizades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se você ainda não, mas quer ir, não se acanhe! Chame mais alguém, vá acompanhado, na cara de pau, mas vá! Estamos lhe esperando. Ah, e traga seu texto, mesmo que com vergonha de ler, afinal você pode pedir que alguém lá leia. Se bem que aí você vai achar que a pessoa não leu como você queria, então vai acabar lendo de novo, você mesmo. E assim se multiplica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Por mais leitura.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-115915233657385711?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/115915233657385711/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=115915233657385711' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115915233657385711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115915233657385711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/09/o-segundo-encontro.html' title='O segundo encontro'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-115885065728632658</id><published>2006-09-21T07:30:00.000-07:00</published><updated>2006-09-21T07:57:37.316-07:00</updated><title type='text'>II Enconro Literário Por Mais Leitura</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/1600/pml_encontro.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/400/pml_encontro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro encontro foi pequeno, mas bastante descontraído e proveitoso. Pessoas que estão escrevendo há pouco tempo, outras que, mesmo jovens, já o fazem há algum tempinho, trocando experiências, lendo, se divertindo. Se divertindo com literatura, porque sim, pra gente isso é um prazer. Se divertir levando a sério, cuidando das palavras e do que possa brotar delas. Se divertindo com os sentidos. Por isso agora faremos outro encontro, dia 23, sábado, na biblioteca leonilson, a partir das 15h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*o quê? encontro literário por mais leitura: oportunidade de compartilhar textos autorais e conversar sobre os mesmos. a troca de livros pode acontecer também, para quem estiver interessado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**troca de livros: troca de livros 2vs: vai e volta. os dados de cada pessoa são anotados, por segurança. para trocar temporariamente um livro, é preciso já ter participado de pelo menos um evento por mais leitura, e levar algum livro para emprestar também. assim fica mais organizado e as pessoas podem se sentir mais seguras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*onde: biblioteca leonilson, dentro do museu de arte contemporânea do dragão. para entrar basta avisar na recepção do museu que você vai para a biblioteca, que não precisa pagar entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*quando: sábado, dia 23 de setembro, a partir das 15h&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-115885065728632658?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/115885065728632658/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=115885065728632658' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115885065728632658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115885065728632658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/09/ii-enconro-literrio-por-mais-leitura.html' title='II Enconro Literário Por Mais Leitura'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-115785270192673389</id><published>2006-09-09T18:18:00.000-07:00</published><updated>2006-09-09T18:45:01.936-07:00</updated><title type='text'>Relato do primeiro encontro literário Por Mais Leitura :)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/1600/matisse.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/320/matisse.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu estive lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro encontro literário Por Mais Leitura. Algo que chamávamos de "roda de leitura" em nossas reuniões iniciais funcionou (sim, deu certo), finalmente, hoje. A despeito de um pouco de atraso, da espera de que surgissem mais pessoas, a roda conseguiu ser um meio interessante de ler coisas alheias e de ouvir as nossas, de comentar amigavelmente e de forma sincera o que se gostou ou não, os pontos fracos e fortes do que cada um escreveu, o que se sentiu lendo (ou ouvindo) o trabalho (escrever é um trabalho) de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que talvez melhorar? Alguns de nossos pormaisleitores faltaram devido a concorrencia desleal de um curso do BNB. Em homenagem a estes personagens, que viriam para a roda, fizemos 2 segundos de respeitoso silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles, o Filipe, teve seus textos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ilegalmente&lt;/span&gt; lidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, por isso: da próxima vez, vamos moldar nosso horário para que não coincidam com outra programação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, foi interessante e persistiremos: já foi marcado para daqui a duas semanas, no final de semana (saberemos depois se sábado ou domingo) uma outra edição deste encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem foi:&lt;br /&gt;Eu (assinei meu nome lá embaixo), Larissa, Marco, Alan, Bruno, Diogo, Naiana, Ramayana, Thiago, Jorge.&lt;br /&gt;Foram lidos vários textos (eles serão transcritos em algum espaço, talvez aqui mesmo no blog)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu a pena?&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Vocês sabem a resposta do outro verso. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ary&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: A pintura é ilustrativa: todos estavam vestidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-115785270192673389?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/115785270192673389/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=115785270192673389' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115785270192673389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115785270192673389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/09/relato-do-primeiro-encontro-literrio.html' title='Relato do primeiro encontro literário Por Mais Leitura :)'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-115585794871269094</id><published>2006-08-17T15:37:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T16:39:08.733-07:00</updated><title type='text'>Bibliotecas no v&amp;a</title><content type='html'>Na terça-feira, dia 8 de agosto, o caderno Vida &amp; Arte (jornal O Povo) teve como matéria principal as bibliotecas públicas de Fortaleza. Com o título "Estantes Abertas", a equipe do caderno dá informações sobre 4 bibliotecas: a Dolor Barreira, a Governador Menezes Pimentel, a Justiniano Serpa e a do Instituto do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Bibliotecas. E públicas. O lugar onde o livro e o conhecimento - uma parte dele - cumprem sua função enquanto patrimônio coletivo material e imaterial de seres leitores, sejam de outdoors, e-mails, jornais, revistas ou obras de séculos passados". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Muito se sabe da biblioteca Menezes Pimentel (hoje até chamada de "a biblioteca do Dragão do Mar"), mas as outras são pouco conhecidas, até mesmo pelos bibliófilos alucinados. A biblioteca municipal Dolor Barreira encontra-se em reforma, num processo de levantamento de acervo, mas o foco é em literatura brasileira e cearense. Assim como a Menezes Pimentel, a Dolor vai funcionar com empréstimos e nos três turnos do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiano Serpa é a biblioteca da Academia Cearense de Letras, com sede no antigo Palácio da Luz, e conta com cerca de 20 mil livros em seu acervo, sendo a maioria de literatura e história cearense. Está aberta de 8 às 13 horas, permitindo consulta local. Os destaques ficam para a coleção completa da Revista Clã original e a coleção de O Pão em fac-símile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca do Instituto do Ceará, também com mais de 20 mil obras, é a queridinha dos pesquisadores, tendo livros dos séculos XVI e XVII.&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi intencionalmente escrito com informações incompletas para você querer saber mais das bibliotecas. Onde elas ficam? Qual o horário de funcionamento? Qual é o telefone?&lt;br /&gt;Meu amor, aguarde as novidades.&lt;br /&gt;~ Aguarde o &lt;strong&gt;Guia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;joão miguel&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-115585794871269094?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/115585794871269094/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=115585794871269094' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115585794871269094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115585794871269094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/08/bibliotecas-no-va.html' title='Bibliotecas no v&amp;a'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30267880.post-115129785940048290</id><published>2006-06-25T21:55:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T10:13:16.476-07:00</updated><title type='text'>Avante</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/1600/P1012751.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7329/3242/200/P1012751.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O Por Mais Leitura surgiu de um estalo, formou-se perdido, mas desejoso de uma vida firme e próspera. E foi impulsivo, chamando pessoas para comparecerem a manifestações de leitura individual em praças. Na hora, o choque, que era para os transeuntes sentirem, foi mais sentido pelos participantes, porque o número de pessoas havia sido pífio e ninguém dera a mínima para aqueles jovens - embora fossem corajosos de lerem sentados na Praça do Ferreira ao meio-dia. A segunda manifestação de leitura não teve unidade, mas serviu para iniciar um desejo por um debate sério para o que queremos e como alcançarmos nossos objetivos.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O blog foi concebido para passar informações sobre onde encontrarmos os livros: bibliotecas, sebos, livrarias, feiras de livro, feira de troca de livro. E mais, pois leitura não é só livro. Também não é leitura uma revista ou um fanzine ou um blog? Sim, meus caros amigos, é sim. A equipe do Por Mais Leitura (que ainda se firma formalmente) estará sempre aqui, colocando links, publicando textos com informações de acesso à leitura e divulgando eventos. :D&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Viva a leitura!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;[joão miguel]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30267880-115129785940048290?l=pormaisleitura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/feeds/115129785940048290/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30267880&amp;postID=115129785940048290' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115129785940048290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30267880/posts/default/115129785940048290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pormaisleitura.blogspot.com/2006/06/avante.html' title='Avante'/><author><name>Diogo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02515303346681563818</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_DzxxRoGqg-U/SSS1ICZ32jI/AAAAAAAAABo/rtg4nE8JJ6g/S220/snipshot_e41cm9dqboxw.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
